terça-feira, 24 de março de 2020

Covid 19 e a Economia


Texas Lieutenant Governor Dan Patrick, is of the opinion that those most at risk, should volunteer to die to save the economy. MARCH 24, 2020




Não me rejeites na velhice,
quando as minhas forças estiverem gastas,
Não me abandones.
Pois os meus inimigos falam de mim,
e aqueles que esperam para emboscar a minha alma conspiram e dizem:
Deus o abandonou; persigam-no e agarrem-no, porque não há quem o salve!.
Ó meu Deus, não fiques longe de mim,
Ó meu Deus, apressa-te em me ajudar.
Que aqueles que desonram a minha alma sejam envergonhados e consumidos!
Pois eu confiarei em ti para sempre, e te louvarei eternamente.

Pavel Grigorievich Chesnokov (Russia 1877-1944)

sexta-feira, 20 de março de 2020

Músicas dos Judeus ortodoxos


Neste tempo de quarentena, farto das músicas correntes na nossa rádio, ponho-me a explorar no Youtube, o que se canta fora da Europa e das Américas e tropeço mais uma vez nos Judeus Ortodoxos. E eu que pensava que esta malta vivia sufocada por uma Tora que os punha amargurados a bater com a cabeça no Muro, pasmo com a qualidade da sua música ligeira.

Os coros - o Shira Choir, o Malchus Choir, o Yossi's Choir - e alguns dos cantores como o Udi Davidi e Shmueli Ungar são muitos bons.

Não percebo patavina do que dizem. Penso serem orações a Deus ou coisa parecida, mas a sonoridade é moderna e as vozes divinas.

Deixo aqui para quem queira variar.



terça-feira, 3 de março de 2020

sábado, 29 de fevereiro de 2020

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

The Arab Mind



Raphael Patai (1910 - 1996) -  Judeu-Húngaro, historiador, etnógrafo, orientalista e antropologista. Escreveu este livro em 1973 e reviu-o até 1983.
É o olhar de um ocidental, a explorar os traços gerais da sociedade árabe, com rigor científico.

Segundo o autor, na tradição árabe há tendência para o auto-elogio, para o exagero, para os discursos bombásticos, que frequentemente substituem as acções, e a não inclinação para aceitar responsabilidade nem admitir as faltas, atribuindo-as aos outros ou às circunstâncias.

Um livro que ensina que o Islão não é o problema, que as diferenças com a cristandade não são doutrinais, mas funcionais, e o que os lideres islâmicos mais temem é a atracção pelo secularismo ocidental.

É uma questão de credibilidade. Quem não é rigoroso perde credibilidade e no mundo que corre a "accountability" tem um valor crescente.

Ao lê-lo senti “o Árabe” que ainda há em nós, portugueses.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Uma caminhada


Saio de casa para um passeio. Carreço - Viana, pela Ecovia e caminho de Santiago na volta. Coisa para 25km a contar com as curvas.
O dia está enevoado, sem chuva e com uma temperatura amena, a convidar a uma longa jornada. Visto roupa leve e levo o telemóvel para as eventualidades, que há muito não me meto em proezas destas.

10:00h. Casa – Praia de Paçô, para apanhar a Ecovia e ir Montedor afora até à praia de Carreço.
11:00h. A subida do monte já me fez tirar o corta-vento. Praia de Carreço e primeiro café rápido ao balcão do Restaurante/Bar Areia, enquanto passo os olhos pela ementa. Retomo o caminho, somando as praias: Camarido, Lumiar, Canto Marinho, Porto de Vinha. A Ecovia está arranjada e limpa. Cruzo-me com o meu amigo Luís que também está reformado e que caminha em sentido contrário. Andava meio farto do trabalho, e blá, blá, blá,… Diz que anda a ler umas coisas engraçadas. Fala do livro A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da, de Mark Manson e eu aconselho-lhe o Sapiens do Harari,
12:30h. Praia Norte e segundo café, sentado a folhear o jornal da casa, no Pôr do Sol.
12:45h. Encho o peito e meto-me, já meio dorido, pela avenida do Atlântico para apanhar o Caminho de Santiago junto à Escola Superior de Saúde e aí vou eu pela Rua dos Sobreiros afora a pensar que a coisa é sempre a direito. Mas não é. Desce e sobe-se.


Passa-se por casas antigas e casas modernas, jardins cuidados e zonas de mato, ruas onde mal passa um carro e outras onde só uma pessoa em fila. Depois floresta e mais casas, quintas, cães a ladrar dentro dos portões e raramente uma pessoa. O caminho está bem sinalizado e minimamente cuidado. Perde-se a noção da proximidade de casa. Por fim algo já conhecido ao chegar a Carreço.
15:00h. Agora é só mais meia hora para não morrer na praia.
15:30h. Chegada. O telemóvel indica que atingi o objectivo de 10.000 passos.

