terça-feira, 30 de junho de 2009

Robin Wood






Robin Hood, Robin Hood,
Riding through the glen,
Robin Hood, Robin Hood,
With his band of men,
Feared by the bad, loved by the good,
Robin Hood! Robin Hood! Robin Hood!

He called the greatest archers
To a tavern on the green,
They vowed to help the people of the king,
They handled all the trouble
On the English country scene,
And still found plenty of time to sing.

Mito da minha infância, diz-me:

Qual era a tua percentagem no dinheiro que roubavas?
Qual era o teu critério na distribuição do restante pelos pobres?
Se continuaste assim depois do 30, ou se te acomodaste?
Quantos amigos defraudaste nesse teu percurso instável?
E quantos te traíram por causa de um caldo mais espesso?

Diz-me, que eu conheço alguns que pensavam como tu, e que depois de dois ou três sucessos, trocaram as Florestas de Sherwood por bons apartamentos no centro da cidade.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O ciclista
























Na escola fora uma aluno mediano e sem qualquer característica que o evidenciasse.
Mais tarde, num acaso de campo aberto, conquistou algumas etapas com sorrisos.
Depois, na ânsia de acompanhar quem trepa, empurrou quem estava próximo como um afogado.
Agora tenta subir "à ciclista", vergando-se para cima, enquanto espezinha quem lhe fica abaixo.

domingo, 28 de junho de 2009

Os Minimeus!


Digam lá o que disserem, eles existem. Só pode! Senão, como é que se explica ficar com esta tarde de trabalho estragada.

Há uma semana que estava programada: de manhã passo pelo “Pompeu” , e compro uma lâmina nova; depois do almoço visto a roupa de trabalho, substituo a lâmina na motosserra e vou ao castanheiro que secou e ponho-o todo aos paus.
Um trabalho para uma tarde com os minutos contados, e logo haviam da aparecer vocês, a esconder um dos parafusos que segura a lâmina.
Claro que não vos vi, que vocês são piores que ratos, apanham um fulano com pressa, e é aí que atacam, fazendo desaparecer uma coisa fundamental para o dia. Se eu estivesse em Lisboa, roubavam-me o telemóvel, só porque sabem que eu não sei nenhum número de cor, mas hoje bastou um parafuso, porque é sábado e é difícil achar outro que sirva aqui.
Imagino-vos a rir, a ver-me desmontar a máquina até às entranhas, com risco de sobrarem peças, por me parecer senti-lo a dançar lá dentro quando a abanei.

É assim que vocês são. Só quando se desespera e desiste, é que vêm sorrateiros pôr o objecto roubado mesmo debaixo dos nossos olhos.
O gozo que vos deu pôr o parafuso na bainha das minhas calças!

Sois uns safados, seus Minimeus!

sábado, 27 de junho de 2009

Violência Doméstica
























“Na nossa sociedade, à excepção da polícia e dos militares, é a família o grupo social mais agressivo, e o lar o quadro social mais violento. É mais provável uma pessoa ser assassinada na sua casa por outro membro da família do que noutro lugar ou por outra pessoa qualquer”. Martin Daly & Margo Wilson in “Homicide”.

Dito de outra maneira: “Quem tem maior probabilidade de te matar, já tem a chave de tua casa”.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson


Michael Jackson superstar, King of Pop and one of the best dancers of our time.
Inventor do MoonWalk!

Thanks!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Carta aberta a uma enfermeira de cabeceira























Queria falar-te do respeito que te tenho, por baixo deste meu ar desatento.
Podia dirigir-me às mais velhas, a quem os anos não tirou a esperança e que sempre souberam que a dignidade se conquista nos gestos do dia a dia, mas hoje és tu que inspiras o texto, talvez por teres ainda nas expressões, a graça espontânea das crianças.
Queria dizer-te que é bom saber que poderei tropeçar nos teus gestos fáceis e delicados no meio de todos aqueles incómodos e sofrimentos, que é bom ouvir do teu sorriso um “não inteligente” a uma provocação, ou um “sim eficiente” a uma solicitação, sem ter de explicar o que cada uma significa, e que é bom saber que posso confiar e ir embora, certo que não irás discutir o sexo dos anjos ou inventar uma qualquer pólvora incendiária na primeira esquina.
Podia dizer-te mais coisas que são da tua arte e que tu fazes como quem dança, mas temo que te envaideças, e passes a ténue linha que nos separa da ficção e te percas em nuvens que não são tuas.
Por isso peço-te que não percas a graça nem te automatizes no branco seco dos gestos eficientes e que não sintas a mágoa da falta de reconhecimento, pois não é aí que está a dignidade da tua profissão.
Peço-te ainda que esqueças quem, por ignorância, desvaloriza os teus gestos e que perdoes quem, por desatenção, não repara que “se tudo está bem” é porque tu lá estavas diluída no meio dos tratamentos.
Por isso, mesmo que não te fale nem te veja, trabalho melhor quando tu estás.
Fernando

