sábado, 8 de maio de 2010

A Tecnologia da Índia

Este senhor (Pranav Mistry, nasceu em 1981 em Palanpur, India) desenvolveu tudo isto no seu país.
É por estas e por outras, que a Índia faz parte dos países emergentes (BRICs - Brazil, Rússia, Índia e China).

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Consulta


- ... E na sua família não há mortes precoces ou doenças estranhas?

- Talvez, Sra Dra.! O meu irmão é ... o Emplastro!

- Ahhh!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Janela de Oportunidade








A visita Papal a Fátima é uma janela de oportunidades, que vai da T-shirt, às bandeirinhas e até à de ser figurante pago, sem contar com as velas e lenços brancos para o Adeus à Virgem, e da panóplia de imagens santas mais ou menos ortodoxas.























Mas talvez a mais rentável seja a de arrumador num local próximo de um evento.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Amnistia Papal ?


O patriarcado de Lisboa recebeu um abaixo-assinado pedindo uma amnistia para pequenos delitos e perdão de uma percentagem de anos de prisão a propósito da visita papal.
Isto, num país laico, que tem uma baixa taxa de condenação dos poucos crimes denunciados.
Espero para ver!

Por longo tempo este mundo construiu com o mal, longo tempo repousou na misericórdia divina. Bastava arrepender-se, tudo era permitido. E para se arrependerem todos se sentiam fortes. Chegado o momento, o arrependimento viria por certo. Até lá, o mais fácil era deixar correr, a misericórdia divina faria o resto.

Albert Camus in “A Peste”

segunda-feira, 3 de maio de 2010

História da Carochinha





E assim se completam os dois discos de histórias da minha infância, quando o "viródisco e tócómesmo" era a realidade.

domingo, 2 de maio de 2010

Enfermeiros assanhados



Fernando Correia, presidente do Sindicato Independente Profissionais de Enfermagem, Diário de Notícias, 20/04/2010, na sua senda “para desmedicalizar progressivamente a área dos Cuidados de Saúde Primários dos Centros de Saúde preferenciando a promoção da Saúde e a prevenção da doença em detrimento da medicalização demasiado acentuada e dispendiosa”, diz que os enfermeiros podem fazer a triagem e encaminhar os doentes já com diagnóstico predefinido, para o médico dar sequência aos tratamentos ou medicalizações e nesta situação não seriam necessários mais de 50% dos médicos existentes”.

Oh meu amigo ZZZzzzz! “P’ra melhor, está bem, está bem! P’ra pior, já basta assim!”
A Anamnese é um dos maiores problemas da prática médica. Como procurar o que não se sabe o que é? Como reconhecer a doença quando lhe desconhecemos os atributos, as propriedades e os outros marcadores que a definem?

Uma boa Anamnese exige perguntas específicas, quer ao doente quer a pessoas que o conheçam bem. Embora em emergências possa ser suficiente uma curta informação colhida por um paramédico, a maior parte das situações que se apresentam num consultório exigem argúcia e prática, para não tomar a parte pelo todo, e sejam considerados os diagnósticos diferenciais e os secundários, que tantas vezes estão por detrás do erro médico.
Uma boa história poupa imensos meios auxiliares de diagnóstico e iatrogenia. Uma má história é um descalabro! !
Meu caro Fernando Correia, a anamnese é a parte mais difícil da Medicina. É ela que determina tudo o resto, do "fazer ao não fazer". É aí que se vê a qualidade do raciocínio e dos conhecimentos do médico, para depois poder escolher criteriosamente os meios auxiliares que irão confirmar o diagnóstico e individualizar a terapêutica (médica ou cirúrgica) que (habitualmente) é fácil procurar nos livros.
Não há estabilidade nos "diagnósticos predefinidos" que permita a ausência do médico, pois nada na Medicina permanece constante e, se há uma má prática médica, ela não deve ser substituída por outra pior, desenvolvida por enfermeiros.
Vejo mais depressa enfermeiros a executar técnicas, que a fazer diagnósticos.
Não vá por aí!

sábado, 1 de maio de 2010

Desperdícios no SNS


Vamos lá a pensar bem, porque de outro modo não vamos a lado nenhum! Há ou não desperdício no SNS? Há ou não controle suficiente? Quem o faz?

Um SNS universal e tendencialmente gratuito exige grande rigor na sua aplicação, pois o volume de gestos que a cada momento os seus profissionais executam é tão grande, que qualquer diminuição de qualidade se reflecte economicamente.

