Erano i giorni dell'arcobaleno, finito l'inverno tornava il sereno E tu con negli occhi la luna e le stelle sentivi una mano sfiorare la tua pelle E mentre impazzivi al profumo dei fiori, la notte si accese di mille colori Distesa sull'erba come una che sogna, giacesti bambina, ti alzasti già donna Tu adesso ti vedi grande di più Sei diventata più forte e sicura e iniziata la avventura Ormai sono bambine le amiche di prima Che si ritrovano in gruppo a giocare e sognano ancora su un raggio di luna
Vivi la vita di donna importante perché a sedici anni ai già avuto un amante ma un giorno saprai che ogni donna è matura all'epoca giusta e con giusta misura E in questa tua corsa incontro all'amore ti lasci alle spalle il tempo migliore Erano i giorni dell'arcobaleno, finito l'inverno tornava il sereno
Eram os dias do arco-íris, acabava o Inverno e voltava o tempo quente E com esses teus olhos, a lua e as estrelas, sentias uma mão explorar a tua pele E quando sentiste o perfume das flores, a noite acendeu-se de mil cores Estendida na grama como quem sonha, deitaste-te criança, levantaste-te já mulher Agora vês-te grande de mais, e sentes-te mais forte e segura, iniciaste aventura E os teus amigos são crianças que brincam ainda e que sonham ainda com a lua Vives a vida de mulher importante porque a dezasseis anos, já tiveste um amante mas um dia saberás, que cada mulher é madura na idade e com a medida justa e que nesta corrida de encontro ao amor, tu deixaste para trás o tempo melhor
Nicola Di Bari (1940 - …) venceu com esta canção o Festival da Eurovisão em 1972. Então a música italiana ainda não tinha sido abafada (como todas as outras) pela “máquina” anglo-saxónica. As letras tinham um sentido diferente, pese embora a melhor versão, que ponho Aqui, seja politicamente incorrecta (aos dezasseis anos ter um amante faz toda a diferença!). A voz de Nicola di Bari evolui para melhor, embora as suas canções iniciais sejam as minhas preferidas.
-Sr. Dr. que me diz? É que eu li isto num jornal, por causa de análise que fiz. A próstaca é para o home como um utelprá mulhé! A próstaca tamém ajuda a dar filhos e está ali para o que der e vier. A próstaca tamém tem miomas que se chamam adenomas, mas enquanto nelas dá pra sangrar em nós entope o mijar. Não é? Isto é de família. O meu pai tamém tinha uma, que era um melão, mas só a tirou quando entupiu! O que é que o Dr. diz? Tiro a minha agora e deixo de ter filhos? Ou arremendo mais uns tempos à força de comprimidos?
- Tenha calma homem, que você ainda mija bem! Vamos avaliar isso primeiro, e depois ... talvez fazer uma biopsia!
Já não são o que foram. Agora tudo é diferente e, embora o que foi ainda apareça, podemos considerá-las extintas, face à incapacidade de se reproduzirem. Que é das Quitérias, das Balbinas, das Pulquérias, das Cristalinas, das Isolinas, das Bernardinas e até das Miquelinas? Uma aqui, outra ali, a maior parte já curvada e de bengala.
Vitórias ainda houve 60 na última década e 4 Deusas desde 1990. Mas Ermengardas nem uma, a última Preciosa é de 2000. Em 1997 houve as 2 últimas Felicidades e em 2009 uma Flor despontou a medo.
Marias há muitas no meu Hospital. Há Agonias e Dores até dizer chega. Angustia só vi uma que é de 1907
Liberdade vi 25, Prazeres são mais de cem e com todos os acompanhamentos. Benvindas raramente são Marias, Esperanças há-as aos montes, Salvadoras só há 3.
MARIA da CIRCUNCISÃO só há uma, e vive para as minhas bandas.
