quarta-feira, 30 de junho de 2010

Eduardo














Não chores rapaz! Deixa lá! Não me digas que estavas convencido que éramos os melhores! Tu já tens idade para saber que se diz muita coisa que não é verdade, e que no jogo, é a sorte que nos dita algumas vitórias. Não tivemos sorte! … Acontece!

Mas olha que chegou a Portugal a hora da “pouca sorte”, ... e não só no futebol. Apesar de andares nessas bolandas, já deves ter ouvido que a malta de Bruxelas quer que passemos a viver “dentro das nossas possibilidades!”. Estás a ver!? Nós no chão a gritar falta, e os gajos de amarelo em punho!. Estamos feitos!!
Às vezes fico em lágrimas como tu, quando me lembro dos que se esforçaram para salvar a honra do convento e saem do terreno debaixo de apupos.

Mas pensa positivo, já que, no Futebol, a nossa cotação não está assim tão má. Anima-te!. És novo, tens possibilidade de arranjar emprego "lá fora", e de encontrares os amigos nos treinos da selecção. E depois, quando te enchofrarem com os "31 de boca” dos nossos políticos, dizes "Está bem, abelha!", e passas por bom português.

Limpa essas lágrimas, e pensa em 2030!
Um abraço!

Fernando

terça-feira, 29 de junho de 2010

Minas e Armadilhas

A história foi-me contada no local, e correspondeu àquilo que eu achava que devia ser, quando se quer e quando se não quer.

Os Butchard Gardens, ficam na ilha de Vitoria, ao largo de Vancover no Leste do Canadá. Aí, há pouco mais de 100 anos, um industrial do cimento explorou uma pedreira. Acabada a exploração, ficou um buraco feio e perigoso.
Ao que parece a Sra. Butchard era dada a flores, e induziu-se, ou induziram-na (?), a recuperar aquele espaço. Carregaram-se toneladas de terra, chamaram-se jardineiros, e construíu-se um grande jardim, que é agora roteiro turístico de referência mundial.

Confesso que não é muito “do meu tipo” (apesar do milhão de visitantes/ano), mas a ideia é-me querida, pois entendo que devia ser obrigatório a quem intervém sobre um espaço natural, valorizá-lo ou, pelo menos, repô-lo na sua situação original, após o seu abandono.

O Estádio Municipal de Braga é também um bom exemplo. Foi implantado numa anterior pedreira, recuperada por um dos nossos melhores arquitectos (Eduardo Souto Moura).


Mas a maioria das Minas e Pedreiras abandonadas, são chagas na paisagem, com património edificado que poderia e deveria ser recuperado para fins turísticos, didácticos ou até comerciais.

Mina dos Carris – Gerez:


… Mina de S. Domingos - Mértola:

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Erro Médico























No Público de 25/06/2010, Pág: 39, sob o título – “Operação ao “braço errado”, um erro médico evitável” , o Dr. José Ponte (Coordenador do Curso de Medicina da Universidade do Algarve), comenta a ocorrência do erro médico no nosso país, baseando-se numa notícia de 19 de Maio de 2010.

Transcrevo o último parágrafo:

“Outro factor importante que inibe a instalação de procedimentos para minimizar os erros, tem a ver com o sistema judicial em Portugal. Um amigo economista chamou-me a atenção para a relutância que as corporações internacionais têm em investir em Portugal, porque o sistema de justiça “não funciona”. O “não funcionamento” da justiça no que respeita ao erro médico, é também um factor decisivo. Por exemplo, num caso que veio a este jornal, em que a vida de uma jovem foi destruída pelas consequências de uma compressa esquecida, foi atribuída uma indemnização de 25 000 Euros, após sete anos pelos tribunais. Independentemente da vida destruída, o importante é que a indemnização estipulada pelo juiz não “doeu” ao Hospital, nem aos profissionais envolvidos. É um montante que cai dentro do “ruído” do orçamento anual. Se a indemnização fosse 2 500 000 Euros, como acontece nos países onde a justiça “funciona”, seguramente que o hospital iria tomar medidas necessárias para esse acidente não se repetir. A atribuição de indemnizações irrisórias tem como consequência que nada muda nos procedimentos rotineiros e o risco mantém-se para os doentes futuros. De facto, por enquanto não há esperança para que os padrões de segurança médica no nosso país possam sequer aproximar-se dos melhores entre os outros países industrializados.”

domingo, 27 de junho de 2010

Ritinha TT (todo o terreno)


- UUaaahhh! UUaaahh!
- Que foi João?
- Foi a Rita que me deu com a colher na cabeça! Sniff! Sniff!
- Deixa lá! … Ela só tem dois anos, e tu já tens quase cinco! Ela é ainda pequenina!
- É! … Mas, … ela é a marmanjona da sala dela! … Foi a primeira a fazer dois anos! … E magoou-me!

sábado, 26 de junho de 2010

Politicamente correcto


Consiste em tornar a linguagem neutra, evitando termos que possam ser ofensivos para certas pessoas ou grupos sociais.
Tudo começou nos EUA com os negros a passarem a “afro-americanos”.