E esta qualidade está dependente de aspectos psicológicos e de aspectos técnicos. A condicionar os primeiros está o exemplo do Estado, e este fica desacreditado quando não controla os salários sumptuosos dos gestores de Empresas onde é detentor de “golden share”, e de insistir em obras públicas de rentabilidade duvidosa, pois neste contexto até dá vontade de dizer “se é p’rá desgraça, … é p’rá desgraça!”.

No que respeita aos aspectos técnicos necessários para a racionalização dos gastos, tudo passa pela promoção da competência, e da discussão e defesa das soluções nas Instituições, cumprindo os objectivos a que se propuseram, e não faz qualquer sentido promover o seguidismo e silenciar as vozes desalinhadas.

Não é nada disto que tem vindo a acontecer e não estranho que haja intenção em se promover este estado de coisas para depois se falar "da insustentabilidade do SNS", e depois se justificarem outros negócios.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Lobo Mau




Devo ter ouvido este disco em Vinil - 78 rotações, mais de 500 vezes. Sei-o de cor desde a minha infância e não conheço melhor versão desta história.
O Youtube é uma coisa maravilhosa!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Obama


Num esforço para adoçar o capitalismo desenfreado, Obama qualificou os banqueiros de "gatos gordos".
Mas, por ter os gatos à mão, não questiona que meia dúzia de empresas financeiras controlem a economia do mundo e dêem ordens aos governos dos Estados.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Made in China



Não faça, mande vir! Compre ali que é mais barato! Até parece original ou é coisa nunca vista que não se sabe para que serve!
É a globalização!

Made in China é hoje um dos rótulos mais comuns porque a China se tornou no maior exportador mundial de produtos manufacturados, da electrónica ao vestuário. São 1,3 mil milhões de humanos desejosos de melhorar as suas vidas num envolvimento total com o mundo.

A princípio ainda questionávamos se cumpriam standards de qualidade mínimos, mas à força de convivermos com eles, esquecemos os escândalos do leite chinês adulterado com melamina (que causou 12,800 hospitalizações e 4 mortes de crianças) e da adulteração de xaropes para a tosse importados pelo Panamá (que envenenou centenas e causou mais de 100 mortes), mas que deixou muitos outros sem fiscalização e sem relação de causa efeito.

É o preço que as promove. Um preço formado sem os custos ocidentais dos direitos de autor, dos Impostos e das garantias de higiene e segurança, que concorre com quem aqui se esforça por dar uma indústria mínima que possa sustentar as necessidades da região, e que os políticos esqueceram e que levaram às sistemáticas deslocalizações das empresas, criando uma Europa mais consumidora que produtora, principalmente nos países menos desenvolvidos.
Chegou a crise e o tempo de criar limites à importação da Ásia e permitir o ressurgimento da indústria e agricultura europeias e só a abrir quando aqueles países tiverem obrigações semelhantes na produção.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Revisão de Provas




Era assim no Liceu. Quando num exame a nota rasava os 8 valores, pedia-se "revisão de provas", e depois andava-se à cata de um ponto aqui e de outro ali e a justificar o injustificável, a ver se se conseguia os 9,5 valores que davam acesso à oral. Depois, “se desse”, como já se tinha estudado alguma coisa, às vezes … “passava-se”.
É o que me parecem as actuais aflições do Governo com as Agências de Rating.
Eu não percebo nada de economia mas, há muitos anos, que o poder de compra dos portugueses e as grandes obras do Estado, me parecem em desacordo com a sua eficiência.
Será que chegou a altura de pagar, ou ... ainda vamos “à oral”?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

Um cravo


Um cravo para todas as versões da esperança de um melhor viver, num país de Fátima, Futebol e Fado.

sábado, 24 de abril de 2010

Antigona



Antígona está só. Ousou desafiar um homem poderoso. Não reclama direitos, não quer ter voz em espaço público, nem critica as leis da cidade. Apenas quer cumprir um dever – o de prestar honras fúnebres ao irmão Polinices, que seu tio Creonte (novo senhor da cidade) ordenou deixar insepulto, para exemplo de todos os que pretendessem intentar contra o governo de Tebas …
Antígona desobedece por uma questão de ética e acaba condenada ao emparedamento.

Para os gregos Ethos, isto é, o carácter, era um daemon que exercia sobre o homem um poder transcendente.

Antigona de Sófocles - esteve no Teatro S. João - Porto