quinta-feira, 2 de julho de 2020

terça-feira, 23 de junho de 2020

Factfulness

Fora do tempo do corre-corre, leio ”Factfulness” de Hans Rosling e relativizo as notícias com que nos bombardeiam diariamente: o “black lives matter”, os racismos, os clandestinos, os ciganos, a LGBTQQIP2SAA (lesbian, gay, bisexual, transgender, questioning, queer, intersex, pansexual, two-spirit (2S), androgynous and asexual) e tantos outros que perseguem a Humanidade desde que formou nações e que a globalização tornou mais visíveis, principalmente onde a mentalidade tribal tem uma representação mais significativa.

Todos temos uma individualidade, mas são as nossas várias identidades que frequentemente são cartão de visita, pois todos pertencemos a uma língua, a uma região mais ou menos limitada (na aldeia onde vivo, com menos de 2000 habitantes, há os de cima e os de baixo), a um grupo profissional, a algumas crenças … e, quando estamos em presença de alguém desconhecido, não somos só um indivíduo, somos também um elemento de uma ou várias classes com os respectivos créditos sociais.

Toda a gente categoriza e generaliza. Categorizar ajuda-nos a estruturar os pensamentos. Se tomássemos cada cenário com que nos confrontamos como único, não teríamos linguagem para descrever o mundo que nos rodeia. Mas esta necessidade de generalizar pode fazer-nos agrupar coisas ou pessoas de modo errado e levar-nos a conclusões acerca de um todo baseado em meia dúzia de factos ou até de um único exemplo, distorcendo-nos a realidade,

Os “media” e alguns políticos abusam das generalizações e simplificam a História para comunicarem mais facilmente e, num ápice muitos passam a exigir “medidas” que acabem “de uma vez por todas” com a violência, o racismo, o sexismo, o oportunismo, a mentira, o compadrio, o laxismo, o despesismo, o facciosismo, o erro médico, o mau planeamento, e sei lá que mais, sem tomar em conta o que já se fez e o que está em curso e, mesmo quem nunca estudou o que quer que fosse, “acha” isto e aquilo e assim ou assado, sem pejo de criticar publicamente quem se embrenhou na procura de soluções “razoáveis” e com amplo consenso..

Expor-se a confrontar “opiniões” a preto e branco e aquelas que confundem o particular com o geral e vêm injustiça no que não os beneficia. é pior que pregar aos peixes. Ter uma consciência global e olhar para a Humanidade como um todo, sem valorizar origem ou etnia, não é coisa “intuitiva”. Há que ter alguma informação e formação.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Haley Reinhart




Haley Reinhart - nasceu em Setembro de 1990. Em 2011 andou pelos Ídolos e é minha companhia "vocal" dos dois últimos dias.
Canta que se farta!

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Krishna e o Covid



O rei de Ambalappuzha era um entusiasta de xadrez. Um dia Krishna, sob a forma de um sábio, desafiou-o para uma partida. O rei ofereceu-lhe, em caso de vitória, tudo o que ele quisesse. O sábio, modestamente, pediu alguns grãos de arroz do seguinte modo: o rei teria de pôr um só grão no primeiro quadrado do tabuleiro e sempre o dobro no seguinte, até ao fim dos quadrados. O rei aceitou e como perdeu, mandou vir um saco de arroz, mas ficou perplexo quando chegou ao quadrado 64 e lhe devia 18,446,744,073,709,551,615 grãos, o suficiente para cobrir toda a India com uma camada de arroz com 75cm de altura.
Depois de o confrontar com o dilema, Krishna apareceu-lhe na sua verdadeira forma e disse-lhe que não lhe teria de pagar imediatamente, pois poderia pagar servindo paal-payasam (uma sobremesa indiana semelhante ao arroz doce) gratuito aos peregrinos que fossem aos seu templo, até que a dívida fosse paga. 


