Mostrar mensagens com a etiqueta Férias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Férias. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 17 de junho de 2014

A Pérgula - Acabamentos

O Sr. Arnaldo arranjou-me umas pedras de um tanque desfeito que serviram para os bancos. O tampo da mesa foi mandado fazer em Belinho. Depois foi pôr na medida e montar no local.
Mas há os pormenores.
A pérgula vai ter uma ramada de Kiwis e há que conter as canas que já aqui vivem há sete anos.
É uma das 1250 variedades de bambu que ali está. Curiosamente nenhuma delas nativa da Europa. Os seus caules lenhosos estão a ser alvo de estudos de modo a minorar a desflorestação pois, ao contrário das árvores, crescem a sua altura total em 3 a 4 meses, sendo por isso o recurso natural que se renova em menor espaço de tempo. Classifiquei-o como Bambu-áspero (Bambusa aspera), natural das Molucas, e ao outro, que está lá em baixo, como Bambu-preto (Phyllostachys nigra), natural da China. São bons para bengalas e cabos de guarda-chuva. Eu uso-os para estacar os tomates, as ervilhas e o feijão. Mas como os quero confinados àquela moita, sem invadir o território dos kiwis, vai de fazer uma vala de 60cm em seu redor para os envolver nuns restos de uma tela que um amigo me disponibilizou.
Ora como os kiwis (Actinidia deliciosa) necessitam de terra fértil, húmida e bem drenada, há que cavar, retirar as raízes dos bambus, adicionar material da compostagem, alisar e plantar.
Trabalho de dois dias de férias e menos 1,89 Kg na balança.
Gastei nas pedras. Poupei no Ginásio.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Férias

Primeira etapa Pamplona, num fim da tarde cheio de jovens de telemóvel em punho, nos primeiros dias de aulas. Muitas de shorts rendados, eles numa de "negligé cuidado". O comum de uma cidade universitária moderna.
No dia seguinte o destino - Pirenéus Atlânticos, pelo país Basco, de um lado e de outro da fronteira, com tempo para discernir aquela coerência de pintura, dos campos e das aldeias, sem "casas de emigrantes", nem arquitectos por conta própria. Não há evidência de abandono dos campos nem do património edificado. Não se percebem luxos e conservar parece ser a palavra de ordem.
O plano dá margem para o imprevisto.

Num dia, uma visita à Passerelle d´Holzarte, noutro, um trilho pelas Gorges de Kakuetta, com passagem por Saint-Jean-Pied-Port onde a GR 10 se cruza com o caminho de Santiago Francês. Dá vontade de nos equiparmos e seguir um dos muitos caminheiros/peregrinos, mas rapidamente caímos na realidade ao pensar nos 26Km, com um desnível de 1200 metros, da primeira etapa do caminho de Santiago até Roncesvalles, mesmo que nos prometam as mais lindas paisagens atlânticas. Quanto ao GR10 - dois meses a percorrer os seus 900km, da costa do atlântico à do mediterrâneo, pelos Pirenéus, deve ser trabalho para campeões.

Passamos por Ainhoa porque alguém disse que era a mais bonita, por Espelette para ver os pimentos, por Oleron, porque Bidos fica ao lado e há que levar as senhoras às compras, pela fama de Lartigue 1910, e na Hostellerie du Chateau em Mauléon-Licharre comemos como uns príncipes. Em Larressore ouvimos os porquês do Makhila e em todo o lado bebemos vinho e comemos o queijo da região.

Na despedida de França quisemos matar saudades de 30 anos e, em Cambo-les-Bains, fomos ao “Hotel de Charme” de então. Mais uma vez se prova que “nunca devemos voltar aos locais onde já fomos felizes”, o meu quarto tinha a entrada pelo quarto de banho.





Regresso por S. Sebastian. Visita à cidade e ao Museu de S. Telmo, recentemente modernizado. Por fim o inevitável Gugenheim em Bilbao.
2.000 km. Algumas fotos. Muita conversa.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

domingo, 9 de setembro de 2012

Noé Dinis









Quem ontem me tivesse seguido os passos, ver-me-ia em Famalicão numa visita a obras do arquitecto Noé Dinis naquela cidade: o Parque da Cidade e o Edifício das Lameiras.
O Parque, que irá ser inaugurado a 28 de Setembro, é uma obra com 320 mil metros quadrados de área verde com um conjunto de equipamentos culturais de lazer.
O Edifício das Lameiras é um quarteirão de 290 habitações sociais, 30 lojas comerciais - um “Espaço Social, Desportivo e Cultural”. A sua construção iniciou-se em 1978, e começou a ser habitado em 1983. A Associação de Moradores formada em 1984, mudou-lhe a imagem e criou creche, jardim-de-infância, ATL, centro de dia, apoio domiciliário e lar de idosos. Uma aldeia dentro da cidade para as cerca de 1600 pessoas que ali moram.
Noé explica as dificuldades. Coisas da arquitectura que passam ao lado da maior parte de nós. A gestão das inúmeras variáveis para que as obras cumpram as funções e permitam a evolução dos seus utilizadores.
No restauro da minha casa preservou os fantasmas e ensinou outro modo de viver. Ali, lutou por aproximar as pessoas, facilitando-lhes a vida e a saúde, sem elitismos e num respeito profundo pelo que podem e devem ser os espaços públicos.
Vale a visita.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Fitodermatose

