Gatear é uma arte quase perdida.
Hoje em dia, quando vaso parte, vai para o lixo. Mas aqui vai-se dando um jeito, para o vaso manter a funcionalidade a custo 0.
Qualquer modo de ver a realidade é necessariamente limitado. Estas são algumas das histórias que definem o meu olhar.
Hoje em dia, quando vaso parte, vai para o lixo. Mas aqui vai-se dando um jeito, para o vaso manter a funcionalidade a custo 0.
Estou cansado de ouvir tretas sobre os motivos desta guerra. É para libertar o povo de uma ditadura, é para libertar as mulheres da opressão, é por causa das armas nucleares e mísseis balísticos, é por não gostarem de teócracias, é pelo raio que o parta, mas ninguém fala que é por causa da China.
Ninguém diz que o Irão a vender petróleo em yuans, e não em dólares, o que já acontecia na Venezuela, estava a dar tiros no estomago dos USA.
Ninguém diz que Israel é o maior porta aviões dos USA, e ainda por cima inafundável! Ninguém diz que toda esta guerra visa tolher a economia chinesa e mais nada!
Não é Trump. É o Pentágono há décadas a planear o que se faz na Ucrânia, em Cuba, na Venezuela, no Brasil, no Iraque, na Síria, na Nigéria, etc..., para que os USA não caiam como caíu o Império Romano, com o qual mais se identificam.
Os senadores de agora, vestem jeans em vez da toga, mas o "modus operandi" não mudou.
Os Aiatololas desde 1979 que andam a trilhar o caminho para afundar Israel, desvalorizando o poder dos judeus no mundo ocidental, o que me parece uma grande insensatez que o povo iraniano não merecia!
Virtude é aquilo que fazes quando não está ninguém a olhar. Clive Staples Lewis (1898–1963) escritor, ensaísta e académico britânico
Até que ponto deve o vendedor revelar informação ao comprador?
Diógenes da Babilónia (240 BC -150 BC) e o seu discípulo Antíparo de Tarso discutiram este dilema à luz da informação assimétrica. Imaginemos que um homem traz um grande carregamento de trigo de Alexandria para Rodes, num momento em que o trigo é caro nesta cidade devido à escassez e à fome. Suponhamos ainda que ele sabe que muitos outros navios zarparam de Alexandria em direção a Rodes com a mesma mercadoria.
Deverá informar os rodienses desse facto e vender o trigo a um preço justo, ou aproveitar a circunstância para o vender pelo preço mais elevado possível?
Diógenes defendia que o vendedor deveria revelar apenas o que o direito civil exigisse. Antíparo, pelo contrário, sustentava que toda a informação relevante deveria ser revelada, de modo que não existisse nada que o vendedor soubesse e o comprador ignorasse.
Taleb inclina-se para a ideia de que a política mais eficaz — e moralmente isenta de vergonha — é a transparência máxima, idealmente acompanhada até de transparência de intenções.
Mas surge a fratura ética quando o comprador é um “suíço”: o estranho, o distante, aquele em relação ao qual as nossas normas morais tendem a ser atenuadas ou mesmo suspensas. Exercemos as nossas normas éticas apenas até um certo limite de escala; a partir daí, elas deixam de funcionar.
É uma infelicidade estrutural, mas o geral acaba por matar o particular. Será possível ser-se simultaneamente ético e universalista? Em teoria, sim. Na prática, porém, sempre que o “nós” se transforma num clube demasiado grande, o sistema degrada-se e cada indivíduo começa a agir primordialmente em função do seu próprio interesse.
in "Arriscar a Pele - Assimetrias ocultas na vida quotidiana" de Nassim Nicholas Taleb
Por prudência ou timidez, tento cumprir o lema “Low profile, high performance” (baixo perfil, alto desempenho). “Alto desempenho” é, para mim, o melhor desempenho de que sou capaz, o que me obriga a procurar um resultado que não me deixe desconfortável com a minha própria consciência, mesmo quando o custo pessoal ultrapassa o que seria razoável para muitos.
Não me seduzem elogios públicos e sinto até algum embaraço quando ouço alguém expor as suas fragilidades e erros em praça pública, ou gabar-se de vitórias individuais. São coisas que considero deverem ser guardadas para a nossa “tribo”, para o círculo de confiança. Diferente é quando falamos de vitórias integradas num esforço de equipa, onde o mérito é partilhado e o resultado é coletivo.
Mas neste novo mundo de “likes”, onde muitos se expõem na procura de uma aceitação que dê sentido à vida, surgem os influencers, sempre prontos a “vender” qualquer produto, seja ele um bem de consumo ou uma ideia. Não se coíbem, muitas vezes, de distorcer a verdade, de exagerar ou mesmo de inventar uma mentira, desde que a coisa “funcione” ou “não funcione” conforme lhes convém e lhes dê espaço de ação e visibilidade.
Quando eu andava no 7.º ano do Liceu, uma das cadeiras com prova escrita e oral no fim do ano era a OPAN – Organização Política e Administrativa da Nação. Estudava-se por um pequeno livro, com pouco mais de cem páginas. Um dia ouvi, da boca de um ou dois dos melhores alunos da turma, que “para OPAN não é preciso estudar; aquilo lê-se dois dias antes do exame e tira-se boa nota”. E eu acreditei.
Não estudei. Mas, uma semana antes do exame, peguei no livro para o “medir” e caí na realidade: memorizar as funções dos diferentes órgãos do Estado não era tarefa de dois dias. Li, reli, e segui por aí fora, angustiado, até ao dia da prova. Consegui tirar 13 valores, mas o maior ensinamento não foi a nota. Foi deixar de acreditar em quem empola capacidades e minimiza o esforço, por passar a duvidar de que o seu propósito seja apenas serem “os melhores”, mesmo que isso implique fazer os outros tropeçar.
Os influencers pertencem, muitas vezes, a essa mesma classe de ilusionistas. Usam uma linguagem apelativa, emocional e simplificadora, que leva os crentes a “entrar na onda” em benefício deles próprios. A lógica é antiga, apenas mudou o palco.
A verdade é simples:
“Quem sabe, faz. Quem não sabe, fala para as multidões.”
Ensinar exige proximidade, responsabilidade e compromisso com a verdade. Exige acompanhar, corrigir, escutar e responder. Os influencers, em regra, não ensinam: seduzem. Não formam: atraem. Não constroem: exibem.
E talvez por isso eu continue a preferir o silêncio do trabalho bem feito ao ruído da vida em alta voz.