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Liderança























"O poder é a capacidade de levar outros a fazerem o que queremos, e isso pode conseguir-se de três formas. Ameaçar as pessoas através da coacção, pagar-lhes ou atraí-las para aquilo que se quer. Às duas primeiras formas chamo hard power e à terceira soft power. As três continuam a ser importantes e a capacidade de as combinar é aquilo que chamo smart power (poder inteligente).
Mas, na era da informação, o papel do soft power nessa mistura é cada vez maior."
Joseph Nye Jr. na revista Visão, nº 850, 18 de Junho de 2009

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Agora no Serviço de Urgência



- Oh Sr. Enfermeiro, então há 1 hora e 15 minutos que colheu o sangue e ainda não o enviou para o Laboratório? Isso tem jeito?
- O que não tem jeito, é há mais de 1 mês o sistema de vácuo estar avariado. Isso é que não tem jeito!


E continuamos calmamente a justificar uma inoperância com outra inoperância.

sábado, 20 de junho de 2009

Rãs















Vou pensando, enquanto me aproximo do tanque.
“Sauros, ofídios, quelónios e crocodilos … nada disso. Isto, eram os répteis.
Ápodos, anuros e urodelos … é isso! É um anfíbio (batráquio). Estão entre os peixes e os répteis!
A rã é um anuro! O tritão e as salamandras são urodelos por terem cabeça, pescoço, tronco, patas e cauda. As rãs não têm pescoço nem cauda. Os ápodos não têm pernas - não me lembro de nenhum!

Rac, rac, rac! Rac, Rac, rac!
-“Oh avô, vamos ver as rãs? “
-“Vamos! Mas vamos devagarinho, que elas assustam-se!” E o João de mansinho e elas, zás para dentro de água.
São as rainhas do tanque, depois dos tritões que passeavam pelo fundo se zangarem com a limpeza.

-“Se estiveres quieto, elas vêm ao de cima outra vez. Mas não te podes mexer!”
-“Está bem avô!”
-“Olha ali!” Sussurro-lhe ao ouvido, enquanto aponto uma que surge por cima de um nenúfar. “Estás ver?”
-“Estou!” E, sem mais, atira-lhe o pau que tem na mão, e ri-se de a ver fugir.
-“Então, como é? Não podes fazer mal às rãs. Elas ajudam-me muito. Comem aqueles mosquitos que te picam e te fazem aquelas bolhas vermelhas! Lembras-te?”
-“Sim avô!”
-“E elas também me dizem que a água está boa para eu regar!”
-“Porquê?”
-“Porque se a água estiver estragada, elas morrem ou vão embora! Sabes João! Estas rãs são muito valiosas! Não lhes podemos fazer mal! Está bem?”
-“Está!”

-“Mas, Oh avô! Posso atirar só mais esta pedra às rãs?”
-“Só se fores capaz de dizer: apodos, anuros e urodelos!”
-“Arvus, arvuros e bedelos!”
-“Está bem! Podes atirar a pedra! ... Mas só esta!”

terça-feira, 16 de junho de 2009

Sexo Oral























Num processo legal contra a sua ex-namorada (Sharon Irons), Richard O. Phillips alegou que seis anos antes tiveram sexo oral, e que, sem o seu conhecimento, ela terá usado o seu sémen para se inseminar.
Do facto resultou um bebé, que os testes de DNA provaram ser seu.

Phillips só muito mais tarde tomou conhecimento da gravidez e do nascimento, pelo que alegou roubo, fraude e intenção de criar perturbação emocional.
O Tribunal ordenou-lhe o pagamento de 800 USD por mês para sustento da criança.