- Isso é tudo frio?, perguntou o Sr. Jorge depois de travar o tractor. O dia estava quente e sem vento e o Dr. recebera-o de camisola grossa de manga comprida.

- Não! Meti-me a deitar abaixo uns carvalhos. Trabalhei de manga curta e no dia seguinte tinha os braços pior que o chapéu de um pobre. Hoje como o vou ajudar a rachar esta lenha, não quero que os toros me voltem a tocar na pele. Quer ver?

O Sr. Jorge, baixou o rachador da traseira do tractor, desligou o motor e aproximou-se, curioso, para ver os estragos.

- Engraçado. Há mais de quarenta anos que trabalho na floresta e nunca ouvi ninguém falar em alergia ao carvalho. Oh Dr.! Você não andou a cortar nenhuma figueira? Um amigo meu, há uns anos, por causa de uma, ficou um Cristo. Andou a cortá-la em tronco nu e de motoserra.

- Obrigado Sr. Jorge. É esse o diagnóstico! Uma fitofotodermatose aos psoralenos da seiva da figueira. Uma reacção fototóxica que surge habitualmente nas 24 horas seguintes e se caracteriza por um eritema como uma queimadura, que pode evoluir com formação de vesiculas e bolhas. A pigmentação pode durar várias semanas. Nunca mais me ia lembrar que tinha cortado aquela figueira que não dava figos!

sábado, 14 de abril de 2012

Victor Hugo



O turismo rural, tem destas coisas. A casa está posta, há fogão, frigorífico, televisão, e tudo o resto de uma habitação vivida.
Abrem-se as portas, dá-se uma volta para identificar o espaço e passam-se os olhos pelas prateleiras. Há DVDs e livros, que por uma razão ou outra, os donos disponibilizam, mais algum ali deixado, por turista ocasional, habitualmente em língua estrangeira.
Com estadia curta, olho para os fininhos, já que o que levo, não quero deixar por troca. Pego nele, e calculo três horas de leitura.
Este livro inclui duas novelas de Victor Hugo: “O último dia de um condenado” (1829), e “Claude Gueux” (1834). São histórias que acabam na guilhotina. A primeira na forma de um monólogo interior, das suas últimas semanas. Na segunda, Victor Hugo faz de advogado de defesa, para questionar o sistema educacional e social francês da época e a pena de morte.

O que me tocou: a descrição do jubilo da multidão perante uma execução no “O último dia de um condenado”, e o parágrafo que transcrevo de “Claude Gueux”:
Na prisão onde Claude Gueux estava detido, havia um director das oficinas, espécie de funcionário próprio das prisões, que tem conjuntamente de carcereiro e de negociante, que faz ao mesmo tempo uma encomenda ao operário e uma ameaça ao prisioneiro, que põe a ferramenta nas mãos e as correntes nos pés. Aquele era uma variedade da espécie, um homem seco, tirânico, fiel às suas ideias, bom companheiro, bom príncipe, jovial mesmo e troçando com graça; mais duro que firme; não discorrendo com ninguém, nem mesmo consigo próprio; bom pai, bom marido sem dúvida, o que é dever e não virtude; numa palavra, não era verdadeiramente cruel, apenas mau. Era um destes homens que não têm nada de vibrante nem de elástico, que são compostos de moléculas inertes, que não ressoam ao choque de nenhuma ideia, ao contacto de nenhum sentimento, que têm cóleras geladas, ódios melancólicos, ímpetos sem emoção, que acendem sem aquecer, cuja capacidade calórica é nula, e que dir-se-ia feitos de madeira; deitam chama por uma ponta e são frios na outra. A linha principal, a linha diagonal do carácter deste homem, era a tenacidade. Orgulhava-se de ser tenaz, e comparava-se a Napoleão. Trata-se apenas de uma ilusão de óptica. Há muitas pessoas que se deixam enganar facilmente com isso e que, a certa distância, tomam a tenacidade por vontade, e uma candeia por uma estrela. Daí que este homem, quando ajustava o que ele chamava a sua vontade a uma coisa absurda, ia de cabeça sempre em frente, na mira da coisa absurda. A teimosia sem inteligência é a tolice na ponta da estupidez e servindo-lhe de acréscimo. Isto leva longe. Em geral, quando uma catástrofe privada ou pública se abate sobre nós, se examinarmos, a partir dos escombros que jazem por terra, de que maneira é que ela se arquitectou, encontramo-la quase sempre cegamente construída por um homem medíocre e obstinado, que tinha fé em si mesmo e que se admirava a si mesmo. Há por esse mundo muitas destas fatalidades teimosas que se julgam providências.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Penha Garcia




