segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Haydée Milanés





Haydée Milanés (n: 1980, em Havana), é filha de Pablo Milanés.
Julieta Venegas (n: 1970) é uma mexicana nascida nos USA.
Omara Portuondo (n: 1930, em Cuba).

domingo, 12 de janeiro de 2020

Caos


Caos - do grego kháos, «abismo», significa em português: desordem; balbúrdia; confusão.

A palavra está na moda. A Saúde está um caos, o Ensino está um caos, os Transportes Públicos estão um caos. Tudo está um caos na boca de quem quer que se altere a relação das forças do jogo político, ignorando as consequências próximas e remotas dessas alterações.
A evolução tecnológica das últimas décadas, que afectou todos os sectores da nossa vida, exige actualizações bem pensadas e não em resposta a uma comunicação social ávida de notícias.

Petronius (27 – 66 AD), num tempo em que a tecnologia andava devagar, escreveu: Treinámos muito ... mas parecia que toda vez que começávamos a formar equipes, seriamos reorganizados. Mais tarde, aprendi que a nossa tendência para enfrentar qualquer nova situação reorganizando, é um método maravilhoso para criar a ilusão de progresso, enquanto se produz confusão, ineficiência e desmoralização.

Quem fala em “caos”, ignora as curvas de aprendizagem. Se estamos sempre a pôr em causa as regras por que uma organização se rege, a sua eficiência tende a diminuir.
Exigem-se "reorganizações" e “dinheiro” a toda a hora, mesmo quando o histórico de muitos dos grandes investimentos nos revela fraca utilidade e cara manutenção.

Na Europa, somos conhecidos como o país onde se fazem mais TACs e se tomam mais comprimidos por habitante.
Dá para pensar.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Profissionais de saúde

Texto roubado a uma filha veterinária




Quando era pequena podia ganhar dinheiro com as conversas médicas entre os meus pais. Quando eles, à mesa de jantar, se lembravam de discutir o doente da cama 15, a hemoglobina ou a bilirrubina, as tensões arteriais ou a biópsia, eu (e as minhas irmãs) caia-lhe em cima com queixas formais e multas. Salvo erro, eram 50 escudos por doente. Podia ter ficado rica, não fosse a total incapacidade de cobrar devidamente. Todos os dias, mesmo aos domingos, havia espaço para multas. Aquilo zangava-me muito. Os meus pais trabalhavam muitas horas e eu achava que deviam chegar a casa e dar atenção aos meus imensos problemas de adolescente ou ao facto de haver um disco novo que eu queria mesmo comprar e a semanada já ia curta, mas mais que isso, achava que já tinham dado demasiadas horas ao hospital para ainda o trazer para casa. Era injusto o hospital ser tão importante. No entanto, as conversas lá nos iam entrando pelos ouvidos adentro, mesmo com as zangas e as ameaças de multas (que lá os fazia pausar a discussão clínica, por minutos, e ouvir os nossos dramas existenciais), e na verdade acabamos as 3 por seguir carreiras ligadas à saúde.
Hoje, se pagasse à minha mãe por cada telefonema cheio de casos clínicos que lhe atiro no final do dia, já me tinha demitido e voltado para casa deles e  não, não é por não ter outro assunto, é porque isto pesa.
Trabalhar no ramo da saúde é uma coisa pesada. Ouçam, não vim para aqui queixar-me ou chorar o dia difícil.

Lembro-me de perguntar à minha mãe, num dia em que ela tinha discutido a morte de uma doente com o meu pai - no tempo em que as pessoas eram doentes, não eram utentes nem pacientes - se não ficava triste quando os doentes lhe morriam. LHE morriam. Ela disse que sim, que às vezes ficava, que havia doentes de quem ela gostava e que lhe custava muitíssimo, mas que os médicos não eram deuses, que havia doenças que não tinham cura, havia doentes velhos, que a morte era inevitável, e que com essas mortes ela já tinha aprendido a viver em paz. Para além da morte de doentes-amigos, havia outras que a assombravam - eram as que ela não sabia porquê, porque tinham morrido. Se não souberes o diagnóstico, não sabes se fizeste o melhor, se o podias ter salvo ou não. Isso sim, é um pesadelo. Esses eram os casos que ela e o meu pai tentavam solucionar todos os dias à mesa do jantar - as camas 15 ao lado dos tachos às cotoveladas connosco.