A propagação de uma epidemia, onde cada doente infecta dois, pode originar uma situação desesperada em poucas semanas.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

The Petersens



Nestes tempos de confinamento, pesquisar na Net é uma das tarefas diárias.
Ontem, quando procurava música "country", dei com esta "bluegrass band"
É uma família - mãe, três filhas, um filho, um pai a trabalhar na obscuridade e um "amigo" na guitarra dobro,.
Passeei pelo seu Facebook a ouvir as suas interpretações e pensar no ambiente familiar e social necessário para atingir este nível. 
Parabéns U.S.A. Parabéns aos pais e às Escolas. Mas sobretudo ... parabéns à mãe.



sexta-feira, 24 de abril de 2020

Shakespeare


"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de crain no meio do vão.
Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que   falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados. Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários já comemoraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida!
As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

William Shakespeare

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Bouças



Não há, ou se há, são raríssimas, as soluções que agradam a todos. Por isso, existirá sempre uma minoria descontente.

É a vida, como diria o engenheiro Guterres.

Quando os Hipermercados tomaram conta do comércio a retalho, a maioria ficou satisfeita ao ver a “feira todos os dias, com horário alargado”. Quem se amolou foram os merceeiros e muito do comércio de bairro. Quando as Clínicas tomaram conta dos “Consultórios Particulares”, poucos se preocuparam com o facto dos médicos melhorarem ou piorarem o seu vencimento. Quando o dinheiro aplicado em “ações” se perde, ninguém lamenta, mesmo que seja o aforro de anos de trabalho.

É a vida. As coisas vão mudando e temos de nos adaptar às novas regras do jogo.

Vem isto a propósito da floresta portuguesa, que no Norte está imensamente fragmentada.  75% pertence a cerca 500 000 proprietários florestais privados, a grande maioria com mais de 60 anos e com pouca instrução. Mais de metade são reformados- E isto referente aos identificados, pois muitos dos não identificados já estão mortos, sem herdeiros conhecidos ou andam por outras paragens e abandonaram as bouças.

Neste cenário e com o aumento da longevidade da população, o mais certo é os seus descendentes irem herdar quando já tiverem mais de 60 anos e a vida mais ou menos arrumada, e sem vontade de modificar o “stato quo”.

A floresta é como tudo o resto. Se o expectável é que dê uma colheita de eucaliptos de 15 em 15 anos (se não houver fogos) e que os encargos com a sua manutenção sejam diminutos, tal deixou de ser “garantido”. A tendência é para os encargos com a manutenção aumentarem, quer através da imposição limpezas regulares (o que para muitos exige recurso à contratação externa), quer com regras que obriguem a um maior espaçamento entre árvores, o que pode fazer com que o lucro se perca.

Hoje o problema coloca-se sobre os proprietários de bouças que estão dentro dos 100 metros dos aglomerados populacionais ou nos 50 metros em redor de habitações isoladas, amanhã, muito provavelmente, outras normas se imporão e aquilo que era um bem “seguro”, irá deixar de o ser.

A exploração florestal, exige “dimensão”. Ou caminhamos na direcção do associativismo florestal ou os decisores políticos irão optar pela via penalizadora e coerciva, já que uma floresta demasiado vulnerável responsabiliza o Estado em situação de catástrofe, como recentemente aconteceu em Pedrógão.

Nessa altura, muitos dirão que “o Estado falhou” para se candidatarem a indemnizações, quando, na altura certa, recusaram as alterações que lhes dariam maior segurança contra o fogo e a eventuais perdas de rendimento.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Trabalhos de avô em tempos de Covid