Penha Garcia tem 748 habitantes (2011) + 2, a Ana e a Margarida, que vieram de Lisboa para dar seguimento à tradição e tomar a seu cargo o Forno Comunitário.
Uma era assistente num consultório dentário, a outra tem um mestrado em “estatuária urbana”. Vieram há três meses para este fim do mundo, na esperança de que o turismo lhes dê mais que as promessas da grande cidade. Aprenderam as receitas e das 05:00h às 19:00h, ali estão elas, a dar pão e doces tradicionais aos que por ali sobem para visitar as particularidades da terra e os seus trilhos, onde pontuam estevas, carqueja, giestas, rosmaninho e os moinhos-azenhas restaurados ao longo do rio Ponsul.
Até à abertura das fronteiras, o contrabando era o ganha-pão de muitas das famílias. Para Espanha levava-se o café Cubano, que Rui Nabeiro se encarregava colocar nas imediações, para ser levado a cavalo, preso por cordas para, para serem rapidamente cortadas, caso surgissem os guardas. Para cá trazia-se bombasina e colorau. Com a abertura das fronteiras, a maior parte ingressou na Guarda Republicana.
Mas o potencial de Penha Garcia, está no que tem de diferente. E isso passa pela valorização dos seus fósseis – as Trilobites, tão pobremente exploradas, quando comparado com o que acontece aqui bem perto – em Marrocos, como David Atenborough tão bem nos mostra neste filme.

... Houvesse jovens que, como a Ana e a Margarida, saíssem dos grandes centros e se dispusessem "a partir pedra" por terras como estas.

... e já agora podiam dar início a um movimento para retirar da aldeia, o Tanque - M47 Patton - fabricado em 1951, nos EUA, e que participou, em Lisboa, no 25 de Abril de 1974.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Foios



Foios. Três km além, a fronteira. A intenção era fazer o caminho do contrabando até Navasfrias.
Antes do início ouvimos o presidente da Junta de Freguesia, homem interessado, que nos orienta e nos fala do fraco futuro daquelas terras, sem agricultura, pastorícia ou contrabando que lhes valha.
As batatas e a castanha é-lhes comprada a preços irrisórios, o gado para o abaterem, têm de o levar ao matadouro à Guarda. Pagamentos e mais pagamentos, e nem usando estratagemas para se comer em casa, compensa. É que o gado agora anda identificado como as pessoas.
Até os cogumelos que por aqui nascem são colhidos e processados pelos espanhóis, que nos vendem de seguida.
- Adeus Sr. José Manuel Campos. E para almoçar, à vinda?
- No caminho para o Sabugal, em Quadrazais há um viveiro de trutas com um lago, rodeado por uma zona verde de descanso e lá em cima um restaurante – TrutalCôa. A ementa baseia-se na truta, mas há outros pratos.
- Obrigado! Boa sorte!
Ida e volta 6Km. A chuva deixou-nos pela nascente do rio Côa.



Almoço. Truta frita com arroz de feijão, cortada transversalmente, e temperada com um molho excelente, e para 2º prato “truta no forno”. Serviço rápido. Preço em conta. Simpatia *****.

Os ovos das trutas e a ração vêm Espanha. A saúde do viveiro é garantida por Ciudad Rodrigo.
Tiveram problemas com as lontras, que comiam mais de metade do peixe. Foi feita uma protecção a toda a volta para elas não entrarem. Agora são as garças. Mas essas são em menor número.

A gente come e não pensa nisto!. Boa sorte!.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Paisagens transgénicas



Férias. Hoje foi Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura, numa visita “eternamente adiada” e sem programa definido. Dar uma volta pelas ruas, pelo castelo, almoçar e entrar no que estivesse disponível. Sem horas.
Olha aqui: O Centro Cultural Vila Flor. Tem uma Exposição: “Missão fotográfica: Paisagem transgénica”, deixa lá ver o que é. É uma proposta de reflexão sobre o modo como vamos organizando o nosso espaço individual e colectivo.

