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sexta-feira, 18 de abril de 2025

Sessão de Desenho de 15/04/2025

É às terças-feiras, de quinze em quinze dias, que me obrigo a pôr o cérebro a trabalhar na sua capacidade máxima. Sento-me num banco, abro o meu Diário Gráfico de Esboço disponho à minha frente vários lápis, de 4B a 9B, uma borracha e, durante quase duas horas, desenho o que me põem à frente dos olhos.

Na sala, embora dos mais regulares, sou dos mais fracos. O Manuel é o nº1, o John Chien Lee é o nº2, mas todos os que lá passam para acertar a mão (a maioria ligada às artes), fazem-me lembrar um poema de Vinicius de Moraes: “ E tu vens cheirando a lilás e com saltos, meu Deus tão altos, que eu fico lá em baixo com ar avacalhado!”

Mas a vida é o que é! Não tenho pretensão a “artista”. Desenho para fazer ginástica ao cérebro e asseguro-vos que saio dali mais cansado que depois de 15km nos passadiços junto à praia.

São poses de 3, 5 e 10 minutos. Raramente desisto de uma delas. Não foi o caso desta sessão.

Em casa avivei os contornos.















 












sexta-feira, 26 de abril de 2024

25 de Abril Sempre!

Quando há curiosidade, uma descoberta leva a outra e por aí adiante, que é assim que se vai conhecendo o mundo onde se vive.

No caso presente, tudo começou num podcast, quando o entrevistado sugeriu o livro “A Invenção da Natureza” de Andrea Wulf, que basicamente é uma biografia de Alexander Von Humboldt.

Aceitei a sugestão e meti-me nas 454 páginas sobre o primeiro homem a olhar para o mundo na procura de entender a relação entre tudo o que nele existe, desde o clima, os ventos, o mar, os rios, os seres animados e as pedras. Foi o primeiro naturalista, um homem decisivo para o pensamento científico actual, sobre cujos ombros se sentaram homens como Darwin, Júlio Verne e Simão Bolivar.

Humboldt viveu entre 1769 e 1859. Esteve em Paris durante a Revolução Francesa (1789-1799), no tempo de Napoleão Bonaparte (1769-1821) e terá industriado Simão Bolivar (1783 – 1830) a revoltar-se contra Espanha e tentar criar os Estados Unidos da América do Sul.

Revisitei Bonaparte e a Revolução Francesa na Wikipédia, mas Simão Bolivar foi-me trazido por Gabriel de Garcia Marques, em  “O General no seu labirinto”, que romanceia os seus últimos dias. É uma “quase biografia” do homem que libertou meio continente do jugo colonial, sonhando criar os Estados Unidos da América do Sul. Li os custos dessa Revolução e a incapacidade em manter a união, depois de afastado o inimigo comum - Espanha. Li o seu estado de espírito final - empobrecido, isolado e amargurado e a pormenorizada descrição da sua saúde nas últimas semanas, que os médicos da época chamaram “lesão pulmonar com origem num catarro mal curado” e que em 2010 a exumação dos seus restos mortais iria provar ser uma tuberculose (o bacilo de Kock só foi descoberto em 1882).

No fim concluí: "Nada une mais as pessoas que um inimigo comum ou um bode expiatório!" 

- "25 de Abril Sempre! Fascismo nunca mais!"


sexta-feira, 3 de novembro de 2023

domingo, 23 de julho de 2023

Valor


Este desenho era para ser um estudo do “valor” para uma eventual aguarela, mas o que me fica, depois de o ter terminado, é que tenho de me meter ao caminho para conseguir fotografias onde a luz seja o elemento principal, onde existam zonas de plena luz contrastando com zonas onde a luz quase não existe.