Recentemente, em Espanha, tropecei neste cartaz.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Futebol


Vamos aos Oitavos-de-Final



quinta-feira, 24 de junho de 2010

Os Contemporâneos

Graças a Deus muitas, graças com Deus poucas!



quarta-feira, 23 de junho de 2010

Lições de bandidos!























Michael Franzese, antigo Capo da Máfia de NY, no livro "Lições de Gestão de um ex-patrão da Máfia", defende a substituição das reuniões por frente-a-frentes, como na Máfia, e dá as seguintes dicas:

1) Entre com a arma carregada, após preparar a sua posição e fazer o trabalho de casa.
2) Lidere com o cérebro, não com a boca. Os sobreviventes são aqueles que sabem mantê-la fechada, enquanto os outros falam e se entalam.
3) Deixe o seu ego à porta, fazendo com que os outros pensem que são mais inteligentes. Quando os apanhar desprevenidos, entre a matar.
4) Nunca sirva de elo mais fraco - especialmente se o for. Mostre que é capaz de se aguentar.
5) Seja respeitoso, nunca levante a voz e não deixe que os assuntos se tornem pessoais. Concentre-se no negócio.

terça-feira, 22 de junho de 2010

As austrálias






Vínhamos de uma visita à Estremadura Espanhola e entrámos por Miranda do Douro, para uma curta passagem pelo Douro Internacional, que alguém dizia não ficar nada atrás ao Parque de Monfrague em beleza natural.
- Vais ver! Vou-te levar ao monte do Carrascalinho, ao monte Durão e se houver tempo fazemos a calçada de Alpajares. Depois falas.

Falo agora.
O Parque Natural do Douro Internacional, classificado pelo Decreto-Lei nº 8/98, abrange a área em que o rio Douro constitui a fronteira entre Portugal e Espanha, bem como o rio Águeda, afluente do Douro.
É constituído por um extenso planalto, com altitudes que variam entre os 700 e os 800 metros, onde o Douro corre no meio de escarpas graníticas - as "arribas", a que se lhe segue, a sul, um vale mais aberto que se assemelha ao "Douro vinhateiro".
A flora é semelhante à de Monfrague e nele também vivem várias espécies de aves, mamíferos e répteis, únicos no país, alguns em risco de extinção.

Mas ao contrário de Monfrague, onde é visível um esforço em preservar aquele ecossistema, o ponto de observação do monte Durão está cheio de Mimosas e nas obras de construção civil de algumas aldeias no seu interior, continua-se a colocar alcatrão no pavimento das suas ruas e alumínio nas portas e janelas, o que não abona em favor dos autarcas e dos responsáveis pelo Parque.
Não fora isso, e eu punha-o acima de Monfrague.






As acácias (Acacia sp.), originárias da Austrália, são espécies exóticas infestantes, que depois de instaladas se autopropagam sem ajuda humana. De crescimento rápido e grande resistência, formam matas densas, que se sobrepõem às espécies autóctones, e resultam em desertos de vida selvagem. Para cúmulo tomam vantagem depois dos fogos. Como se vestem de amarelo na época de floração e dão “cor” aos montes, têm tido a aceitação daqueles que não lhes entendem a agressividade.
A Accacia dealbata, também conhecida por mimosa, é a espécie invasora mais agressiva em sistemas terrestres em Portugal. Foi introduzida pelos Serviços Florestais, no século XIX, com o objectivo de fixar areias e de estabilizar taludes, mas quando se observou o grave problema que representava, criou-se legislação
(Decreto-Lei n.º 565/99) que proíbe o cultivo, criação, detenção, utilização como planta ornamental, cedência, compra, venda e o transporte deste espécime.

Ficámos por aqui!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Eucalipto




Olho para os eucaliptos e vejo a incompetência da nossa “agricultura”, que solucionou assim a incapacidade de se modernizar.
Originário da Austrália e introduzido em Portugal por volta de 1830, é um monstro de crescimento rápido (ciclos de exploração de 12 anos), que não fomenta qualquer outra forma de vida, para além da do homem que vê nele “pasta de celulose” para papel.
Actualmente os eucaliptais cobrem largas faixas do território (740 mil hectares, ~23% da área florestada), de norte a sul, e ocupam muitos dos antigos terrenos agrícolas, pois o Estado só legislou cotas e áreas de permissão ao seu cultivo em finais da década de 1980.

Nestas férias, visitei o Parque Nacional de Monfragüe, na Extremadura Espanhola, perto de Cáceres, onde na década de 1970, se plantaram eucaliptos e pinheiros, com o fim de criar na região uma indústria de papel, e se arrasou o bosque mediterrânico.
Um homem (Jesús Garzón) liderou e venceu a batalha contra toda essa gente de vistas curtas (poder local, proprietários e políticos) e preservou o ecossistema deste trajecto do Tejo.
Foram arrancados os eucaliptos e replantadas as árvores autóctones. Em 1979 Monfragüe foi declarado Parque Natural e em 2007 Parque Nacional.