Foi considerado que embora Irons tenha efectuado um acto que Phillips não antecipara, tal facto ocorreu depois de ela se ter apropriado legitimamente (e com o seu consentimento) do seu esperma.
Como ela reclamou, e o Tribunal de Illinois aceitou, “quando o queixoso disponibilizou o seu esperma, fê-lo como uma dádiva – uma transferência absoluta e irrevogável do título de propriedade de um doador para um receptor … e não ficou definido se o depósito original deveria ser devolvido se solicitado”.
Mas para melhor entendimento o melhor é mesmo ler a notícia … em Inglês.

domingo, 14 de junho de 2009

Crenças e Tradições do Minho























Este livro foi-me trazido, em boa hora, pelo seu autor, depois de me dar um tópico sobre o assunto, numa conversa lateral a uma consulta.
Manuel Moreira do Rego, nasceu em Vila de Punhe em 1955. É licenciado em História e Ciências Sociais pela Universidade do Minho, e Professor da Escola do Ensino Básico e Secundário de Barroselas.
É a sua tese de mestrado, que defendeu em 1997.

Lê-se num fôlego. Conta, com graça e crítica, o que está subjacente ao pensar “tradicional”, na região do Minho.

Transcrevo um extracto para aguçar o apetite:

As gentes do Neiva, por convicção ou medo das iras dos santos, evitam negociar com os padres a comutação das suas promessas e, por isso, ainda as cumprem, desde que os santos também satisfaçam os respectivos pedidos e condições. Se o seu pedido não for atendido a promessa não é cumprida e, por vezes, dada a proximidade da imagem e do corpo esculpido à maneira humana, tornava-se o próprio santo objecto de retaliação, escárnio ou mau trato. Este comportamento foi também observado por outros ….: Carlos Silva, refere que, na vizinha freguesia de Aguiar, no Vale do Neiva, consta que a imagem de S. Bento lhe falta um braço, devido ao facto de o santo não ter respondido ao pedido de um transeunte devoto e, em freguesia de concelho vizinho, perante o não atendimento das súplicas de chuva, os moradores embrulharam o santo em bosta e retorquiram-lhe: -“Agora, se quiseres limpar-te, manda vir chuva e lava-te!”

sábado, 13 de junho de 2009

Recuerdos de Alhambra


Recuerdos de la Alhambra de Francisco Tárrega (1852 — 1909).

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ginko Biloba



Tu sabes porque estás aí. Sabes, porque te disse já o respeito que tenho por quem assume a sua função e não desiste nem se queixa.
É assim que te penso, depois de saber que és a mais velha árvore do mundo - “um autêntico fóssil vivo”, pois os teus pais já por cá andavam há 270 milhões de anos. Depois tens uma longevidade de mais de mil anos e resistes a tudo, quer à poluição, quer à bomba atómica, para além de há séculos te encontrares no top da Medicina Alternativa.
Encantaste-me há mais de 20 anos numa rua de Nova York e, de repente, apareces em todo lado.
Trouxe-te bem pequena, e temi por ti, por causa do gato gostar de afiar as unhas no teu tronco, mas aguentaste-te.

Todos os dias te cumprimento, com um leve dobrar do tronco, para ter a certeza que a tua origem chinesa me entende, pois quero estar nas tuas graças, não vá necessitar das propriedades antioxidantes dos teus flavonoides para a minha microcirculação.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Nitrato do Chile










Olha-se e lê-se nuns azulejos que resistem aos anos, colados nas paredes laterais das casas marginais às principais vias de há 100 anos – NITRATO DO CHILE, e ficamos habitualmente por aí. Era um adubo.
Mas se estranharmos poderemos ficar a saber que:
A sua fórmula química é Na NO3
Que o Chile foi o maior produtor mundial entre 1850 a 1930 com grandes proventos, e que, em 5 anos (1935) a sua produção caiu 96%, facto agravado pela progressiva queda do seu preço, o que causou uma grave crise económica.
Que por causa dele houve uma Guerra que opôs o Chile à Bolívia e ao Peru, entre 1879 e 1881, em que o Chile fez importantes conquistas territoriais.
Que o Nitrato de Sódio era principalmente utilizado na Indústria Química (explosivos) e como fertilizante.
Que a causa do declínio do seu consumo não foi a exaustão das minas no deserto de Atacama, mas a síntese da amónia (NH4), em 1909-1910, pelos alemães Haber e Bosch que, para além de ultrapassar o bloqueio que os Ingleses, detentores da exploração e comercialização, tinham imposto à Alemanha no inicio da Primeira Guerra Mundial, revolucionou a economia mundial.
Que aquele logótipo pertencia a uma empresa que comercializou este produto na Península Ibérica entre 1920 e 1930.
Que foram os adubos que aumentaram a produtividade das terras agrícolas da América e da Europa, desde o fim da Primeira Guerra Mundial, e permitiram a intensificação da agricultura e a produção de alimentos mais baratos.