Hoje tive um dia difícil. Morreu-ME um cão de 16 anos que, apesar de lhe saber o diagnóstico e a idade e a inevitabilidade daquela morte, era de uma colega e que, por isso mesmo, me custou. Tenho internado um gato simpático, de uma família simpática, com um carcinoma indiferenciado abdominal que vamos operar amanhã e que apesar de todos os "fingers crossed", tem tudo para acabar mal, e por isso me custa. Tenho, na jaula ao lado, um outro cão jovem, de uma cliente adorável, que tem uma insuficiência hepática pela qual já não podemos fazer quase nada e ainda assim vamos fazendo unhas e dentes, que não sendo em lado nenhum culpa minha, me entristece. Vão ME morrer, mesmo que a culpa não seja de todo minha - diagnósticos feitos, boas práticas, consciência tranquila - o peso é nos ombros.

Hoje escrevo isto exactamente por o dia ter sido difícil e por ouvir com demasiada frequência as pessoas a dizer mal dos profissionais de saúde - os preços e as pressas. Médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, cuidadores formais e informais ligados à saúde (de medicina humana ou animal) não saem do trabalho à hora marcada e fecham a porta até às 9 da manhã seguinte. Os doentes comem connosco à mesa e dormem nas nossas almofadas.

Eu hoje ia ao cinema ver o Gaza. Não fui. Saí tarde e cansada.
Ia contar uma história palerma ao telefone à minha mãe. Não o fiz. Debitei angustias clínicas.
Ia cozinhar um jantarinho bom. É quase certo que vou jantar cereais.

A maioria dos profissionais de saúde que conheço são assim. Era bom que o mundo mandasse menos pedras. Não somos deuses e acreditem que isso também nos custa.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Natal



Natal é Pai Natal, é o S. Miguel do comércio, é a Festa da Família, é Festa da Solidariedade, é uma Orgia alimentar, é a Festa das Crianças, é o aproveitamento cristão da festa romana do nascimento de Hélios, deus do Sol (data oficial do solstício de Inverno) ... ??????

Quando uma história tem sucesso, outras se lhe irão colar, pelo que o Natal será aquilo que cada um quiser, e nada de mal daí virá ao mundo.

Para mim, o Natal celebra Jesus. Não o aparecimento do avatar de um deus, nem a criação de um semideus, mas o nascimento de um homem que deu inicio a uma revolução.

A invenção do Deus único para todos os povos, que torna todos “iguais”, independentemente da sua origem e poder, é brilhante. Até então cada povo tinha os seus deuses e os Judeus até acreditavam (e muitos ainda acreditam) serem o povo escolhido por Deus.

Jesus é o primeiro arauto do princípio da igualdade e da união, ao expandir o Deus único Judeu aos "gentios". A imprensa (Gutenberg: 1400-1468) deu um poderoso incremento à divulgação dos mesmos princípios. A Revolução francesa (1789-1799) elevou-os a Lei.

É esse o valor que celebro.

domingo, 8 de dezembro de 2019

Carta aberta a Joacine Katar Moreira,


Joacine

Ainda tenho memória do 10 de Junho ser, para o Estado Novo, o Dia da Raça, conceito que esquecia o povo “misturado” que somos, fruto de quinhentos anos a importar gente de todo o lado, a vaciná-los, a ensinar-lhes uma arte e, na incapacidade de lhes dar que fazer neste jardim à beira-mar plantado, exportá-los para a Europa e para as Américas, para os voltar a receber no fim da vida ... com as devidas reformas.