Os combates dessa guerra contra quem só pensa no dinheiro não devem ter sido fáceis, nem fácil deve ter sido a mobilização dos recursos necessários para o restabelecimento do bosque mediterrânico, já que foi necessário eliminar o eucaliptal com retro-escavadoras, remover galhos e raízes, repor as características originais do terreno e plantar oliveiras (Olea europaea), sobreiros (Quercus suber) e azinheiras (Quercus ilex), para além de medronheiros (Arbutus unedo), amendoeiras (Prunus dulcis), cerquinhos (Quercus faginea) e outros arbustos característicos.
O Parque tem uma superfície de 18.118 ha, e uma zona de protecção de 116.160 ha.

São coisas como esta, que mostram a cultura de um povo, identificando o erro e corrigindo-o, quando a ignorância ou a má fé tomam conta dos órgãos de decisão.

domingo, 20 de junho de 2010

Padre Manuel














- Conta lá outra vez. A história tem alguma lógica, mas pode não passar de uma confabulação. É que, passados todos estes anos, e tendo morrido os seus actores, não há nada que apoie a sua veracidade.
- O padre não era flor que se cheirasse, e a situação desenvolveu-se de um modo rápido demais para a época e para o espírito dos intervenientes. Não te esqueças que estamos a falar de factos que se passaram no interior do país e em meados dos anos 30 do século passado.
- Tu dizes que o padre vivia com a sobrinha, que a casou à pressa com aquele viúvo, pai de uma caterva de filhos, que o novo casal teve uma filha "prematura", e que achas isso demasiado estranho.
- Claro! Pensa bem! … Ela era a herdeira do padre que, para além de ser influente (chegou a presidente da câmara), era tido como senhor de muitos haveres. Por outro lado, o viúvo contava os tostões para dar de comer aos filhos. ... Achas isso normal? Ainda por cima, o viúvo era um tipo esperto, e a sobrinha do padre nem bonita era! ... Lembras-te dela? Parecia hipotiroideia. Nem um café era capaz de fazer, quanto mais ajudá-lo a criar os filhos! O que ele viu nela, foi o dinheiro que lhe faltava! Por outro lado, com aquela religiosidade toda, porque havia de se embeiçar por um fulano, com fama de anarquista, carregado de problemas económicos? E porque raio o padre não se oporia?
- Concordo! Sempre me pareceram um par inverosímil!
- Quanto mais penso nisto, mais me parece que o padre cozinhou aquele casamento, com carácter de emergência, por ela estar grávida. E, como não havia namorado ou alguém em quem pôr as culpas, é claro que o pai, … era o padre! Daí a pressa! O desnível de rendimentos foi uma necessidade! Até o nome que ele pôs à criança tem a ver com o facto!
- Como assim?
- Noémia! Para poder dizer ... Noéminha!
- Estás doido!
- Posso estar, mas ninguém me convence do contrário!

domingo, 13 de junho de 2010

Férias de verão


Até p'rá semana!

sábado, 12 de junho de 2010

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Urgências


- Oh, Dr! Por favor, vá ali à Triagem que está lá um "cromo" com uma conversa que eu não entendo. Diz que quer um tratamento novo para evitar a SIDA, que leu na Net. Por favor, vá lá!
- Ok!
E aí vou eu para Manchester, ao encontro de um homem magro de T-shirt branca de manga caveada, calça de verão pelo meio do canelo e ar determinado.
- Conte lá qual é o problema que o trouxe cá, que a enfermeira não o entendeu!
- O Sr. é Dr.?
- Sim, diga!
- Oh Dr.! A minha ex-mulher foi lá a casa (nós estamos separados há um bom par de anos), e encontrou uma dose de heroína e injectou-a. Depois eu preparei uma para mim e utilizei o mesmo filtro, sem reparar que ele tinha sangue dela!
- Que é isso de filtro?
- É um bocado de algodão que se põe na colher para se aspirar com a seringa do outro lado. ... Ela pôs muito limão e cocaína (que é um ácido muito forte) e o vírus deve ter morrido. Mas Dr., eu li que há uma injecção que se dá logo a seguir e, se o vírus entrou, acaba logo com ele.
- Oh meu amigo. Isso de injecções e comprimidos no dia seguinte, é para a gravidez, não é para a SIDA. Para o HIV o tratamento após exposição é muito mais longo. Mas antes de mais diga-me uma coisa. A sua ex-mulher tem SIDA?
- Não sei!
- Então trate de saber. Há quanto tempo é que você se injectou?
- Há umas três horas!
- Olhe! A estas horas da noite não vou chamar a Farmácia para lhe arranjar os medicamentos com este fundamento. Você amanhã traz cá a mulher, fazem os dois o teste e, se ela for positiva e você negativo, então damos-lhe o tratamento.
- Mas ela é má como as cobras. Não vai querer vir!
- Vá lá!... Você vai ver que desta vez a vai convencer! Você até lhe deu uma dose de borla!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Campeão


Não te sinto o sangue da competição, mas vejo-te a medir os obstáculos desta nova prova, sem a visibilidade pública dos heróis.
São na mesma desafios, onde a sagacidade é tão importante como a resistência.
P'rá frente campeão!