sábado, 18 de dezembro de 2010

Buraco Gigante na Saúde




















Como me espantam estas notícias, que só o são para quem desconhece a evolução dos últimos anos do SNS, que se deslumbrou a implementar Vias Verdes, guidelines e tecnologias, sem lhes avaliar (ou condicionar) os custos.

O que aconteceu a quem quis pôr um mínimo de contenção?

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Prenda de Natal























Pois é! Encontrei o Pai Natal, numa sessão de treinos com as suas renas. Chamei-o e perguntei-lhe o que me tinha reservado, por eu me ter portado tão bem neste ano. Ele deu-me esta prenda.
Depois foi para a Turquia, continuar a compor o armazém.
Obrigado Pai Natal!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A instalação eléctrica




















- "Oh Sr. Construtor! Se ligo o forno e mais alguma coisa, vai tudo abaixo! Tem de me ver a instalação eléctrica!"
- "A instalação está bem! Tem de se pedir à EDP um aumento de potência para 6,9 kva, mas eles vão querer o projecto de instalação eléctrica (que não há) e um termo de responsabilidade do electricista, e nem daqui a três meses e trezentos euros vai ter isso!", e virando-se para o empregado que está ao lado: - “Oh Antunes! Você não conhece ninguém que venha cá mudar isto, e alterar a coisa nos papéis?"
- "Conheço! Mas fica por cem euros!"
- "Ande lá com isso, que eu pago!"

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Midnight Cowboy



Midnight Cowboy (O cowboy da meia-noite) 1969. Marcou-me pela história, pela música e principalmente pela interpretação de Dustin Hoffman na figura de Ratso, um pequeno malandro a viver de expedientes.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Carta aberta aos fumadores












Caros Fumadores:

Quero aqui deixar o meu obrigado por esta vossa actividade. Fumar é um acto de altruísmo, muito mais que um vício. Um altruísmo que não se esgota nos impostos que pagais do vosso próprio bolso, pois muitos de vós o fazem bem antes de auferir qualquer provento, forçando os vossos familiares a dar o seu contributo. De igual modo, agradeço aos “sem-abrigo” que fumando, canalizam parte das esmolas para impostos.
Mas o vosso maior acto de solidariedade com todos nós, vem da antecipação da hora da vossa morte, em oito a dez anos, reduzindo assim os encargos com as reformas, pois, se não houvesse aquela caterva de doenças provocadas pelo tabaco, vós iríeis engrossar a pool de idosos que vive à custa da Segurança Social, e, por certo, teríamos mais uns anos de trabalho.
Estou certo de que entendeis as acções da GNR, para que não falte o leite nas escolas nem os subsídios aos Lares de Terceira Idade.
Bem hajam!

Fernando

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sim, Patrão!