Não somos como os Ashkenazy, receosos da miscigenação mas, embora geneticamente promíscuos, mantemos a língua e umas centenas de histórias, que vão do Camões ao Ronaldo, da Amália a Nossa Senhora de Fátima, do Hóquei em Patins ao Herman José, que resistem à globalização e que nos identificam como nação.
Apesar do Homem-aranha, do Darth Vader, do Capuchinho Vermelho e do Rei Leão, já fazerem parte do nosso imaginário colectivo e o Freddy Mercury ter mais fans que qualquer grupo folclórico, tal não significa que haja espaço para todas as historietas que aqui chegam.

No caso, não trazes nada de novo, nem aparentas capacidade para congregar esforços. Julgas-te a última Coca-Cola do deserto, arvorando um “pioneirismo” de certezas, que mais não são que uma tentativa de esconder incapacidades. Ouvir-te é um pesadelo! Não só pela gaguez (num Parlamento é necessário uma voz clara e um discurso apelativo, como se exige a um jogador de futebol, da primeira divisão, uma performance física adequada), mas por, na suposta intenção de defender uma minoria difícil de integrar, descuidares que a História é para ser lida à época dos factos.

A Comunicação Social fez-te vedeta. Agora, há que deixar poisar o ruído mediático, para percebermos se o Livre o é ou se tem peias.

Passa bem

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Poema


O mundo de cada um, é os olhos que tem!, escreveu o Saramago!
...
O que está a dar, são os crematórios!, concluiu o arquitecto Souto Moura!
...
O vento lá fora, uuuUUUUHH! uuuuUUUUhhh! uuuuUUUUhhh!

terça-feira, 19 de novembro de 2019

O fascínio das histórias


Foram as histórias e as ficções que uniram a espécie humana e a fizeram divergir dos outros animais. Vivemos de acordo com as histórias em que acreditamos e organizamo-nos à volta das ficções religiosas, políticas, sociais e amorosas, que nos estruturam e nos dão um enquadramento comum.

As histórias são o modo que a humanidade encontrou para dar sentido ao caos, ordenando factos de modo a nos permitir a ilusão de compreender o mundo e o sítio onde estamos.

O poder sedutor de uma história é sempre uma construção afectiva do real. Uma construção de inteligibilidade do real. Uma forma de inquirirmos sobre o mundo que nos rodeia e sobre nós. As boas histórias são formas de verdade que perduram.

O que faz uma boa história: a capacidade de surpreender e de ensinar. Ensinar, dar prazer e comover. As histórias têm de ter uma moralidade. O autor, no fim da história, tem de decidir quais dos personagens manda para o céu, para o inferno e para o purgatório. O desfecho de qualquer personagem tem de ser justo, para dar a impressão de que o mundo pode ter sentido.

… e por aí fora. Por vezes, a RTP tem programas que vale a pena ver e ouvir.


sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Família de médicos


-Oh avô, tu és médico de quê?
-De doenças do tubo digestivo!
-Estou a ver: esófago, estômago, intestino ...
-É isso! Às vezes tenho que meter um tubo para ver o intestino por dentro.
-E já encontraste cocó? ... Que nojo! ... E tu avó ... eras médica de quê?
-De doenças infecciosas!
-E que é isso?
-São doenças provocadas por bactérias, ... por vírus! ...
-Então, tu tratavas computadores??!!
-😌😌😌😌!😖😖😖😖😖😖😖!!!!!

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Sobrinho Simões

Era deste modo que o meu tio Elviro, interrompia as conversas, para lhes pôr ordem:  -Batia duas vezes com as duas mãos no tampo da mesa, e dizia: Então é assim! Dois pontos! E foi o que me apeteceu fazer depois de ler o pequenino livro do Professor Manuel Sobrinho Simões: “Os portugueses”.

Conheci-o na baliza adversária de um jogo de futebol de salão, dos “juniores” contra os “séniores” do Café, quando o seu andar de pato e o historial de bom aluno, faziam prever goleada. Ganhou a modéstia que o havia de transformar num dos “profetas” que o deus da Ciência mandou à Terra para orientar quem sofre de curiosidade pelas coisas da vida.
E foi esse mesmo deus que me fez tropeçar no último livro do Mia Couto “O universo num grão de areia” para me dar as palavras que servem perfeitamente para o definir.

