quinta-feira, 30 de junho de 2022
Aprendendo a desenhar
terça-feira, 31 de maio de 2022
sexta-feira, 6 de maio de 2022
“O Retorno”
Este livro é a imagem real desse ambiente. Muito bem escrito, é um óptimo testemunho de uma época marcante na nossa história.
Um livro obrigatório.
Dulce Maria Cardoso, nasceu em 1964, numa aldeia de Carrazeda de Ansiães. Com 6 meses de idade foi viver para Luanda com os pais, de onde havia de regressar em 1975, após a independência de Angola.
Formou-se em Direito e foi advogada.
"O Retorno” (2011) é o seu livro de referência. Prémio Especial da Crítica e livro do ano dos jornais Público e Expresso.
sábado, 30 de abril de 2022
Uma Contadora de Histórias
Até ki encontou uma rã e disse: -Senhora Rã, pode dá-me um abracinho?
E a senhora Rã: - Não! Não!! Estou ocupada. Tenho de saltar pó outro lado!. e a senhora Tartaruga: Outa vez!?, ficou triste.
...
Tóim!...
...
O Corujinha foi e … Pá!... e a Tartaruga disse: Podes dar-me um abOuço?????
E a senhora Corujinha disse: N.Ã.O P.O.S.S.O!!!! ! … E depois tem…
terça-feira, 26 de abril de 2022
Carta aberta a Vladimir Putin
Putin:
Antes de mais quero-te dizer que a tua
opção de iniciar uma guerra com estas proporções contra a Ucrânia baseada na “crescente
hostilidade dos ucranianos contra os russos em Dombass”, não se faz, mesmo que
eles defendam políticas de direita. Razões não faltam para o que quer que seja,
mas tentar resolver problemas à força bruta, reaviva as más memórias, principalmente quando muitos ucranianos ainda falam
do “Holodomor” - a grande fome de 1932-1933, que matou milhares de pessoas e da
repressão dos soviéticos de Estaline sobre a população.
Fosse eu ucraniano e não tinha pegado em armas por saber de
antemão o que me esperava. No boxe um peso Galo (53Kg) não luta com um peso
Pesado (>91Kg), mas na vida real há quem, usando as mesmas armas, se atreva a
esse passo, assumindo as lesões que lhe irão condicionar o futuro, talvez por
causa dessas memórias e pela falta de fé de que a transição energética dos
próximos 10 anos, irá obrigar a tua Rússia a mudar de paradigmas.
Quando o Alqueva estiver coberto de painéis solares e tivermos
eólicas nos cumes de muitos dos nossos montes, mais a fábrica de Hidrogénio em
Sines, Portugal vai exportar energia por esta Europa fora e mandar a tua
Gazprom para a falência (Deus me ouça!), e pôr-te a pensar se não teria sido
melhor teres optado por outra solução que não essa invasão desmesurada a um
país soberano.
Agora dizem que queres tirar o mar à Ucrânia, o que para mim
é o mesmo que conquistares Kiev e até já se fala em entrares pela costa da
Moldávia para ficares senhor da maior parte do Mar Negro.
Eu não sei como a guerra vai acabar, mas sei que não te vão deixar sair vitorioso. O teu encosto à China resolve-te o problema a curto prazo, mas ainda
é o “Ocidente” que faz mover o mundo, pese embora o crescente desenvolvimento dos
países asiáticos.
Hoje vais receber o nosso Guterres que se dá mal com os
pântanos e que quer à viva força que esse conflito não se transfore num outro.
Recebe-o bem. Ouve-o com atenção que ele é sensato e sabe a força da “sociedade
da informação” e da reputação que daí advém. Olha que, quando as energias
renováveis dominarem, o petróleo não vai ser o que ainda é, e a Rússia deixa de ter
o que trocar com a China. Quem vier a seguir a ti, vai ter que se fazer à vida
por outros lados e governar um país muito grande com diferentes memórias e sensibilidades, vai ser cada vez mais difícil, principalmente quando ainda há três décadas a URSS se mostrou incapaz de as gerir.