Hoje são poucos na consulta. Poucos, mas "bons". São cinco, mas pelo menos dois vão-me dar água pela barba.
Vou começar pelo Serafim, que já vi lá fora. Fui eu que o chamei, depois do Laboratório me ter avisado das graves alterações nas suas análises. Sempre foi uma consulta difícil a deste homem, de pouco mais de 35 anos. Está sempre agitado e tem uma péssima relação com a mãe que lhe dá guarida e o atura. Quando esteve preso, cumpriu os tratamentos, mas agora, anda agitado e não toma a medicação. Para o trazerem hoje, deve ter sido um inferno naquela casa.
Chamo-o à porta. Vem com a mãe, que deve rondar os setenta anos. Veste bem, e quem o vê ao longe, não lhe imagina a vida.
- Então como está? Tem ido ao Porto, ao IPO ?, pergunto, para saber se, recentemente, houve alguma participação daquele Hospital, depois de, no ano passado, ali ter sido operado.
Levanta a cabeça, e responde de modo abrupto: - Como é que eu posso ir às consultas, sem dinheiro? Mandaram-me uma carta para eu ir, mas eu não vou assim! Perder lá toda a manhã. Não tenho paciência!
A mãe, ao lado, move-se na cadeira, e tenta acalmá-lo: - Serafim! Eu falo com as assistentes sociais, e isso arranja-se. O Dr. passa-te um papel para o transporte, e tu só tens de ir! Que te custa!?
- Não quero! As assistentes sociais não querem saber. Nem o Rendimento Mínimo me dão!, continua ríspido, respondendo para o intervalo entre nós a duas.
- Mas, se tu não tens direito a esse dinheiro por nos teres a nós, tens de te conformar!, repete-lhe tentando dar sentido às horas em que já se discutiu já esse assunto. Ele levanta o olhar, e diz-lhe com despeito:
- Cala-te, que tu não sabes nada!, e vira-se para o lado a ruminar impropérios, enquanto eu me levanto para pôr cobro aquela desavença. -Calma! O assunto agora é outro!, exclamo. - Há umas análises que estão muito mal e que temos de confirmar, porque, a ser verdade, a situação é muito grave! Já falei com o Laboratório para que vá lá agora repeti-las. Está bem?, e vou à porta chamar a irmã, que ficou fora, para o conter em caso de necessidade.
- É sempre assim! Dr.! Ele põe-na louca! Ele vai dar cabo da minha mãe!, diz enquanto entra e se senta.
Entretanto o telemóvel dele toca, e, de imediato, atende. -Sim!, Sim! Diga patrão!, responde durante os segundos em que se mantém sentado, - Sim! Sim! Diga que eu vou! Sim! Eu vou!, continua, levanta-se, e sai pela porta a baixar repetidamente a cabeça no meio dos muitos Sim.
Olho para as duas à minha frente, e com alguma perplexidade pergunto: -Afinal, ele … trabalha!. A irmã encolhe os ombros, esboça um meio sorriso, e responde: - Oh Sr. Dr.! O trabalho dele, ... é a droga!
Volta a entrar. Não sei se entregue tudo ao destino, ou se respeite o esforço daquelas duas mulheres. É mais fácil a segunda opção, e para acabar, sugiro-lhe:
- Sr. Serafim! Antes de ir embora, passe pelo Laboratório e faça as análises que eu depois combino o resto com a sua irmã, está bem?
- Agora não posso!, responde. – Já marquei coisas! Tenho que sair já! Não posso!, e sai com a mãe atrás, enquanto eu digo à irmã: - Ficamos assim. Quando ele achar que deve vir, que venha, mas é quase certo que lhe vai surgir uma complicação grave e provavelmente letal, que agora se poderia evitar. Mas a vida é dele! ... Boa Tarde!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Presságio de Nostradamus
















Presságio 40
O chefe do Oriente porá em fuga todos os ocidentais,
e subjugará os seus antigos conquistadores.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Frutos secos
















O pistáchio é do Irão, as nozes e as passas são do Chile, a fava seca e os figos de Espanha, as avelãs e as ameixas da Turquia e o amendoim da China.
São as amêndoas e os pinhões que dão o toque de nacionalidade a este Natal.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Fuga aos Impostos
























"Nada é certo neste mundo, excepto a morte e os impostos". Benjamin Franklin (1706-1790)
Pagar impostos é um destino, já que sem eles não existiria civilização. Desde os primórdios que os governos arrecadam tributos aos cidadãos que, por sua vez, sempre reclamaram da sua cobrança.
Nas sociedades democráticas, pagar impostos é um dever fundamental de qualquer cidadão, que, no entanto, deverá vigiar a justeza das taxas e da sua aplicação.
Se um Estado é altamente eficiente, e aplica esse dinheiro naquilo que a sociedade entende como “bem comum”, essa tributação não só é aceite, como também é vigiada pela sua população. Mas, se não há rigor, abrem-se as portas à legitimização da fuga aos impostos.

Em 2009 os portugueses trabalharam em média 133 dias para cumprir com as obrigações fiscais, o que não seria muito, se todos eles cumprissem as regras, e não houvesse 25% que, fugindo ao fisco, obriga a taxar os outros a um nível superior.
Nesta circunstância, os que estão a suportar esse excesso, vão fazer impossíveis para lhe escapar, e, de acordo com o que já foi teorizado por Arthur Laffer, mais impostos levarão a menores colectas.
Como nação, temos a convicção de um querer colectivo, que se não coaduna com salários ou outros benefícios pagos pelo Estado (quer directamente, quer através das EPEs), que choquem com o salário mínimo que ele próprio propõe, nem com obra pública de utilidade ou execução duvidosas.