Tal facto, faz-me lembrar um cirurgião com quem partilhei histórias, muito dado à fotografia, que se levantava a desoras para que os primeiros raios solares atingissem uma poça de água estrategicamente colocada e a fotografia resultasse. Então, ri-me “condescendente”! Quase vinte anos depois, lamento não ter aprendido um pouco do muito que ele sabia.

É a vida! 

 

quarta-feira, 5 de julho de 2023

A Faixa de Gestão de Combustível em redor dos aglomerados populacionais.


Eu já estive nas imediações de um incêndio florestal, envolvendo eucaliptos e pinheiros, e tenho a certeza que, aquela temperatura de combustão, não se compadece com pequenas barreiras à sua progressão. Dito isto, saúdo quem faz a limpeza regular na Faixa de Gestão de Combustível (FGC), junto aos aglomerados populacionais - é uma faixa de 100 metros, onde os eucaliptos e pinheiros devem ter as copas a 10 metros e as outras árvores, para além de terem de estar desramadas até 4 metros, têm de ter as copas afastadas 4 metros.

E isto significa que os terrenos que ficam na Faixa não têm rentabilidade para madeira, salvo se lá puserem árvores de crescimento lento e que só terão valor passados mais de 100 anos. Há pois que achar soluções para os milhares de proprietários que se veem despojados desta fonte de rendimento, agravado pela necessidade de, todos os anos, terem de os manter limpos de acordo com a lei.

Os urbanistas têm aqui um papel primordial, já que o tipo de construção ao longo das estradas proporciona uma área de FGC muito maior que a de uma aldeia compacta, pelo que continuar a licenciar nova construção nos moldes anteriores irá agravar o problema.

O “mundo mudou”, como disse José Sócrates, em finais de 2010, quando foi “aconselhado” a reduzir o consumo e a suspender os grandes investimentos. Ora, para quem tem terrenos nas Faixas, há muito que ele mudou, uma vez que a lei é de 2006 e tem sido implementada gradual e progressivamente, pese embora ainda não terem caído em força as coimas sobre os incumpridores, talvez porque o trabalho dos urbanistas, silvicultores e políticos demore a propor solução para estes terrenos, que deixam de ser produtivos como floresta.

O aquecimento global é uma realidade que já ninguém contesta. O risco de incêndio cresce todos os anos e eu, que confino com floresta, vou aguardando … e, às vezes, … desesperando!


terça-feira, 20 de junho de 2023

Raquel


A vida é feita dos encontros a que nos expomos (voluntariamente ou trazidos pelo Acaso). Umas vezes nem um vento forte nos move, outras, uma palavra ou um olhar chega para nos mudar o rumo, se nele vislumbramos Esperança que nos inspire e nos dê ânimo. Ser sensível é a chave e essa é a principal memória que guardo da dra. Raquel Afonso.

Hoje celebramos uma sua vitória, que também é de todos os que de algum modo contribuíram para a sua formação e é com um misto de alegria e tristeza que a vemos voar para outras paragens, após cinco anos de partilhas. No meu caso, poucos meses, mas os suficientes para poder lembrar a menina atenta, tímida e muito feminina. Outros, mais envolvidos na ciência, irão defini-la com outros atributos. Eu fico-me por estes, na certeza de que a médica que lhe está dentro é tão grande quanto a sua alma, que tentei transcrever neste retrato.

Que a Sorte a proteja!

Nota: Ela é muito mais bonita que o desenho sugere.


A última ceia

terça-feira, 13 de junho de 2023

Janela



Baseado em foto do Dr. Carlos Ribeiro. 

domingo, 28 de maio de 2023

Outeiro

 

Outeiro 41,789, -7,946


quarta-feira, 24 de maio de 2023

A eira



 Esta é uma segunda tentativa. Na primeira estava tudo bem até não saber parar a tempo e na aguarela, não é possível voltar atrás. No próximo sábado ou levá-lo à professora Paula para ela dizer o que tem a dizer. O autodidatismo, não é para todos.  