O recente terramoto no Haiti veio lembrar que fenómenos idênticos já ocorreram no nosso País. São citados, sobretudo, o terramoto de 1755 que arrasou Lisboa e o sismo que destruiu Benavente em 1909. Ouvimos falar de tectónica de placas, de falhas verticais que originam tsunamis, de falhas horizontais (como a que agora ocorreu no Haiti), que originam grandes destruições. Sabemos da deriva dos continentes ao longo dos tempos. Em Portugal os mais interessados falam da falha de Messejana, da falha da Vilariça, da falha do Tejo e divulgam que a recorrência de todas essas falhas é "da ordem dos mil anos" e que por isso, podemos "ficar tranquilos". No sismo de 1969, falou-se na libertação da energia acumulada durante cerca de duzentos anos, na falha que deu origem ao terramoto de 1755. Estarão as falhas importantes deste País a ser devidamente monitorizadas, para se falar "em tranquilidades" e em "mil anos"? Estarão as grandes obras de Engenharia, em Portugal, precedidas de um estudo geológico suficientemente pormenorizado, para evitar catástrofes como a que agora se registou no Haiti?
Todo este discurso foi-me dito, por alguém de direito, a propósito da Barragem do Carrapatelo - Marco de Canaveses (Portugal) construída de 1965 a 1972, sobre uma destas falhas, que os estudos geológicos que a precederam não identificaram, e que só foi identificada durante a construção. Foi pedido parecer ao Instituto Superior Técnico, que propôs “colmatar a falha” para se poder dar continuidade à construção naquele local, o que basicamente consiste em pôr ali um remendo, pois um pequeno movimento dessa falha, afectará toda a estrutura da barragem com a sua consequente destruição e inundação súbita das zonas ribeirinhas a jusante.
- Enfermeira! Não chegou nenhum familiar do doente da Cama 8? - Esteve aqui há pouco uma senhora que diz ser vizinha, mas foi visitar um familiar. Disse que voltaria no fim da visita. - Obrigado! Se a voltar a ver, diga-lhe que eu quero falar com ela. É que eu não tenho qualquer informação e ele está completamente incapaz de contar o que quer que seja. - Quem o trouxe foram os Bombeiros dos Arcos, a pedido da mãe, que é uma senhora idosa.
E o Sr. João, lá estava deitado, a dar ao fole, com uma sonda no nariz a aspirar-lhe o sangue que lhe corria pelo estômago, amarelo como um canário, com uma barriga de água que lembrava um barril, sem dar por burro nem albarda.
Ao fim da tarde chega a vizinha, envolta em xailes e roupas pretas a cheirar a fumeiro, com uma saca de plástico a sobrar-lhe das mãos grossas e escuras de anos a lutar com a natureza. - A Sra. é vizinha do Sr. João? - Sim Sr. Dr.! - E que me sabe dizer dele? - Uma desgraça, Sr.! Uma desgraça! O João foi GNR em Lisboa e até ganhava bem, mas o vinho deu cabo dele e mandaram-no para casa. Ficou a viver com a mãe, que já tem idade para que tomem conta dela, e agora ainda tem que olhar por ele! ... Ainda ontem o vi no Café a beber sevanata, sumol e vinho. E eu disse-lhe: João! Tu não mistures, João! Ou bebes sevanata, sumol, ou vinho! Mas não mistures. ... O que é que eu podia fazer?
- Nada, minha Sra.! Não podia fazer nada! Já entendemos.
Vila Real/1979, numa acesa discussão sobre organização dos serviços do SNS, eu criticava o laxismo de alguns médicos mais velhos. Depois de me ouvir destilar a bílis, o Dr. Zé Zé, médico à moda antiga, tarimbeiro de muitas vidas, questiona-me, com aquela pseudobonomia de quem está mais seguro do que uma rocha num descampado: “- Sabe qual é a diferença entre um médico novo e um médico velho?”, e depois de me ter ouvido dissertar sobre o maior envolvimento dos médicos mais novos, responde-me: “- Não é nada disso! É que um médico novo cora quando o doente lhe paga, e o médico velho cora quando o doente não lhe paga!” Ficámos esclarecidos!
Não há dignidade num povo que não cuida da sua história.
A história faz-se no dia a dia, promovendo quem potencia o desenvolvimento e dignificando quem acrescenta qualidade.