Um homem bom.
...  Não existe escola maior que conhecer pessoas boas, fazedoras do bem. Conhecer uma pessoa boa é bem mais importante que todos os anos acumulados de experiência política ou profissional. As pessoas boas (querendo dizer pessoas integras, generosas, solidárias e disponíveis) deviam ser protegidas como um património da humanidade. Um património cada vez mais raro, cada vez mais em risco. Uma pessoa boa, ensina mais que todos os compêndios. Agora, que pouco restou das utopias políticas e dos valores morais que as suportavam, agora, mais que nunca, carecemos desta gente como o barco carece de um farol. Basta que tenha havido um homem como o Professor Sobrinho Simões para que acreditemos que valeu a pena. E que ainda vale a pena.

Ponto final.

Vem apresentar o livro à Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, na noite de 22 de Novembro. 

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Theo Jansen



Theo Jansen ( n: 1948) é um artista holandês que faz esculturas cinéticas em PVC

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Cleptocracias


O que deve fazer uma elite para conquistar o apoio popular?
Ao longo do tempo, os cleptocratas recorreram a uma combinação de quatro soluções:
1: Desarmar a população e armar a elite.
2: Satisfazer as massas, redistribuindo de uma forma popular uma parte do tributo recebido.
3: Utilizar o monopólio da força para promover a ordem pública e refrear a violência.
4: Elaborar uma ideologia ou uma religião que justifique a cleptocracia.

In “Armas, Germes e Aço” de Gared Diamond.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Erik Satie Trois Gymnopedies



Erik Satie (1866 – 1925), nasceu em Honfleur - Normandia - França.
As Gymnopédies, foram escritas de 1888 ..., em Paris

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Gossip


Há coisas sobre os outros que preferíamos não saber, mas quando elas vêm ter connosco, é difícil resistir a descobrir todos os porquês, principalmente quando o que está em causa é a fraqueza das Instituições.
Diz Yuval Harari que o “gossip” (a fofoca, o mexerico) é uma das principais razões para o progresso da humanidade, pois é no “diz que diz” que se fundamenta a sobrevivência da nossa espécie, ajudando na formação de amizades e hierarquias que, por sua vez, contribuem para o estabelecimento de uma ordem social.

Ora era numa dessas conversas de Café, onde uma situação lembra outra, que dois amigos juntavam razões para entender o “mau tempo” que alguém tinha dado àquela comunidade, perguntando-se   como é que a incompetência e o mau carácter podem andar por aí à solta, sem travão. Juntavam as “narrativas” que compunham o puzzle da credibilidade.
- Eu sei, de fonte segura que, em 1974, ele era cabo nos GEs, no norte de Moçambique.
- GEs? O que é isso?
- GE- Grupos Especiais. Os Grupos Especiais foram pequenas unidades de assalto, constituídas por voluntários locais, a partir de 1966, pelo Comando-Chefe das Forças Armadas Portuguesas, para actuarem na Guerra do Ultramar. Apesar de serem treinados e de operarem sob comando do Exército Português (e Força Aérea Portuguesa no caso dos GEP – Grupos Especiais Paraquedistas), os GE eram forças paramilitares, irregulares, enquadrados por graduados metropolitanos.
- Eram locais com treino de comandos!?
- Sim! Após o 25 de Abril, os GEs e demais colaboradores do Exército Português, foram perseguidos pelos movimentos de libertação e a maioria acabou fuzilada. Ele safou-se, porque se fez passar por civil e fugiu para o continente, provavelmente, com apoio de alguém da hierarquia militar.