domingo, 14 de maio de 2023

Urban sketch



 O tema previsto para hoje era a Fé. Não só a fé religiosa, porque não são só as religiões que têm fiéis. Há fiéis com igual fervor no Partido Comunista, no Benfica, no Liberalismo, na Ciência que, à sua maneira, fazem iguais peregrinações e se dispõem às mais diversas provações e martírios.
Fé, nem todos temos, mas todos temos um quê de superstição. Quem não evitou pisar os riscos do passeio para ultrapassar uma prova, vestir as cuecas da sorte para ter boa nota num exame ou qualquer outra coisa semelhante. Quem "não" que atire a tal pedra que todos trazemos no bolso para quem não é da nossa tribo.
Mas quando a Fé e a Superstição se unem à moda dos Eventos e a actividade económica que gera beneficia o país, a comunicação social entra no jogo e não há emplastro que não seja chamado a dar o seu contributo.  


Nada contra. É melhor assim que deixar gente ao abandono sem uma esperança (mesmo que ela seja vã), quando não se quer ou não se pode dar coisa mais palpável.

O desenho é do Largo de S. Domingos, onde existe uma estátua a Frei Bartolomeu dos Mártires, que é "dos Mártires" por ter nascido na extinta freguesia dos Mártires, em Lisboa. 

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Largo Vasco da Gama



Saí para fazer o desenho e acabei a tirar uma fotografia ao Largo Vasco da Gama. A abertura do Hotel, encerrado há 16 anos, obrigou a um arejamento da zona que tem a cara lavada desde Março.

A Ryan Air despeja, diariamente, centenas de turistas no aeroporto Sá Carneiro e muitos deles vêm por aí acima, a pé, seguindo as setas amarelas, fazendo o “Caminho de Santiago pela Costa”. São pouco mais de 230km e, para aqueles que não dispensam as comodidades, há os hotéis e quem lhes leve as malas entre as “estações” do percurso.

São poucos os que seguem as setas azuis, em sentido contrário, em direcção a Fátima, mas lá iremos, que o turismo veio para ficar e o turismo religioso, com fé ou sem ela, dá dinheiro a muita gente. E Viana do Castelo equipa-se.


segunda-feira, 8 de maio de 2023

Conversa de Café

 

Desenho aguarelado sobre papel Inart 110g/m2

O homem comum é exigente com os outros! O homem superior é exigente consigo próprio!

Marco Aurélio (121 - 180 E.C.) Nunca desejou ser imperador. Aceitou esse fardo por acreditar que poderia promover o bem. 

quarta-feira, 3 de maio de 2023

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Casa do Cabo

Aguarela sobre papel Inart 110g

 

sexta-feira, 7 de abril de 2023

Montedor



Esta coisa da aguarela tem que se lhe diga. Há a teoria e a prática, só que a prática para além da qualidade do executante é condicionada pelo material que ele usa e, do mesmo modo que se deve usar um bom vinho para os temperos, quando se quer fazer figura com o cozinhado, no caso presente exigi do papel mais do que o que ele podia e logo que lhe meti água em cima começou a dar de si e o desenho ficou condicionado. 
O que começa mal, tarde ou nunca se endireita. É assim com a aguarela e é assim com a vida. E dito isto, dou-o por acabado para que não fique ainda mais “overworked”, que é um erro que os peritos dizem e repetem que é sempre de evitar – “mais é menos!”. Fica a servir de aviso para não repetir erro igual.

É curioso como estas coisas me lembram outros erros que cometi na vida corrente, quando também esperei um bom resultado apenas porque do lado de lá vinha um grande sorriso ou por não ter respeitado o tempo de parar, mesmo quando já tinha presente a regra de manter simples o que faço ou escrevo (“kiss” - Keep it simple, stupid), sem derivas em relação ao importante. 