-Sara anda descansar!
Diz que não, foge pouco convencida e rende-se quando a seguro por um braço. Ponho-a ao colo. Faz-me um “xi-coração, munto gande” e deixa que a leve, sem mais protestos.
Chegados ao quarto, começam os trabalhos. – Avô! O bébé! Está habituada a dormir com um boneco e uma peça de um puzzle com uma imagem do Noddy. Procuro o bébé e ponho-lho numa das mãos e na outra o Noddy. – Avô! Patos! Tiro-lhe os sapatos.- Ali em cima!, ponho os sapatos em cima do armário, apago a luz e sento-me na cadeira, com ela ao colo.
Aconchega-se até sentir algum conforto, o que demora umas cinco ou seis voltas, para fugir às minhas irregularidades. Ajudo-a sem ela notar e fico numa posição desconfortável de manter de modo sustentado.
– Avô! Cavalo! É a ordem para eu cantar o “Era uma vez um cavalo” que vivia num lindo carrocel…! Canto em voz sussurrada, umas dez vezes, até a sentir mais calma e páro de cantar. -Avô! Come a papa! -Oh Sara!. eu já cantei o cavalinho muitas vezes! – Come a papa! Avô! Não é uma ordem, mas é como se fosse. Se eu não cantar, ela volta a ficar activa e tenho de começar tudo de novo. Negoceio. – Só uma vez! E depois a Sara dorme. Está bem? -Sim! Canto o Come a papa, umas seis vezes, a última num sussurro.  Procura outras posições para dormir, sempre com o bébé numa mão e o Noddy noutra, que vai mordiscando.
Está quase a dormir. Deixa cair o bébé e desperta. – O bébé!. diz num misto de sono e choro. Torço-me para apanhar o boneco do chão, sem lhe alterar a posição no meu colo. Dou-lhe o boneco. Agarra-o e procura nova posição. Passa-me a mão pela face para se assegurar de que eu ainda estou ali. Já estou com o braço que lhe sustenta a cabeça dormente, receoso que os meus movimentos a estimulem.
Está quase. – Toma!, diz passados minutos. Às escuras, entendo que me está a dar o Noddy. Recebo-o. Aninha-se menos tensa e sinto que já não segura o bébé que mantém junto ao corpo. A respiração é agora mais pausada. Deve estar a dormir. Levanto-me com ela nos braços. Não reage. Deito-a na caminha. Ajeita-se. Uma vez, duas vezes. Em bicos de pés, vou até à porta. Entra um pouco de luz no quarto e ouço um. – Avô!, muito esmorecido. Respondo, -O avô está aqui! e volto a entrar.
Está quieta há minutos e com a respiração pausada. Saio. Passou uma hora.
Amanhã vai ser igual.

segunda-feira, 30 de março de 2020

Fascinante



Tivesse eu a verve da minha mãe e abreviava-lhe a descrição de modo conciso e eficaz, pois ninguém, que eu conheça, é capaz de definir numa palavra aqueles que a impressionam, principalmente quando o fazem negativamente.

É um homem negro, de pele muito escura e dentes brancos como nas caricaturas. Nos seus 30 anos, é magro e muito alto - terá perto de um metro e noventa, e caminha como se flutuasse, atirando levemente as pernas para a frente, com ligeira inclinação do trono para trás e para a esquerda. Óculos escuros de lentes grandes. Na mão uma bengala.
Nada de mais, não fora a fatiota ou melhor as fatiotas que ostenta. Já lhe conheci um fato rosa choque, um amarelo canário, um branco imaculado e um com cornucópias de cores berrantes. E quando digo fato, é casaco justo feito à medida, que deixa ver o colete da mesma cor, impecavelmente abotoado, que veste com camisa preta ou rosa ou amarela, em absoluto contraste, e gravata bem arrumada a compor o conjunto. A calça da mesma cor, tem o pormenor de ser pela canela (lá está) e deixar ver umas meias discordantes a sair de uns enormes sapatos com polainas. A rematar o conjunto, um chapéu de abas pequenas, afiado na copa, na mesma cor do fato.

E assim ondeia pela rua, indiferente aos olhares que o seguem que, como eu, disfarçam o encantamento e se retraem de fazer o que mais apetece – pegar no telemóvel e fotografá-lo, ou melhor, filmá-lo, para o rever no recato de um quarto.

Não sei de onde saiu ou para onde vai. É um aparecer esporádico e, agora que penso, sempre em dias de sol,
Não tem alcunha que se lhe conheça. Eu chamar-lhe-ia o “Fascinante”.

É o "men african wear 2019" a passear pelas ruas do Porto.

História de H. G.

terça-feira, 24 de março de 2020

Covid 19 e a Economia


Texas Lieutenant Governor Dan Patrick, is of the opinion that those most at risk, should volunteer to die to save the economy. MARCH 24, 2020




Não me rejeites na velhice,
quando as minhas forças estiverem gastas,
Não me abandones.
Pois os meus inimigos falam de mim,
e aqueles que esperam para emboscar a minha alma conspiram e dizem:
Deus o abandonou; persigam-no e agarrem-no, porque não há quem o salve!.
Ó meu Deus, não fiques longe de mim,
Ó meu Deus, apressa-te em me ajudar.
Que aqueles que desonram a minha alma sejam envergonhados e consumidos!
Pois eu confiarei em ti para sempre, e te louvarei eternamente.