Ouve o meu conselho, pensa no futuro e deixa-te de merdas.
Passa bem!
Nota: Este vídeo é a versão pró-Rússia dos motivos para a sua "Operação Especial" que, mesmo a conter elementos de verdade, não justifica a opção de iniciar uma guerra com estas dimensões.
domingo, 3 de abril de 2022
sexta-feira, 1 de abril de 2022
Geopolítica
"Tu pensas micro e com os ovários e a questão da Ucrânia tem de se pensar macro e com o cérebro!", e foi assim que a conversa acabou e me fez voltar ao livro de Kissinger.
Pouco ou nada sei de geoestratégia e de direito internacional. Estou formatado para viver numa Europa com valores sociais democratas e custa-me aceitar Estados muito centralizados, mesmo quando eles aparentemente beneficiam as condições dos povos que governam, porque se hoje o fazem, amanhã podem virar essa força em sentido contrário.
Reconheço a vantagem económica das grandes organizações, mas entendo que elas devem ser reguladas de modo a não sufocar todas as pequenas e as médias empresas em redor. Defendo que os Hipermercados os grandes Shopping Centers não deviam estar no interior das cidades, onde só devia haver mercearias, supermercados com o máximo de duas caixas registadoras e pequenos Centros Comerciais obrigados a uma paridade entre as grandes marcas internacionais e empresas regionais com arrendamentos facilitados. Isto no comércio de retalho, pois na indústria, punha um travão a esta globalização que nos levou à China como a fábrica do Mundo.
São linhas que orientam o meu pensamento “micro”. O poder das armas não define o que está certo. Esta coisa do “Might makes Right”, colide com valores que prezo, pois é a reputação interna e externa - o “Soft Power” - que mais importa neste mundo onde a informação, mais tarde ou mais cedo, chega a todo o lado e que é muito diferente do que era há bem poucas décadas.
E é por isso que a Rússia de Putin já perdeu a guerra, mesmo que a ganhe pela força das armas. A URSS ruiu em 1991, por incapacidades acumuladas ao longo de muitas décadas. Querer restaurá-la à força, não me parece boa ideia e creio que irá ter grandes repercussões negativas nos próximos anos, mesmo que se levantem as sanções. Os investimentos internacionais na Rússia, dificilmente voltarão ao que eram e para além disso, as novas tecnologias de aproveitamento da energia solar e eólica, mais a do hidrogénio, irão fazer com que o petróleo deixe de ter a importância que hoje tem.
O problema do “Poder”, talvez não deva ser pensado com os estrogénios no “rosa”, mas “definitely” não pode ser pensado com a testosterona no vermelho, mesmo com um cérebro a funcionar em plenitude.
terça-feira, 22 de março de 2022
Jornais
Na casa da minha avó, onde passei parte da minha infância, havia um quarto de banho na marquise anexa à cozinha. Era um pequeno espaço com uma sanita com tampa de madeira partida e um reservatório de água do autoclismo lá no alto, de onde pendia uma corrente que terminava num punho de madeira áspero pela tinta descascada. Uma pequena janela ao alto assegurava a ventilação.
Eu usava esse espaço e dava por mim a aí permanecer por longos períodos atraída pelo papel de jornal. Nessa casa de banho o papel de jornal, cortado em rectângulos de modo irregular, que pendia de um arame dobrado em forma de anzol, suspenso num prego da parede, destinava-se a ser usado como papel higiénico.
E eu aí ficava a ler fragmentos de noticias, em que só podia imaginar o início ou o fim, se não conseguisse encontrar o fragmento correspondente.
Deliciava-me com a publicidade ao "Bryllcreem" com imagem de rapazes bonitos e bem penteados, ou à Solarina, em que donas de casa, com aventais com folhos, punham cobres a brilhar ...