Morasse eu em Viana e fazia o percurso inverso, saía do caminho ao chegar à Casa da Santa, atravessava a ponte sobre o caminho de ferro em direcção à N13 e almoçava no Ammaro’s 47 da Marta que me ensinou o ALERT, que a piza é nova e já tem fama.




terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Israel e os Judeus




A Guerra da Independência (1948) deixou “assuntos por resolver” – fronteiras que os cálculos dos militares da época achavam praticamente indefensáveis.

No início dos anos 50, os egípcios encorajaram incursões de guerrilha através da fronteira sul de Israel e em 1956, nacionalizaram o Canal do Suez e fecharam-no aos barcos de Israel o que despoletou a Segunda Guerra Israelo-Árabe.
No início da década de 60 a Síria tornou-se o principal problema para Israel. Além de fornecer hospitalidade a tropas irregulares palestinianas que faziam incursões através das fronteiras nordeste, Damasco tinha planos para desviar as águas do rio Jordão.

Em 1967, dezanove anos após o seu nascimento, na Guerra dos Seis Dias, Israel derrotou os exércitos conjuntos do Egipto, Síria e Jordânia e estabeleceu-se como uma superpotência regional, reconfigurando o Médio Oriente.
Em 1967 Israel era “um estado europeu”. Nascera de um projecto europeu e fora configurado geográfica e sociologicamente pelas vicissitudes da história europeia. Os árabes não estavam no centro da preocupação da maior parte dos judeus. O país estava moldado pelo sionismo trabalhista dos imigrantes polacos e russos dos primeiros anos do século XX, com as suas comunas agrícolas igualitárias semiautónomas, puritanas e provincianas - os Kibbutz. Muitos israelitas orgulhavam-se de viver em paz junto de árabes e incentivavam os jovens a familiarizar-se com a sociedade árabe local, tanto como com a flora e a fauna da paisagem. Para os sionistas de antes de 1967, os árabes eram parte do cenário físico no espaço onde o Estado de Israel se tinha estabelecido.

Os USA que, até aí, pouco apoio tinham dado a Israel, tornaram-se o seu principal aliado, contribuindo também com uma nova geração de emigrantes entusiastas, que já não traziam como os primeiros, velhos textos socialistas de emancipação, redenção e comunidade, mas uma Bíblia e um mapa. Para eles a ocupação da Judeia e da Samaria não era um problema, era a solução, e a derrota dos seus inimigos históricos, não era o fim da história, mas o início.

Também no rescaldo da Guerra dos Seis Dias, os judeus da Síria, Iraque, Egipto, Líbia e de outros países da região, foram sujeitos a perseguições e discriminação e o ritmo da imigração judia a partir dos países árabes conheceu uma subida acentuada. Esta nova população tinha opiniões fortes e distintamente hostis sobre os árabes, o que alterou significativamente a relação das forças políticas do país.

O risco que Israel corre hoje, é para muitos dos seus mais veementes defensores, que o sionismo se tenha tornado numa ideologia de autoveneração e exclusividade e pouco mais.

Notas tiradas de “O século XX esquecido” de Tony Judt



Nota: Os judeus são ~13,2 milhões, dos quais ~5,5 milhões vivem em Israel e na Palestina e ~5,1 milhões nos EUA .

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

O Túnel dos Pombos



John le Carré é um homem do mundo e muitas histórias. Umas reais e outras também, embora ficcionadas. Regressei a este livro para reler o Prefácio que, há três anos me persegue.


Quase não há um só livro meu que, a dada altura, não tenha como título provisório O Túnel dos Pombos. A sua origem explica-se facilmente. Eu andava pelos meus quinze, dezasseis anos quando o meu pai decidiu levar-me a Monte Carlo, numa das suas farras de jogo. Perto do antigo casino ficava o clube desportivo, em cuja base se estendia um relvado e uma carreira de tiro com vista para o mar. Sob o relvado havia pequenos túneis paralelos que conduziam em fila à orla do mar. Neles eram inseridos pombos vivos que tinham sido criados e apanhados em armadilhas no telhado do casino. A tarefa dos pombos consistia em esvoaçar pelo túnel escuro como o breu até saírem para o céu mediterrânico para serem alvos dos cavalheiros desportistas bem almoçados que se encontravam de pé ou deitados por terra à espera com as suas espingardas. Os pombos que ele falhavam ou só feriam na asa faziam então o que os pombos fazem. Regressam ao local do seu nascimento no telhado do casino, onde as mesmas armadilhas os aguardavam.  
A razão exacta por que esta imagem me assombra há tanto tempo é algo que talvez os leitores possam compreender melhor do que eu.