Pensa-se que, para que Portugal ganhe os níveis de consciência colectiva dos países nórdicos, são precisas não menos de 3 gerações.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Eu no Facebook














Isto de ter filhos é um desafio!
- Oh pai, não faças assim, que já ninguém anda por esses lados.
- Oh pai, tu devias era …
- Olha se queres que …, então …
… e aqui estou eu no Facebook, sem saber bem onde isto leva. Mas se o Cavaco está, … eu também quero ser moderno!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Eu, Crente



Creio em Deus Pai, todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo,
seu único Filho
nosso Senhor.
Que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu aos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia,
subiu aos Céus
está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso,
donde há de vir julgar os vivos e mortos.
Creio no Espírito Santo,
na Santa Igreja Católica,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne,
na vida eterna.

Àmen


Era assim o Credo que eu papagueei, sem entender, dos seis aos doze anos, e foi aí que me iniciei como crente.
Depois, quando me deram um caderno de significados, começou-me a custar dizer algumas frases. Primeiro foi o "gemendo e chorando neste vale de lágrimas" da Salvé Rainha que me pareceu excessivo, depois foi a "ressurreição da carne" e aquela coisa de "julgar os vivos e mortos", pois entendia melhor um mundo de almas, que um mundo de carnes a flutuar no céu, e custava-me que se julgassem os vivos antes de tudo ter terminado, cerceando-lhes um arrependimento final num lampejo de clarividência.

Na adolescência ganhei outras crenças. Acreditei que era possível definir um bem comum à humanidade, que poria um ponto final a todos os conflitos, e até idealizei que, num milionésimo de segundo, o universo vibrava em consonância num Nirvana resplandecente, mas desisti, ao assumir que esses ambientes estariam fora do meu espectro de existência.
Racionalizei então, que o que não era possível nessa escala, seria possível numa comunidade restrita e, durante um bom par de anos, acreditei que a bondade num pequeno grupo seria o caminho para a “santidade”.

Depois assisti à razão do dinheiro, e por curtos períodos até cheguei a acreditar que “os mercados” iriam devolver à comunidade, através dos investimentos, um bem-estar que se repercutisse naqueles que contribuíram para o seu enriquecimento e que, por uma razão ou outra, não os acompanharam na fortuna (aquela coisa do “give back” do Bill Gates).

Mas ao fim destes anos concluo, que o que move o mundo é o Medo e a Ganância, e que as crenças, são ilusões que se esfumam à segunda arremetida do pragmatismo.

domingo, 5 de dezembro de 2010

sábado, 4 de dezembro de 2010

As Finanças e o SNS




São títulos do Público de hoje "Finanças não cede e hospitais EPE vão ter de reduzir custos".
"O SNS para tudo e para todos acabou".

A meio dos textos lêem-se frases de Manuel Antunes “Os médicos sempre foram educados para dar o melhor ao doente, pressupondo-se que o que é mais caro, é melhor. (…) mas não se pode comer sempre lagosta ao jantar”, e de Augusto Mateus “Não se pode pensar que prolongar a vida por um minuto vale qualquer preço” e “não é possível ter qualidade em todo o lado”.
Estas notícias são avisos/justificações, para o que está para chegar.

Depois, quando se passar aos actos, veremos se o que se faz é o que menos interfere com os amigos, e se se continua a solucionar com o dinheiro dos contribuintes aquilo que a ignorância não resolve.

Basta ver o historial dos contratos individuais de trabalho nas EPE.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Os porquês da bancarrota























A culpa não é toda de José Sócrates. Ele só manteve a porta aberta. A asneira foi de todos aqueles que assumiram lugares de poder sem outra ideologia que o pragmatismo e a sua carteira.

A coisa está aqui bem explicada!

Não é necessário ir a Lisboa.