Aliás o papel de jornal era omnipresente em casa e de uma enorme utilidade. Consumidas as notícias do dia, embrulhava o bacalhau, forrava gavetas, prateleiras e caixotes de lixo. Secava sapatos e não raras vezes servia de palmilha. Para lavar janelas e espelhos uma bola de papel de jornal acrescentava o brilho e polimento sem manchas. Nos dias de pôr os bibelots de cobre, prata ou latão a brilhar, o papel de jornal não faltava a proteger a roupa e no polimento final.
E se as paredes pediam pintura, era o papel de jornal que forrava o chão. Se era preciso subir a uma cadeira ou a uma mesa era uma folha de papel de jornal que nos permitia não tirar os sapatos.
Chegava na ceira do mercado a embrulhar as sardinhas e um elegante cartucho, enrolado na mão, abrigava as quentes e boas castanhas.
Nos dias de sol, um improvisado bivaque feito com um folha bem dobrada protegia da inclemência dos raios solares e, com a mesma técnica, se improvisava um barquinho de papel que competia, na bacia de água, com a cortiça dos supositórios de "Rectofenicol"...
O meu pai diz que o meu avô o ensinou a ler com as notícias dos jornais diários e eu ganhei destreza no manejo da tesoura a recortar fotografias.
Por tudo isso havia sempre uma pilha de jornais velhos que mais tarde ou mais cedo encontrariam a sua utilidade. Nas casas modernas não há lugar para eles. Os que, apesar das notícias em suporte digital, entram sorrateiramente, acabam no lixo com a mesma velocidade com que as notícias se tornam obsoletas.
Hoje tinha planeado dedicar o dia às minhas plantas que precisavam de ser replantadas e foi a custo que ainda consegui encontrar um jornal velho. E lá dei por mim a ler noticias de há um ano, inalando o cheiro sui generis do papel húmido, antes de o estender na mesa da cozinha e espalhar a terra e as raízes.
História de MHSG
sábado, 19 de março de 2022
A Ucrânia e a "Realpolitik"
segunda-feira, 14 de março de 2022
Karl Popper e os Beatles
"Para compreender o futuro ao ponto de se conseguir prevê-lo, é necessário incorporar elementos do próprio futuro!"
A possibilidade de lutar com palavras, em vez de lutar com armas, constitui o fundamento da nossa civilização.
A tentativa de trazer o céu para a Terra invariavelmente produz o inferno.
Não é possível discutir racionalmente com alguém que prefere matar-nos a ser convencido pelos nossos argumentos.
Se não estivermos preparados para defender uma sociedade tolerante contra os ataques dos intolerantes, o resultado será a destruição dos tolerantes e, com eles, da tolerância.
quinta-feira, 3 de março de 2022
Os russos
Eu tenho medo dos russos e não é coisa de agora, nem é por eles serem comunistas e comerem criancinhas ao pequeno almoço. Nada disso! Eu tenho medo deles desde pequeno.
Talvez a primeira vez que a palavra me alertou, foi quando os meus pais não me levaram a Espanha “por eu ser ruço!”, teria eu não mais que quatro anos, numa altura em que Salazar era rei e se rezava pela conversão da Rússia. Já no Liceu o sofrimento de Roma às mãos das invasões bárbaras vindas do Leste, ficou-me a borbulhar no bestunto como um perigo a que era necessário estar atento, não se fosse repetir e, quando estudei um pouco da mitologia grega e me deparei com as Amazonas que também desciam desses lados para matar tudo o que era homem, então é que até delas iniciei receios, mesmo quando os seus cabelos louros e feições perfeitas estimulavam a minha líbido de teenager.
Agora, olho para os russos como os descendentes dos Tártaros e tártaro não é uma coisa boa, pelo menos para os nossos dentes. Admiro-os nas artes, sejam elas artes plásticas, música, dança ou literatura, mas não os tenho em consideração no desporto, nem pelos seus feitos bélicos ou aeronáuticos. Aqui, onde eles também são bons, vejo atitudes de confronto, onde vale tudo para cumprir objetivos determinados centralmente por governos que se põem continuamente em bicos de pés, em vez de se preocuparem em percorrer o caminho paulatinamente com mestria e segurança para dar ao seu povo as melhores condições de progresso.