Pavel Grigorievich Chesnokov (Russia 1877-1944)

sexta-feira, 20 de março de 2020

Músicas dos Judeus ortodoxos


Neste tempo de quarentena, farto das músicas correntes na nossa rádio, ponho-me a explorar no Youtube, o que se canta fora da Europa e das Américas e tropeço mais uma vez nos Judeus Ortodoxos. E eu que pensava que esta malta vivia sufocada por uma Tora que os punha amargurados a bater com a cabeça no Muro, pasmo com a qualidade da sua música ligeira.

Os coros - o Shira Choir, o Malchus Choir, o Yossi's Choir - e alguns dos cantores como o Udi Davidi e Shmueli Ungar são muitos bons.

Não percebo patavina do que dizem. Penso serem orações a Deus ou coisa parecida, mas a sonoridade é moderna e as vozes divinas.

Deixo aqui para quem queira variar.



terça-feira, 3 de março de 2020

sábado, 29 de fevereiro de 2020

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

The Arab Mind



Raphael Patai (1910 - 1996) -  Judeu-Húngaro, historiador, etnógrafo, orientalista e antropologista. Escreveu este livro em 1973 e reviu-o até 1983.
É o olhar de um ocidental, a explorar os traços gerais da sociedade árabe, com rigor científico.

Segundo o autor, na tradição árabe há tendência para o auto-elogio, para o exagero, para os discursos bombásticos, que frequentemente substituem as acções, e a não inclinação para aceitar responsabilidade nem admitir as faltas, atribuindo-as aos outros ou às circunstâncias.

Um livro que ensina que o Islão não é o problema, que as diferenças com a cristandade não são doutrinais, mas funcionais, e o que os lideres islâmicos mais temem é a atracção pelo secularismo ocidental.

É uma questão de credibilidade. Quem não é rigoroso perde credibilidade e no mundo que corre a "accountability" tem um valor crescente.

Ao lê-lo senti “o Árabe” que ainda há em nós, portugueses.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Uma caminhada


Saio de casa para um passeio. Carreço - Viana, pela Ecovia e caminho de Santiago na volta. Coisa para 25km a contar com as curvas.
O dia está enevoado, sem chuva e com uma temperatura amena, a convidar a uma longa jornada. Visto roupa leve e levo o telemóvel para as eventualidades, que há muito não me meto em proezas destas.

10:00h. Casa – Praia de Paçô, para apanhar a Ecovia e ir Montedor afora até à praia de Carreço.
11:00h. A subida do monte já me fez tirar o corta-vento. Praia de Carreço e primeiro café rápido ao balcão do Restaurante/Bar Areia, enquanto passo os olhos pela ementa. Retomo o caminho, somando as praias: Camarido, Lumiar, Canto Marinho, Porto de Vinha. A Ecovia está arranjada e limpa. Cruzo-me com o meu amigo Luís que também está reformado e que caminha em sentido contrário. Andava meio farto do trabalho, e blá, blá, blá,… Diz que anda a ler umas coisas engraçadas. Fala do livro A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da, de Mark Manson e eu aconselho-lhe o Sapiens do Harari,
12:30h. Praia Norte e segundo café, sentado a folhear o jornal da casa, no Pôr do Sol.
12:45h. Encho o peito e meto-me, já meio dorido, pela avenida do Atlântico para apanhar o Caminho de Santiago junto à Escola Superior de Saúde e aí vou eu pela Rua dos Sobreiros afora a pensar que a coisa é sempre a direito. Mas não é. Desce e sobe-se.


Passa-se por casas antigas e casas modernas, jardins cuidados e zonas de mato, ruas onde mal passa um carro e outras onde só uma pessoa em fila. Depois floresta e mais casas, quintas, cães a ladrar dentro dos portões e raramente uma pessoa. O caminho está bem sinalizado e minimamente cuidado. Perde-se a noção da proximidade de casa. Por fim algo já conhecido ao chegar a Carreço.
15:00h. Agora é só mais meia hora para não morrer na praia.
15:30h. Chegada. O telemóvel indica que atingi o objectivo de 10.000 passos.

Morasse eu em Viana e fazia o percurso inverso, saía do caminho ao chegar à Casa da Santa, atravessava a ponte sobre o caminho de ferro em direcção à N13 e almoçava no Ammaro’s 47 da Marta que me ensinou o ALERT, que a piza é nova e já tem fama.