Usa fotografias reais e outras “ficcionadas”, como a que abre este post.
Mas, não havia esta necessidade. Porque só é necessário ter olhos e as soluções transgénicas, surgem em todo o lado. Algumas até patrocinadas

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Jardinagem





-Que horas são?
-Deve passar das nove!
-O gato já entrou?
-Já!
-Ontem à noite deste de comer aos cães?
-Sim! O que é que vamos fazer hoje?
-Não tenho programa. Só ao fim da tarde é que tenho que fazer!
-Então hoje era um óptimo dia para jardinar. Eu queria deitar duas árvores abaixo que estão a crescer para fora do terreno, limpar a horta daquelas canas que estiveram a estacar os feijões e, se tiver tempo, limpar o tanque e as sarjetas, antes que comece a chover.
-Está bem! Eu fico pela horta, limpo os agapantos, dou um jeito às rosas, apanho as framboesas e faço doce. O melhor é levantarmo-nos já!
-Abre a janela para ver o tempo.
...
-São quatro da tarde! Não vens almoçar?
- Não! Eu como um pão com qualquer coisa e bebo uma cerveja fresca!
-Vou sair! Volto às sete!

-Como tu estás! Ainda bem que, hoje, não vem cá ninguém!
-Vou tomar um banho de meia hora! … Qual Ginásio. Desporto mesmo, é jardinagem! Amanhã ainda quero cortar uns galhos secos e outros que não quero ali, cortar a relva e pôr insecticida nas laranjeiras que têm piolho. À tarde vamos ao Porto?
-Ok!
-Fizeste o doce para as miúdas?
-Quando é que acabam as férias?
...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Aldeias Preservadas (?)



Uma deriva a Armamar, a "capital da maçã de montanha", para ver se está em alta como o Douro Vinhateiro.
Terrenos de cultivo sem evidência de abandono. Pomares, abundantes e bem tratados e cerejas de vinte valores.
Nas aldeias, vê-se um esforço (individual e colectivo), mas abunda o alumínio e o mau gosto, com as casas e os espaços a implorar um restauro que lhes mantenha um mínimo de memória.







Para quando o concurso de quem sabe?
Tanto arquitecto no desemprego!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Alto Douro Vinhateiro




Na foz do rio Távora tomamos café numa esplanada sobranceira ao Douro, aconchegados pelos montes que abraçam o rio, que majestosamente serpenteia. É o princípio deste dia no Douro Vinhateiro, Património da Humanidade desde 2001.
Passado o Pinhão, subimos a Casal de Loivos para uma panorâmica dos vinhedos que com os socalcos, os patamares com os seus taludes e a vinha "ao alto" nos declives menos acentuados, dão aos montes a regularidade de uma verde manta de retalhos da monocultura.
As quintas internacionalizaram-se e os seus proprietários, são agora gente de muitos teres que requalificaram as casas para Enoturismo, Turismo em Espaço Rural e para casamentos e outros eventos, a preços internacionais.
Os baldios foram reconvertidos em vinhas e já não se vêm os mortórios que ainda há dez anos pontuavam na paisagem. Produzem-se vinhos com denominações de origem “Porto” e “Douro” para consumo e exportação (muito para os PALOP e sonha-se com a China).
Os nomes Américo Amorim, Eduardo dos Santos, Miterrand e outros igualmente sonantes surgem amiúde.
Visitamos a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo associada ao primeiro. É a filha que faz a gestão. Almoçamos na esplanada, pão, vinho e uma tábua de queijos e enchidos.
Na recepção dizem-nos que estão cheios e pelo modo como o recepcionista nos fala percebe-se a sua maior disponibilidade para o público estrangeiro. Mesmo assim disponibiliza-se para nos guiar numa visita à adega e nos mostrar os “Ferrari” onde o vinho é processado. Tudo em grande!
Não resisto e pergunto-lhe se usam rolhas sintéticas nos vinhos destinados a serem consumidos muitos anos depois de engarrafados, e sou fulminado por uns cabelos em pé, pois "as rolhas do Sr. Amorim têm o problema do TCA resolvido". Ainda lhe pergunto o que é o TCA, mas ele adianta-se e orienta-nos para fora da sala onde estão armazenadas as garrafas destinadas à História.
(Nota: O TCA, abreviatura de 2,4,6- Tricloroanisole, é um químico encontrado em produtos alimentares e líquidos. Quando contaminados com TCA, os vinhos apresentam um "sabor a rolha" , mas a contaminação pode ter outras origens. O TCA resulta da actividade de microorganismos, como os fungos Penicilium e Trichoderma).

De volta à Régua, passagem pelo Miradouro de S. Leonardo de Galafura para nova vista sobre o vale. Jantamos num armazém a preços do centro da Europa, rodeados de ingleses, com a sensação de que Portugal não sobrevive muito tempo.