Uma boa regra geral da evolução é que "nada é de graça": o sucesso num aspecto da vida deve ser pago com um falhanço noutro.
In "A linguagem dos genes" de Steve Jones.
Qualquer modo de ver a realidade é necessariamente limitado. Estas são algumas das histórias que definem o meu olhar.
Uma boa regra geral da evolução é que "nada é de graça": o sucesso num aspecto da vida deve ser pago com um falhanço noutro.
In "A linguagem dos genes" de Steve Jones.
Hoje dei um passeio pela veiga e pela floresta, entre Carreço e Afife, e foi com agrado que vi as acácias (vulgo austrálias) infestadas com este parasita que as vai destruindo. Ainda não chegaram à zona onde habito - só faltam umas dezenas de metros- e, pelo sim, pelo não, trouxe umas galhas que espalhei, com fé, que agora é muita, na esperança de ver os seus efeitos nos próximos anos.
Obrigado Serviços Florestais.
Quando na água, o seu corpo está quase totalmente imerso. Após vários mergulhos, a ave regressa a um pouso seco e abre as asas de forma a secar.
Este, feito de metal reciclado, não o encontrei junto ao rio. Estava pousado em Vezeley (França) e é filho de um artesão do Zimbabwe.
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Quando acabo de ler um livro, pergunto-me: o que aprendi com
ele?
Paul Auster morreu recentemente sem e eu ter lido nada dele.
Não que eu seja um grande leitor, vou lendo como quem tira cerejas de uma taça (um
traz outro), mas tinha um Auster na prateleira à espera dos seus dias. A sua morte
foi o “trigger”, para pegar no “Sunset park”, mesmo tendo
sido aconselhado a ler o seu último o “4321”.
Paul Auster é judeu e como os judeus vivem maioritariamente
ou na Califórnia ou em Nova York, para além de Israel, Sunset park é em NY e o
estar dos personagens é novaiorquino, com as suas pequenas histórias a se entrecruzarem
que, bem espremidas, não me “inspiraram”.
No entanto, ficou-me a descrição de Bing Nathan:
Ele é um soldado da indignação, o campeão do descontentamento,
o militante que desmascara a vida contemporânea e sonha construir uma nova
realidade a partir das ruínas de um mundo que falhou. Ao contrário da maior
parte dos contestatários do seu género, não acredita na acção política. Não
pertence a nenhum movimento nem a nenhum partido, nunca falou em público e não
tem o menor desejo de conduzir hordas furiosas pelas ruas a fim de incendiarem edifícios
e derrubarem governos. É uma posição puramente pessoal, mas tem a certeza de
que, se viver a sua vida de acordo com os princípios que estabeleceu para si mesmo,
os outros seguirão o seu exemplo.
Portanto, quando ele fala do mundo, está a referir-se ao seu mundo, à pequena e circunscrita esfera da sua própria vida, e não ao mundo global, que é demasiado grande e demasiado imperfeito para que as suas acções possam produzir nele algum efeito. Concentra-se pois no local, no particular, nos quase invisíveis pormenores dos assunto quotidianos. As decisões que toma são necessariamente pequenas, mas pequeno nem sempre significa sem importância , e, dia após dia, luta para se manter fiel à norma fundamental do seu descontentamento: uma oposição constante e firme às coisas-tal-qual-como-estão, resistir ao "status quo" em todas as frentes.
…
Quando há curiosidade, uma descoberta leva a outra e por aí
adiante, que é assim que se vai conhecendo o mundo onde se vive.
No caso presente, tudo começou num podcast, quando o
entrevistado sugeriu o livro “A Invenção da Natureza” de Andrea Wulf, que
basicamente é uma biografia de Alexander Von Humboldt.
Aceitei a sugestão e meti-me nas 454 páginas sobre o primeiro homem a olhar para o mundo na procura de entender a relação entre tudo o que nele existe, desde o clima, os ventos, o mar, os rios, os seres animados e as pedras. Foi o primeiro naturalista, um homem decisivo para o pensamento científico actual, sobre cujos ombros se sentaram homens como Darwin, Júlio Verne e Simão Bolivar.