- Mas, se ele era cabo, era suposto ter a quarta classe! Como é que se formou em Medicina?
- Essa é a questão! Se estivéssemos em presença de um indivíduo inteligente e trabalhador, tal deveria ser considerado, mas o panorama não é esse! O que consta são oportunismos e comportamentos marginais, o que torna essa hipótese pouco verosímil. Ele deve ter conseguido integração nas Forças Armadas e ajudas para poder continuar os estudos até ao canudo. E não me espanta que até tenha abichado benefícios fiscais e sociais de Deficiente das Forças Armadas. Estávamos no PREC, com os militares na mó de cima, a mexer os cordelinhos sem contenção. Foi só aproveitar as circunstâncias. Já antes do 25 de Abril, um tropa podia propor-se a exame para obter graus académicos sucessivos e houve quem completasse o Secundário em três anos e, como na Universidade podiam fazer uma cadeira por mês, houve quem se licenciasse em pouco mais de 2 anos! Pretendia-se dar oportunidade a recomeçar os estudos a quem fora obrigado a interrompê-los para ir para guerra nas colónias, mas por essa porta também entrou o “chico-esperto”. Com as Instituições fragilizadas e num clima em que por tudo e por nada se levava com o rótulo de fascista poucos se atreviam a chumbar um tropa, e o resultado foi uma chusma de doutores incompetentes, a tomar decisões irrelevantes ou erradas durante décadas.
Ainda agora muitos dos nossos governantes andam enredados com os números e descuram a qualidade, o que ficou patente quando o Sócrates apareceu com a trafulhice das “Novas Oportunidades” a dar diplomas a quem se chegou à frente, sem contar com o efeito maléfico dos impreparados na ética de qualquer profissão!

Depois, lembraram as histórias dos jogos ilícitos daquele ex-militar a “safar” mancebos da tropa a troco de milhares, as frequentes queixas de assédio sexual sobre doentes e familiares, os cambalachos com receitas falsas e um sem número de pequenas vigarices a raiar o inverosímil. De todas as tramoias, embora chamuscado, havia escapado, coisa que nem sempre acontecera a quem se viu embrulhado nos seus esquemas. Mas era a sua incompetência técnica o que mais os chocava. Vagueara por todo o sítio onde havia carências, sempre a recibo verde, e pelo tempo necessário até se descobrir o espécime que ele era, sem que uma chefia se dispusesse a questionar a sua aptidão para o exercício da função. Preferiram sempre mandá-lo à vida, mesmo sabendo que ele ia fazer miséria para outro lado.
- São os eternos problemas do país. O medo de represálias e a pouca confiança na Justiça fazem com que poucos se disponibilizem para se meter em mais sarilhos que aqueles que já têm. Temos pouca consciência de grupo. Ainda estamos na fase do “cada um por si e Deus por nós todos!” ou, quando muito, com uma mentalidade tribal, limitada às cinquenta pessoas com quem habitualmente se contacta. O outro é mais um “couto de caça” do que gente com quem se deve cooperar, e deixamos a qualidade das nossas Instituições ao cuidado de um D. Sebastião e de Nossa Senhora de Fátima.
- Razão tinha o Einstein, quando disse: The world is a dangerous place to live; not because of the people who are evil, but because of the people who don't do anything about it.

Tomaram o café e despediram-se. Estavam reformados mas tinham que fazer.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Reformado a pôr-se à prova



Pois é, Trovão! Um dia de trabalho depois, já não foges quando eu entrar na garagem, deixando-me horas a rezar para que não vás para a linha do comboio ou para a estrada, provocar um acidente. Ainda pensei chamar um carpinteiro, mas ... disse cá para mim: "Não és homem, nem és nada....!".
Ficou ... "maravilha"!


 ... Adorava frases feitas, as quais, pela sua natureza banal e vulgar, pela falta de gosto e pelo vazio que a moda lhes imputara, enervavam o jovem Hans Castorp até à medula. Dizia, por exemplo, "É o cúmulo!" ou "Não fazes a mínima!" e como, durante muito tempo, a palavra "deslumbrante" estivera nos píncaros da moda em substituição de "formidável" ou "fabuloso", se revelava agora completamente gasta, desvirtuada, prostituída e portanto antiquada, ela lançou mão do último grito, a palavra "devastador", começando a achar tudo, em tom sério ou irónico, "devastador: devastadora era a pista de trenó, a sobremesa e a temperatura do seu próprio corpo, ...
in "A Montanha Mágica" de Thomas Mann
...
eu, ... digo ... "Maravilha!"

domingo, 15 de setembro de 2019