John Le Carré, Janeiro de 2016

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Frase do dia


Na prática a teoria é outra!
Vitor Cunha Rego (1933 - 2000), jornalista e diplomata português.

domingo, 26 de janeiro de 2020

São Sebastião



Este fim de semana, aqui na aldeia, foi a "Tradicional festa em Honra do Mártir São Sebastião".

Foi pelas onomatopeias de um clérigo da região do “Grande Porto” que tomei conhecimento do seu sofrimento quando, do púlpito, clamava para os fiéis:
-Atentainde na figura do martel!. Rodeado pelos seus alguoses! Que lhe lançabam as suas frestas! Zeguebum! Zeguebum! Zeguebum! Que se crababam no bandulho do santo!. … E o santo, …jorrando sangue aos gorgotões! Zum! …Zum!... Zum! 
e familiarizei-me com o seu poder mobilizador, nas festas dos pescadores de Matosinhos.

Aqui a festa é mais pequena. O sábado é recatado, mas o domingo é dia de muitos decibéis. 
Mesmo bem afastado do centro nevrálgico do evento, os meus cães não ladraram, não comeram e andaram todo o santo dia com o rabo entre as pernas, a esconder-se nos lugares mais recônditos, não com medo das setas que perpassaram o mártir, mas em sobressalto com os bombos, foguetes e o “ai ó larilolela””, que nem a voz melíflua do padre no Sermão em Honra do Mártir (também ele debitado em muitos decibéis) conseguiu serenar.

As lideranças cristãs atuais tendem agora a ver o santo como um mito. Nada contra. Mas se o julgar pelo seu poder sonoro (nas proximidades da capela deve andar pelos 110 decibéis), sou obrigado a considera-lo um sério concorrente a Thor, o deus nórdico dos trovões e das batalhas, e a atribuir-lhe, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um tempo máximo de emissão de 1 (uma) hora. E isto para humanos, pois se o PAN por aqui passar e pesar os efeitos sobre a bicharada doméstica e selvagem das redondezas, talvez lhe proíba este tipo de sonoplastia.

Mas cuidado com as penalizações, pois, como ele nos defende das malinas, da peste e da guerra, é  bom estar nas suas boas graças e eu sei de quem chamou a atenção a Santiago por ser politicamente incorrecto matar mouros, e ter saído da Catedral de Compostela com uma forte dor de cabeça que só parou à força de comprimidos.
I

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Haydée Milanés





Haydée Milanés (n: 1980, em Havana), é filha de Pablo Milanés.
Julieta Venegas (n: 1970) é uma mexicana nascida nos USA.
Omara Portuondo (n: 1930, em Cuba).

domingo, 12 de janeiro de 2020

Caos


Caos - do grego kháos, «abismo», significa em português: desordem; balbúrdia; confusão.

A palavra está na moda. A Saúde está um caos, o Ensino está um caos, os Transportes Públicos estão um caos. Tudo está um caos na boca de quem quer que se altere a relação das forças do jogo político, ignorando as consequências próximas e remotas dessas alterações.
A evolução tecnológica das últimas décadas, que afectou todos os sectores da nossa vida, exige actualizações bem pensadas e não em resposta a uma comunicação social ávida de notícias.

Petronius (27 – 66 AD), num tempo em que a tecnologia andava devagar, escreveu: Treinámos muito ... mas parecia que toda vez que começávamos a formar equipes, seriamos reorganizados. Mais tarde, aprendi que a nossa tendência para enfrentar qualquer nova situação reorganizando, é um método maravilhoso para criar a ilusão de progresso, enquanto se produz confusão, ineficiência e desmoralização.

Quem fala em “caos”, ignora as curvas de aprendizagem. Se estamos sempre a pôr em causa as regras por que uma organização se rege, a sua eficiência tende a diminuir.
Exigem-se "reorganizações" e “dinheiro” a toda a hora, mesmo quando o histórico de muitos dos grandes investimentos nos revela fraca utilidade e cara manutenção.

Na Europa, somos conhecidos como o país onde se fazem mais TACs e se tomam mais comprimidos por habitante.
Dá para pensar.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Profissionais de saúde