Que é também usado como fixador de cor e conservante em carne e peixes, e que impede o botulismo nas conservas.
Que o Nitrato de Amónio - NH4 NO3, seu substituto, é mais rico em Azoto.

Que a poluição das águas por nitratos é, actualmente, um problema mundial.
Que os Nitratos e Fosfatos usados na agricultura são rapidamente dissolvidos na água, pelo que se não forem assimilados pelo sistema radicular das plantas, são facilmente arrastados pela água da chuva ou das regas, chegando até às águas subterrâneas, aos lagos ou aos rios, onde constituem nutrientes para as algas que, com a sua proliferação, consomem o O2 da água, dificultam a penetração de luz impossibilitando a fotossíntese nas zonas inferiores, impedindo assim a produção de O2 e causando a morte da restante fauna e flora (eutrofização).
Que os Nitratos são um indicador de poluição difusa de água subterrânea e, por serem estáveis em condições anaeróbicas, são considerados persistentes e de remoção onerosa ou tecnicamente inviável, prejudicando o abastecimento público e privado.

Que também estão na origem da proliferação do comércio das águas engarrafadas (minerais e de nascente), dado que para a sua comercialização é necessário provar que os aquíferos de onde provêm estão isentos de poluição e estão implantados em locais protegidos de qualquer ameaça poluidora.

Que podem oxidar o radical ferro da Hemoglobina e levar à formação de Methemoglobina que impede a libertação do Oxigénio para os tecidos - fatal em concentrações >60%.
Como as crianças com menos de 6 meses são particularmente afectadas (síndrome do bebé azul), a água da torneira não deve conter mais de 10 ppm (partes por milhão) para se considerar potável.

terça-feira, 9 de junho de 2009

S. Domingos























São Domingos de Gusmão (1170-1221), nasceu numa aldeia de Castela.
Foi o fundador da Ordem dos Dominicanos, no ano de 1216, em Toulouse (França), em plena Cruzada contra os Albigenses (1209 – 1229).
Esta Ordem formada por religiosos (não são monges), tem como objectivo a pregação (função até então exclusivamente reservada aos bispos), e a conversão ao cristianismo.
Para “evangelizar” os Cátaros, que defendiam um modo de vida simples e honesto, que em tudo contrastava com a ostentação de poder financeiro e político da Igreja Católica, e que tinham por isso grande adesão popular, S. Domingos, à semelhança de S. Francisco de Assis (1181 – 1226), optou por uma estratégia de simplicidade ao estilo apostólico e mendicante.
Nascera na nobreza e era um líder de fortes convicções. Enquanto estudante em Castela, oferecera-se para ser vendido como escravo para conseguir a libertação de cristãos feitos prisioneiros pelos mouros.
A sua perseverança na senda da pobreza e os múltiplos debates, criaram-lhe, ao fim de poucos anos, grande reputação embora pouca conversões.
Segundo uma lenda, um dia foi interceptado, no meio de um campo, por um grupo de camponeses “hereges” que lhe perguntaram o que faria ele se o atacassem. A famosa resposta de S. Domingos: “Pedir-vos-ia que não me matassem de um só golpe, e que me arrancassem membro por membro, para que o meu martírio pudesse ser prolongado; gostaria de ser um simples torso sem membros, com os olhos arrancados com os dedos, afogando-me no meu próprio sangue, para desta forma ganhar com maior mérito a minha coroa de mártir”. Deixaram-no em paz.

Foi esta Ordem que forneceu a cúpula directiva da Inquisição, criada por bula do Papa Gregório IX em 1233, que iria atormentar a Europa mais de 250 anos.
Os “Domini canes” – os cães de Deus.