Os seus heróis metem-me medo. Pedro o Grande construiu S. Petersburgo, no início do século XVIII, num pântano, com o trabalho escravo de prisioneiros de guerra suecos e de presos russos onde morreram aos milhares. De Ivan “o Terrível” ficou-me o filme sombrio de Sergei Eisenstein, cheio de intrigas e traições. Rasputin mete medo a qualquer um e os revolucionários de 1917: Lenine, Trotsky, Estaline arrepiam pela desumanidade.
A “pátria do comunismo” é egocêntrica e pouco eficaz em melhorar as condições das populações. É uma “potência” que pouco contribuiu para o mundo. Electicidade, motores a vapor e de explosão, máquinas de lavar, computadores e robótica pouco lhes devem, e, no campo da saúde, tirando o Pavlov, não trouxeram novidade prática. Os seus cientistas foram preferencialmente aproveitados para as armas e para a engenharia aeroespacial e nuclear, mas mesmo aqui, à custa de cérebros da Alemanha nazi.
Vejo no imaginário russo, um povo guerreiro, pouco globalizado, com forte espírito nacionalista, disposto a submeter os outros à sua agenda. O colapso da URSS está-lhes entalado. Não aceitam que não foram capazes de gerir esse imenso espaço que foi a União Soviética e agora recorrem à força para fazer valer “os seus direitos” sobre quem já decidiu não querer voltar ao passado.
Hoje é a Ucrânia, já foi a Georgia, já foi a Moldávia. Quem será o país que se segue?
sábado, 26 de fevereiro de 2022
Aerograma
Por falar em Natal!
Alguém se lembra das mensagens de Natal enviadas pelos soldados que combatiam nas ex-colónias e passavam na RTP, à hora do jantar? Se bem me recordo, começavam em Novembro e prolongavam-se bem para além do Natal e Ano Novo. As famílias entristecidas prostravam-se desarmadas à frente do televisor à espera de ver o seu filho, neto, irmão ou noivo por breves instantes na televisão a preto e branco. Os jovens rapazes (sim, eram só rapazes!) que haviam sido retirados das suas famílias e dos seus lugares, muitos deles analfabetos, apareciam à vez, de camuflado, camisa aberta e boné desalinhado na cabeça, a desejar Boas Festas à família, enumerando pais, avós, irmãos, tios, sobrinhos, noiva, namorada ou mulher, de modo mecânico, repetitivo em fórmula convencional em que os desejos de Próspero Ano Novo era frequentemente enrolado na língua, pela dificuldade deste estranho vocábulo.
Prosperidade era assunto a que eram alheios, tanto mais numa terra estranha onde combatiam sem saber quem ou porquê. Estranho era também estarem estes rapazes, em ambiente de guerra, a desejar Bom Natal... Também nos aconteceu esperar pela mensagem do único de nós que foi para a guerra em Moçambique. Não há Natal que não recorde o semblante sério com que se nos dirigiu, com votos de Bom Natal em oito palavras. Ficámos comovidos e impotentes... Como teríamos desejado que não fosse assim! Algumas das mensagens, quando escutadas, já tinham sido precedidas pelo terrível notícia que ninguém queria ouvir quando um seu ente querido parte para a guerra.... Que sofrimento!
A guerra colonial ainda não foi exorcizada entre nós. Ainda há muita dor por resolver.
Hoje, ao mexer nas gavetas encontrei um aerograma. Era assim que se chamavam umas folhas pré-formatadas em papel amarelo ou verde, isentas de selo, em que se fazia a comunicação com os militares. Um dia este aerograma apareceu na caixa do correio dirigido "à primeira jovem que encontrar na Rua da Constituição". Era o pedido modesto de um rapaz soldado para ter uma madrinha de guerra. Para mim, com 17 anos, era estranho este pedido, mas de alguma forma senti-me na obrigação de responder, não me recordo como, talvez de modo infantil... Na volta do correio (como então se dizia) chegou novo aerograma... Esse não guardei. Recordo apenas que pedia uma fotografia minha de preferência de corpo inteiro e em fato de banho... Assustada não respondi. Se realmente estes últimos Natais têm sido difíceis, não deixemos de pensar que já houve piores e continua a haver dor e sofrimento e que podemos disfrutar do que temos, enquanto temos.