Esquecer quem deu contributos relevantes é não ter visão de futuro. Ter a miopia do presente como único alvo, é abrir espaço ao atrevimento e ao “desenrasca”. É dar cabo de uma Nação.
“-Este nome será de homem ou de mulher?”, penso, enquanto chamo pelo intercomunicador, e me certifico do motivo de referenciação à consulta: “Teste de HIV positivo”.
Entra um casal. Ele com ar de rufia, ela mais velha, mais escura e mais pequena, num vestido desbotado e uma camisola de lã grossa às riscas. “- Quem é o doente?”, pergunto para entender de quem são aqueles 45 anos que me surgem na identificação. “- Sô eu!”, responde ela, com sotaque abrasileirado, de origem incerta. “- E eu também sou da sua consulta!”, responde ele, com ar de familiaridade. “- Está bem! Mas hoje a consulta é para ela!” respondo-lhe, enquanto num esforço me lembro de já o ter observado há muitos anos e o saber seguido por outro colega. Dirijo-me a ela, já ligando a doença de um à positividade do outro. “- A Sra. sabe porque é que vem a esta consulta!”, pergunto. “- É purumá dô, aki à frenti ná cóstélá!”, responde, enquanto levanta a camisola e aponta para baixo da mama esquerda. “- Mas olhe que esta consulta não é por causa disso!”, rectifico. “- Enton, ... é puki eu tenhum bócádinho di SIDA!?”, diz depois de uma pausa, enquanto se inclina e apoia os cotovelos na borda da secretária.
Dirijo-me agora a ele, que se mantém sentado de perna cruzada, ligeiramente atrás dela, tentando assumir ar de seu protector. “- Olhe lá, há quanto tempo é que você vive com esta Sra.?”. “- Há para aí dois anos!”. “- E você não lhe disse que tinha SIDA?” “- Como tinha cuidado, achei que não valia a pena!”, responde com a naturalidade de quem fala de frivolidades. Viro-me agora para ela que se mantém semi-deitada na secretária. “- E a Sra. não ficou chateada quando lhe disseram o resultado das análises?” “- Oh! Sinhóra Dótôrá! Ê andu é chátiadá com á dô ki tenhu aki. Issé keu keru sabê! É keu tenho câncer dá máma!”, afirma enquanto lentamente se endireita. “- Mas foi operada?”, tento esclarecer a credibilidade da afirmação. “- Não! Puki kandá minha mãi sôbi, fez prómessá à Vigé Mária, e kandeu iá pó Bloco Opératório, já nã tinhá câncer!” “- Bem, vamos continuar! Na próxima consulta vai tentar trazer um relatório médico para confirmar isso que está a dizer!”
…
“- Por favor, tire o casaco e vá ali à balança pesar-se!”, digo, enquanto lhe aponto o local onde esta se encontra. … Levanta-se e fica parada em frente do pequeno estrado. “- Suba, e diga-me quanto pesa!”, insisto. ... Sobe muito devagar, e fica a olhar para os pés. “- Então? A Sra. não consegue ver?”, pergunto de novo, face á demora da resposta. “- Nã! Nã veju nádá! Nã sê lê! Nã veju nádá!”, diz por fim, a tornar evidente todos os meus porquês. “- Pesa 89Kg”, diz ele.
Segundo o Velho Testamento, Jacob foi o terceiro patriarca do povo judeu. Era filho de Isaac e Rebecca e neto de Abraão e Sarah. Teve duas mulheres Lia e Raquel (que era a irmã mais nova de Lia), e doze filhos (vários deles com servas). Essa prole viria a dar origem às doze tribos de Israel. Também teve várias filhas, mas dessas não reza a história.
A justificação que Labão deu para o ter enganado ao lhe ter trocado Raquel por Lia no dia do casamento, foi de que no seu país era inédito dar a filha mais nova antes da mais velha.
Antes do nascimento do último filho (Benjamin), Jacob é renomeado "Israel" por um anjo, nome que irá servir à nação moderna dos judeus.
O Islãoquestiona as razões porque o judaismo e o cristianismo proibem a poligamia, quando tal não tem fundamento nas Escrituras.