quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Lei de Brandolini


A lei de Brandolini, também conhecida como o princípio de assimetria da estupidez, é um
aforismo segundo o qual "a quantidade de energia necessária para refutar a idiotice é de uma ordem de grandeza maior do que a necessária para produzi-la".

Em síntese, enquanto a desinformação pode ser amplamente divulgada e aceite rapidamente, o processo de desmascará-la exige um esforço considerável para provar a sua falsidade.

In Wikipédia
editarO princípio foi formulado publicamente pela primeira vez em 11 de janeiro de 2013 pelo desenvolvedor de software italiano Alberto Brandolini sob o título em inglês bullshit assimetry principle.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Sessão de Desenho de 06/10/2026



18 desenhos em 2 horas. Poses de 3, 5, 10 e 15 minutos

















Ao meu lado desenhava, com um único traço, o pintor Manuel Rodrigues Almeida 






 

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Sessão de desenho de 22/09/2026

14 desenhos em 2 horas. 


















E ao meu lado desenhava john Chien Lee


 

sábado, 12 de setembro de 2026

Se fosse eu...

«Cada um sabe de si e Deus sabe de todos.» Era o que repetia aquele meu colega de profissão, uma máxima cujo peso real só alcancei quando o vi consumido pela doença.

​Ele tinha todas as Cartas de Alforria do mundo: inteligência viva, berço de ouro, aprumo físico e um apelido de peso na cidade. No entanto, a constante desafinação entre esses atributos empurrava-o para o desprezo alheio, descarregado quase sempre sobre os mais frágeis. Semanalmente esbarrava nele ou nos destroços que deixava para trás. A sua presença provocava-me uma náusea funda e muda, sobretudo quando ouvia terceiros gabarem-lhe a audácia e os dotes. Reconhecia-lhe competência técnica, mas habitava nele uma compulsão por fazer "diferente" — e esse diferente traduzia-se, inevitavelmente, em ruína.

​Partiu a meio do caminho, vítima de uma fatalidade banal e evitável. Uma morte tecida pelo desleixo de quem tinha a obrigação de saber como se salvar. Só mais tarde soube que a sua bússola andava à deriva por força de uma Psicose Maníaco-Depressiva que o assaltava à revelia dos tratamentos.

​Atiramos pedras e traçamos destinos aos outros com a leveza de quem ignora o abismo alheio. As nossas certezas morrem quase sempre na praia de condicionantes invisíveis: aí, ou nos crescem asas para sobrevoar o absurdo, ou cruzamos os braços a lamentar a crueza do mundo.

​O poder tem, afinal, a mesma geometria hesitante. Veja-se o fenómeno de Fátima — uma heresia "fora da caixa" que a Igreja Católica acabou por engolir a custo, enquanto esmagava, com o mesmo fervor, as aparições idênticas em Vilar Chão. É a conveniência a ditar a fé.

​Do mesmo modo, ao ouvir a retórica inflamada de Ventura contra o Ministro da Administração Interna, pergunto-me que mãos invisíveis lhe movem os cordões. Fosse eu um dos barões do tráfico apanhados pela Polícia Judiciária nos tempos de Luís Neves, e seria hoje o seu mais generoso patrono na sombra. Fosse eu o inquilino da Casa Branca, do Kremlin, de Pequim ou de Nova Deli, e moveria céus e terra para que a União Europeia nunca se erguesse como um bloco capaz de rivalizar com os meus desígnios.

​O bicho homem nunca foi espécie de confiança — quer a sós com a sua consciência, quer amordaçado em corporações. No final do dia, a arquitetura do mundo reduz-se a uma feira vulgar: quem vende o quê, e a que preço!

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Heurísticas

Heurísticas são atalhos mentais que simplificam decisões complexas. A palavra ainda não entrou no léxico comum, mas deveria, para nos mantermos atentos nas nossas escolhas.

​Não pensar antes de abrir a boca e reagir a quente, sem medir a conveniência ou a precisão das afirmações, são atitudes comuns em todos nós,  mas mais frequentes em quem cresceu  sem grandes dificuldades, apoiado pelo Estado e pela família, e que, na vida adulta, continua a acreditar que eles lhe vão continuar a proteger o futuro.

​Pais e psicólogos empurram jovens para o futuro, evitando atitudes "musculadas" que os obriguem a considerar que nem tudo é tão "fácil quanto parece", e é vê-los, já crescidos, a falar de bancada e a destratar qualquer tentativa de correção.

​Mas virá o dia em que a realidade lhes baterá à porta e, nessa altura, não haverá quem lhes possa secar as lágrimas, enquanto rebobinam o passado e veem tudo o que de importante se perdeu com as suas tentativas de afirmação.


terça-feira, 18 de agosto de 2026

Volta



Em dia de canícula, fui levantar o passaporte à Loja do Cidadão. Saí cedo, para fugir ao calor, e andei sempre pela sombra, sem contar que ele se antecipara e entrara pela loja adentro, aproveitando a multidão acumulada pelos tempos de espera excessivos.

Nem meia hora passada, comecei a sentir aquela fraqueza, sintoma indefinido de sede, e fui comprar uma garrafa de meio litro de água para repor o equilíbrio.

E agora? Que fazer à garrafa?

Havia diversos contentores para separar o lixo, mas nenhum tinha o símbolo da “Volta”!

Ok! Já de passaporte na mão, dirigi-me ao Centro Comercial próximo, onde sabia haver um supermercado enorme.

Aí chegada, procurei… e não vi nada. Tive de perguntar. Era lá no fundo, bem escondido. Quando finalmente o encontrei, estava um jovem pai, com um carro de supermercado e dois enormes sacos de lixo cheios de garrafas vazias, divertindo-se com a sua criancinha, de uns três anos, a colocar as garrafas na máquina, ao seu ritmo, rejubilando com os barulhinhos que a máquina emitia a cada entrega.

Muito giro! Mas não dá para ficar à espera…

Decido apanhar o Metro e voltar para casa, na esperança de encontrar, no meio dos muitos contentores para separação do lixo ali existentes, um com o símbolo “Volta”! Dou duas voltas à estação e confiro que “não há Volta”. Quase dei por mim a temer que roubassem o meu tesouro de 10 cêntimos.

De volta à rua, deparo-me com uns contentores a abarrotar e com uma mulher a catar as embalagens que se encontravam ao alcance do braço, atirando para o chão o lixo que se interpunha. Podia ter-lhe dado a minha garrafa, mas escondi-a, instintivamente.

É óbvio que estou chateada com o sistema! Eu já não gastava embalagens de plástico e tinha o cuidado de reciclar as latas de Coca-Cola, que me servem de elixir da longa vida!

Da última vez que fui a uma máquina “Volta” do supermercado, havia fila de espera e a máquina avariou. Assim, andei pelo supermercado, às compras, com o lixo atrás de mim, para o trazer de volta a casa…

Sendo assim, e na impossibilidade de vandalizar cada máquina que existe, proponho:

  • levar sempre uma garrafa reutilizável;
  • não consumir NADA que tenha “Volta” no rótulo;
  • assinar uma petição para acabar com o “Volta”.

A não ser que:

Ponham as máquinas ao lado dos contentores de lixo normais, onde se faz a separação, e devolvam o dinheiro para o cartão de débito ou de crédito.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Sessão de Desenho de 28/07/2026





















 E ao meu lado desenhava John Chien Lee