História de M. H. S. G.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2022
O que eu vou lendo
Os perdedores, como os autodidatas, têm sempre conhecimentos
mais vastos que os vencedores: se
queres ser vencedor tens de saber uma coisa só e não perder tempo a sabê-las
todas, o prazer da erudição está reservado aos perdedores. Quantas mais coisas
uma pessoa sabe, mais as coisas não lhe correram como deveriam.
…
“Não se faça de ingénuo. Estamos a falar de finança, não de
comércio. Primeiro compras, depois tratarás de que o dinheiro para pagar te
chegue.”
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
Joshua Lee Turner
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
Ciência
Eu acredito na Ciência. É uma fé com reservas, que nada tem de religioso. A Ciência é um clube internacional amigável, onde a maioria dos seus membros alimenta a esperança de um futuro melhor. Mas os cientistas são gente como nós, capazes dos maiores vícios e das maiores virtudes e, na sua curiosidade, podem não resistir a questões “éticas” e abrirem portas para o inferno.
Quando olhamos para o futuro numa escala de tempo de cem anos, que é o limite da nossa esperança de vida, devemos definir as causas a que se devem dirigir as nossas lealdades. As lealdades com a família, tribo e instituição estão profundamente enraizadas na nossa natureza e transcendem as nossas vidas individuais. Sem essas causas maiores que nós próprios, não seríamos humanos.Cem anos é também o limite técnico para a previsibilidade. Qualquer tecnologia, como o carvão, o vapor, a electricidade, o microChip, o ADN recombinante ..., fica dominante, no máximo, durante cem anos, até ser eclipsada pelas suas sucessoras, que não se podem prever, pois basear-se-ão em descobertas ainda não efectuadas.
Há duas espécies de revoluções científicas. As provocadas por novos instrumentos e as que derivam de novos conceitos. O efeito de uma revolução de base conceptual consiste em explicar velhas coisas de novas maneiras (Copérnico, Newton, Darwin, Maxwell, Freud, Max Plank e Einstein). O de uma revolução baseada nos instrumentos é descobrir novas coisas que têm de ser explicadas (Termómetro, Microscópio, Luneta astronómica, Barómetro, …, a Máquina de fiar, Máquina a vapor,… Microscópio electrónico, Computador e Bancos de memória, …)
Mas o "saber" é perigoso, como aprenderam Adão e Eva ao provarem o fruto proibido da árvore do conhecimento. Os deuses não querem que o Homem algum dia se lhes equipare e fazem com que as suas descobertas lhe acarretem cada vez maiores riscos, coisa nem sempre entendida por alguns governantes, pois, na política, arriscar uma má decisão é melhor que ser indeciso, enquanto que na Ciência se ganha respeitabilidade quando se diz “mais vale seguro que arrependido!”
E, no Mundo, quem decide o que se faz e o que não se faz, não são os cientistas!
O problema fundamental para a sociedade humana no século XXI, é o desajustamento entre a tecnologia e as necessidades básicas dos pobres – habitação, saúde, educação. A separação entre tecnologia e necessidades é grande e está a aumentar. Se a tecnologia continua no seu curso actual, ignorando as necessidades dos pobres e inundando os ricos de benefícios, mais tarde ou mais cedo, os pobres revoltar-se-ão contra a tirania da tecnologia e optarão remédios irracionais e violentos. No futuro, como no passado, é provável que a revolta dos pobres empobreça igualmente ricos e pobres.
In “Mundos imaginados” de Freeman Dyson