É esse passo que afasta o artesão do artista, seja ele pintor, médico, engenheiro ou lá o que quer que ele queira ser, e eu estou longe desse engenho de achar soluções elegantes perante as pequenas ou grandes dificuldades que surjam durante a pintura. Para essa mestria teria de investir horas a estudar, pensar e fazer, e eu não sei a disposição mo irá permitir, pois como dizia o Eusébio: “Não basta querer! É preciso querer querer!

Esta casa de Montedor, Carreço, seduz-me desde os primeiros dias que a vi, por ter todo um mar pela frente e me lembrar “A um deus desconhecido” de John Steinbeck. A luz é a de um poente de dia quente de Abril.


2ª tentativa.
3° tentativa

4°tentativa





quinta-feira, 30 de março de 2023

Convento de Cabanas


Convento de São João de Cabanas.

Segundo a tradição, antes da fundação do mosteiro existia no local uma ermida, com algumas cabanas, covas ou grutas na serra ao redor, onde viviam os frades que S. Martinho de Dume congregou.
A sua construção remonta ao ano de 564. Em 746 foi destruído pelos árabes e logo reedificado. Durante séculos o mosteiro prosperou economicamente, conseguindo uma importante área circundante, com limites definidos por D. Sancho I.
Em 1382 o mosteiro passou para a Ordem de São Bento, tornando-se numa casa de convalescença e repouso de doentes.
No século XVII sofreu uma grande reformulação chegando à configuração atual.
Em 1834, com a extinção das Ordens Religiosas, o conjunto - convento e propriedades, foi vendido em hasta pública pela Fazenda Nacional, sendo o General Luís Rego o primeiro proprietário, seguindo-lhe vários outros.
Já no século XX foi propriedade do poeta Pedro Homem de Mello e após a sua morte foi comprado pelo Cônsul de Espanha no Porto, que lhe fez grandes obras de conservação e restauro, impedindo que ele acabasse numa ruína, como acontece com Convento de S. Francisco do Monte no lugar da Abelheira - em Viana do Castelo.


Em Março de 2019, Nathalie D'Ornano, cantora lírica, natural da Suíça, comprou-o e iniciou obras de remodelação para o abrir ao público como “guesthouse” e espaço para festas, eventos e iniciativas artísticas e culturais, num projecto com o traço do arquitecto Fernando Cerqueira Barros.

Está classificado pelo IPPAR, em 1997, como Imóvel de Interesse Público.

O caminho de Santiago pela costa, passa-lhe à porta. No ano passado, numa construção fronteira ao seu portão, abriu o “Café de Cabanas” que, para além de revigorar os muitos caminhantes que por ali passam, permite usufruir daquele recanto numa quebrada da encosta, junto à margem direita do Rio Afife, dominado por uma velha magnólia de largas tradições. Prevê-se a abertura do convento para as suas novas funções, em Julho 2023.

segunda-feira, 27 de março de 2023

Sketchbook



Então é assim. Dois pontos.
Era assim que começavam as intervenções do meu tio Elviro, quando era o seu tempo de falar e batia duas vezes com as duas mãos no tampo da mesa. 

Eu estou igual. Então é assim:  Vou começar o meu "Loose Urban Sketchbook". Este é só a primeira tentativa, num papel que não aceita bem a água.
Como sofro do "síndrome do papel vazio" isto é: custa-me gastar tempo e material mais caro e sair uma porcaria, utilizei um papel vulgar de desenho de 110g, em vez de um para aguarela de 300g, rico em fibras de  algodão.

O resultado não me parece longe do que queria, embora a cor não lhe tenha dado o volume pretendido. Para a próxima vou arriscar e iniciar um caderno adequado.

... a ver vamos... como diz o cego!



sábado, 4 de março de 2023

De mal com a vida



Aguarela sobre papel "inart" para aguarela 250g/m2..

 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

No corte


Aguarela Winson&Newton sobre papel para aguarela "inart" 250g/m2.

 

 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Sónia

Grafite sobre papel