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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O peru




Imagine um peru de criação. Cada vez que lhe é dada comida há um contributo para a crença, por parte do animal, de que é uma regra geral da vida ser-se alimentado todos os dias por membros amigáveis da raça humana que, como diria um político, "cuidam dos seus melhores interesses”. Mas na véspera do Natal, pela tarde, algo de inesperado lhe irá acontecer!
Como poderemos imaginar o futuro, recebendo o conhecimento do passado, ou, mais genericamente, como podemos calcular as propriedades do desconhecido baseados no que é conhecido? Que pode um peru aprender acerca do que lhe está reservado, a partir dos acontecimentos de ontem? Muito, talvez, mas certamente um pouco menos do que pensa e é justamente esse “um pouco menos” que irá fazer toda a diferença.
O peru aprendeu através da observação. A sua confiança aumentou com o crescente número de vezes em que foi alimentado por gente amigável e sentiu-se cada vez mais seguro, apesar da sua morte estar cada vez mais eminente. O sentimento de segurança atingiu o valor máximo quando o risco era mais elevado!

O problema está relacionado com a natureza do conhecimento empírico. Algo que funcionou bem no passado, inesperadamente, deixa de funcionar, e o que aprendemos revela-se, na melhor das hipóteses, irrelevante ou falso e, na pior das hipóteses, perversamente enganador.

Confundir uma observação ingénua do passado como algo definitivo ou representativo do futuro impede-nos de contar com o improvável.
Na perspectiva do peru, o facto de não ter sido alimentado por volta do dia 200 é um “choque”! Para o talhante, não!
Surpresas destas, podem ser eliminadas pela ciência (se se for capaz disso) ou mantendo a mente aberta!

In “O Cisne Negro” de Nassim Nicholas Taleb

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Corruptelas

Corruptela é a deformação de palavras, originada pela má compreensão/audição ou rápida visualização.

A compreensão depende da literacia do ouvinte. Quem nunca ouviu a palavra taquicardia, tende a ouvir ataque cardíaco e se a palavra obriga a voltas com a língua, em vez de apologista, talvez lhe seja mais fácil "apugilista".
Na terra da minha sogra, não havia rododendros. Lá só se davam "redondelos".
E eu, só bem entrado na vida, é que deixei de dizer "catrapácio!!

É no que dá a ciência de ouvido!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Maçon



- Dr.! Isso é trabalho para três homens em quatro dias. A 10 Euros a hora, conte com 1000 Euros, mais o material e o IVA. Se quiser sem IVA, tem de me dar em dinheiro!
- Sr. Luís! Você sabe quanto se ganha no Serviço Nacional de Saúde?
- Não!
- Por exemplo: Uma médica de família, com um contrato de trabalho de 35 horas/semana, tem um vencimento bruto de 1996€ e recebe líquido 1282€ e um enfermeiro tem um vencimento base de 1.200€ por 35 horas semanais.
Faça as contas. Um enfermeiro, antes de impostos, ganha pouco mais de 8€ e um médico 14. Você pede 10 Euros a hora e limpos. Acha isso normal?
- É o mercado a funcionar!  Limitar vencimentos por classes profissionais é simplesmente desvirtuar o mercado da oferta e da procura! Deixe-os continuar a formar em barda, tipo linha de montagem, economistas, gestores, advogados, professores, enfermeiros, médicos, etc ... e vai ver o que acontece aos seus vencimentos!
Não foi à toa que a Merkel disse que Portugal tinha licenciados a mais! ... Até dá pena ver os "miúdos" irem ao engano para o ensino superior!
- Tem toda a razão! Este país não é para licenciados!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Redacção: A professora


Eu gostei muito da professora Lúcia ela ensina bém. A professora gosta muito de mim mas algumas vezes deume alguns pogões de orelhas mas eu mercias.
Ela é boa professora alguns meninos foram para a clónia e nós não fomos. Mas a professora arranjou uma camineta das pequenas e nós fomos ao passeio.
Eu se não passar fico muito feliz e se passar também fico feliz.
Eu gosto muito da professora Lúcia.

Eu gosto da minha professora, porque ela encinou coisas novas e até brinca connosco. Eu alvez não estudava e a professora arreliava-se.
Nestes dias eu tenho estudado e tiro boas notas, eu conto passar.
Eu nunca tive uma professora tão boa. Eu se não passa-se queria que ela fosse outra vez minha professora

Eu gostei muito da professora porque ela dáva-nos roupa e calçado. Ela não gostava muito de bater mas o José Manuel mercias.
Ela disse quem tivesse boas notas dava-nos brinquedos e eu não sei se vou tirar boas notas na de matemática. Eu se não tiver satisfaz a professora decerto não me vai passar.
Mas a Paula não tem a ficha melhor que a minha

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Judeus

O papel dos judeus na vida intelectual ocidental no século XX, em especial nos Estados Unidos, foi efectivamente desproporcionado, indiciando uma vantagem de ordem cultural e genética. Representando cerca de 0,2% da população mundial e 2% da população americana, os judeus ganharam 22% dos Prémios Nobel, 20% da Medalhas Fields de Matemática e 67% das Medalhas John Clarke Bates para economistas com menos de quarenta anos de idade. Os judeus venceram 38% dos Óscares para Melhor Realização, 20% dos Prémios Pulitzer de não ficção e 13% dos Grammy de Carreira.

No pé da página 277 do livro "Civilização - O Ocidente e os Outros" de Niall Ferguson

... do mesmo livro, no pé da página 210:

Na realidade, os judeus ultrapassaram os protestantes em desempenho nos últimos cem anos, com rendimentos e taxas de auto emprego significativamente mais elevados. Dos chief officers das 100 maiores empresas da revista Fortune em 2003, pelo menos 10% eram judeus, como judeus representavam também 23% dos CEOs da Forbes 400. Além de serem desproporcionadamente bem-sucedidos a lançar firmas financeiras, os judeus também fundaram ou co-fundaram algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo, por exemplo, a Dell, a Google, a Intel e a Oracle.

Nota: Os judeus são ~13,2 milhões, dos quais ~5,5 milhões vivem em Israel e na Palestina e ~5,1 milhões nos EUA .

domingo, 13 de março de 2011

sábado, 12 de março de 2011

Salman Khan: Reinventar a educação



Salman Khan não é professor, é um ex-corretor de Sillicon Valley, na Califórnia (Estados Unidos), que desistiu da sua carreira para socorrer os alunos com dificuldades em aprender o que os professores ensinam nas escolas. Do seu quarto, ensina, gratuitamente, Matemática, Biologia, Química, Física e Economia a uma turma de mais de 200 mil alunos espalhados pelo mundo.
Tem 34 anos e dirige a Khan Academy, que mais não é que uma sala de aula virtual com cerca de 2100 lições de vídeo. (link - AQUI)