Humboldt viveu entre 1769 e 1859. Esteve em Paris durante a
Revolução Francesa (1789-1799), no tempo de Napoleão Bonaparte (1769-1821) e
terá industriado Simão Bolivar (1783 – 1830) a revoltar-se contra Espanha e tentar
criar os Estados Unidos da América do Sul.
Revisitei Bonaparte e a Revolução Francesa na Wikipédia, mas Simão Bolivar foi-me trazido por Gabriel de Garcia Marques, em “O General no seu labirinto”, que romanceia os seus últimos dias. É uma “quase biografia” do homem que libertou meio continente do jugo colonial, sonhando criar os Estados Unidos da América do Sul. Li os custos dessa Revolução e a incapacidade em manter a união, depois de afastado o inimigo comum - Espanha. Li o seu estado de espírito final - empobrecido, isolado e amargurado e a pormenorizada descrição da sua saúde nas últimas semanas, que os médicos da época chamaram “lesão pulmonar com origem num catarro mal curado” e que em 2010 a exumação dos seus restos mortais iria provar ser uma tuberculose (o bacilo de Kock só foi descoberto em 1882).
No fim concluí: "Nada une mais as pessoas que um inimigo comum ou um bode expiatório!"
- "25 de Abril Sempre! Fascismo nunca mais!"
Quando frequentei a cadeira de Higiene na Faculdade de
Medicina do Porto, uma das perguntas que no exame podia ditar o seu desfecho
era: "Qual é a acção de um gato sobre uma colónia de ratos?" A resposta comum era
qua a iria dizimar, mas a acertada era: "Melhora a colónia!, ao eliminar os menos
capazes de viver nessa situação.
Coisas que me vêm à cabeça quando, diariamente, assisto a
este constante pôr uma pedrinha na engrenagem, com que se põe à prova as
leis do Estado, como se a “engrenagem” aguentasse este exponencial aumento do número de gatos!
E, nem por acaso, ao guardar a História do Declínio e Queda
do Império Romano, de Edward Gibbon, deparo com um marcador numa página que fala
de tribunais, magistrados e advogados e que, apesar de se referir aos
princípios da nossa Era, tem muito a ver com o que hoje se passa.
Imperador Constantino (272 – 337) “por entender que a
integridade do juiz podia ser influenciada pelo seu interesse ou simpatias,
estabeleceu severos regulamentos destinados a excluir qualquer pessoa do
governo da província onde nascera e a proibir o governador ou os seus filhos de
casar com uma nativa ou habitante, de comprar escravos, terras ou casas dentro
da sua esfera de jurisdição”
…” mas na fase de declínio da jurisprudência romana (476, assinala o fim do Império Romano do Ocidente), a promoção ordinária dos
homens de leis revelou-se plena de desconcerto e vergonha. A nobre arte, que
outrora fora preservada como sagrada herança dos patrícios, caiu nas mãos dos
libertos e dos plebeus que, com mais astúcia que engenho, exerciam um sórdido e
pernicioso comércio. Alguns deles lograram penetrar no seio de famílias, na
mira de fomentar discórdias, instigar pleitos e preparar uma colheita de ganhos
para si próprios ou para os seus confrades. Outros, fechados nos seus
aposentos, cultivavam a circunspecção de professores de leis, fornecendo a
clientes ricos as subtilezas capazes de alterar a mais pura verdade e os
argumentos para disfarçar as mais injustas pretensões. A esplendida e popular
classe compunha-se de advogados que enchiam o Fórum com o som da sua empolada e
loquaz retórica. Indiferentes ao renome à justiça, são quase todos descritos
como guias ignorantes e gananciosos, que conduziam os clientes através de um
dédalo de despesas, adiantamentos e desilusões; do qual, após uma longa série
de anos, estes acabavam por se soltar, quando a sua paciência e fortuna já
estavam quase esgotadas.”
PROMETEI o que não tendes!
PERDOAI a quem não vos fez mal!
Conselhos de Álvaro
Pais (1330 – 1390)
ao Mestre de Avis para cativar partidários para a sua causa.