Texto roubado a uma filha veterinária




Quando era pequena podia ganhar dinheiro com as conversas médicas entre os meus pais. Quando eles, à mesa de jantar, se lembravam de discutir o doente da cama 15, a hemoglobina ou a bilirrubina, as tensões arteriais ou a biópsia, eu (e as minhas irmãs) caia-lhe em cima com queixas formais e multas. Salvo erro, eram 50 escudos por doente. Podia ter ficado rica, não fosse a total incapacidade de cobrar devidamente. Todos os dias, mesmo aos domingos, havia espaço para multas. Aquilo zangava-me muito. Os meus pais trabalhavam muitas horas e eu achava que deviam chegar a casa e dar atenção aos meus imensos problemas de adolescente ou ao facto de haver um disco novo que eu queria mesmo comprar e a semanada já ia curta, mas mais que isso, achava que já tinham dado demasiadas horas ao hospital para ainda o trazer para casa. Era injusto o hospital ser tão importante. No entanto, as conversas lá nos iam entrando pelos ouvidos adentro, mesmo com as zangas e as ameaças de multas (que lá os fazia pausar a discussão clínica, por minutos, e ouvir os nossos dramas existenciais), e na verdade acabamos as 3 por seguir carreiras ligadas à saúde.
Hoje, se pagasse à minha mãe por cada telefonema cheio de casos clínicos que lhe atiro no final do dia, já me tinha demitido e voltado para casa deles e  não, não é por não ter outro assunto, é porque isto pesa.
Trabalhar no ramo da saúde é uma coisa pesada. Ouçam, não vim para aqui queixar-me ou chorar o dia difícil.

Lembro-me de perguntar à minha mãe, num dia em que ela tinha discutido a morte de uma doente com o meu pai - no tempo em que as pessoas eram doentes, não eram utentes nem pacientes - se não ficava triste quando os doentes lhe morriam. LHE morriam. Ela disse que sim, que às vezes ficava, que havia doentes de quem ela gostava e que lhe custava muitíssimo, mas que os médicos não eram deuses, que havia doenças que não tinham cura, havia doentes velhos, que a morte era inevitável, e que com essas mortes ela já tinha aprendido a viver em paz. Para além da morte de doentes-amigos, havia outras que a assombravam - eram as que ela não sabia porquê, porque tinham morrido. Se não souberes o diagnóstico, não sabes se fizeste o melhor, se o podias ter salvo ou não. Isso sim, é um pesadelo. Esses eram os casos que ela e o meu pai tentavam solucionar todos os dias à mesa do jantar - as camas 15 ao lado dos tachos às cotoveladas connosco.

Hoje tive um dia difícil. Morreu-ME um cão de 16 anos que, apesar de lhe saber o diagnóstico e a idade e a inevitabilidade daquela morte, era de uma colega e que, por isso mesmo, me custou. Tenho internado um gato simpático, de uma família simpática, com um carcinoma indiferenciado abdominal que vamos operar amanhã e que apesar de todos os "fingers crossed", tem tudo para acabar mal, e por isso me custa. Tenho, na jaula ao lado, um outro cão jovem, de uma cliente adorável, que tem uma insuficiência hepática pela qual já não podemos fazer quase nada e ainda assim vamos fazendo unhas e dentes, que não sendo em lado nenhum culpa minha, me entristece. Vão ME morrer, mesmo que a culpa não seja de todo minha - diagnósticos feitos, boas práticas, consciência tranquila - o peso é nos ombros.

Hoje escrevo isto exactamente por o dia ter sido difícil e por ouvir com demasiada frequência as pessoas a dizer mal dos profissionais de saúde - os preços e as pressas. Médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, cuidadores formais e informais ligados à saúde (de medicina humana ou animal) não saem do trabalho à hora marcada e fecham a porta até às 9 da manhã seguinte. Os doentes comem connosco à mesa e dormem nas nossas almofadas.

Eu hoje ia ao cinema ver o Gaza. Não fui. Saí tarde e cansada.
Ia contar uma história palerma ao telefone à minha mãe. Não o fiz. Debitei angustias clínicas.
Ia cozinhar um jantarinho bom. É quase certo que vou jantar cereais.

A maioria dos profissionais de saúde que conheço são assim. Era bom que o mundo mandasse menos pedras. Não somos deuses e acreditem que isso também nos custa.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Natal



Natal é Pai Natal, é o S. Miguel do comércio, é a Festa da Família, é Festa da Solidariedade, é uma Orgia alimentar, é a Festa das Crianças, é o aproveitamento cristão da festa romana do nascimento de Hélios, deus do Sol (data oficial do solstício de Inverno) ... ??????

Quando uma história tem sucesso, outras se lhe irão colar, pelo que o Natal será aquilo que cada um quiser, e nada de mal daí virá ao mundo.

Para mim, o Natal celebra Jesus. Não o aparecimento do avatar de um deus, nem a criação de um semideus, mas o nascimento de um homem que deu inicio a uma revolução.

A invenção do Deus único para todos os povos, que torna todos “iguais”, independentemente da sua origem e poder, é brilhante. Até então cada povo tinha os seus deuses e os Judeus até acreditavam (e muitos ainda acreditam) serem o povo escolhido por Deus.

Jesus é o primeiro arauto do princípio da igualdade e da união, ao expandir o Deus único Judeu aos "gentios". A imprensa (Gutenberg: 1400-1468) deu um poderoso incremento à divulgação dos mesmos princípios. A Revolução francesa (1789-1799) elevou-os a Lei.

É esse o valor que celebro.