sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Dia de Santa Luzia

13 de Dezembro - Dia das protectoras dos olhos e dos Oftalmologistas.
Diz a tradição:
Santa Luzia pertencia a uma nobre família napolitana que vivia em Siracusa (Sicília). Era dona de grande beleza. Orfã de pai desde os 4 anos, foi prometida pela mãe,  como esposa a um jovem da corte local, contrariando o seu voto de "consagrar a Deus a sua virgindade". O ex-noivo não se conformou com a recusa e denunciou-a, como cristã, ao governador romano - Pascásio, que a questionou. Ela, depois de muitas dissidências ter-lhe-á perguntado: "mas afinal o que vê o nobre patrício em mim de tão desejável?", ao que Pascásio respondeu: "os teus olhos brilham como duas estrelas e encantam como duas pérolas". Face a isto, Luzia "num gesto rápido de sublime heroísmo", arrancou os olhos e colocou-os numa bandeja, ordenando que os enviasse ao seu pretendente. Depois foi martirizada. Era o dia 13 de Dezembro de 304.

Santa Otília, nasceu cega e foi recusada pelo pai - Aldarico da Alsácia (Alemanha), que a entregou a um mosteiro. Quando o bispo a baptizou disse: "Que os teus olhos do corpo se abram, como foram abertos os teus olhos da alma" e foi-lhe restituída a visão. Então, quiseram-lhe arranjar um bom casamento e Otília preferiu a vida religiosa. Convertido, o pai transformou o seu castelo de Hohenbourg, nas margens do Rio Reno, num mosteiro. Ela foi a primeira abadessa. Aí recolheu pobres e doentes e aí morreu no 13 de Dezembro de 720.
Desde então, por sua intercessão, os devotos que molham os olhos doentes na água proveniente da fonte do mosteiro, conseguem a graça da cura.

Nos Países Nórdicos, a 13 de Dezembro, organizam-se cortejos em que uma rapariga loira de cabelos compridos, vestida com uma túnica branca e uma fita vermelha na cintura e com uma grinalda de verdes com velas acesas, encabeça uma comitiva de jovens mulheres, cada uma com uma vela, que desfila pelas ruas e visita escolas, hospitais, fábricas, etc, procurando transmitir alegria. No antigo calendário Juliano (que se usou na Suécia até 1753), esta data correspondia à noite mais longa do ano (o solstício de inverno - no calendário gregoriano é a 21 de Dezembro), quando o Sol atinge o ponto mais ao sul da sua trajectória em relação à Terra. É uma tradição pagã que o cristianismo se apropriou para facilitar a conversão.

No Norte e no Sul canta-se a zona costeira do Borgo Santa Lucia, na Baía de Nápoles.



É a globalização!

Em Viana do Castelo de hoje, Santa Luzia não tem festa. Dá nome ao monte e ao que lá está: ao Templo dedicado ao "Sagrado Coração de Jesus" por ter livrado a cidade da Pneumónica  (1918), construído no local onde até 1926 havia uma pequena capela que lhe era dedicada,  à citânia da Idade do Ferro (Séc: VII a II a.C.), à pousada e ao elevador.

Mas eu, que gosto de santos de carne e osso, faço de Lúcia cabeça, olhos e braços e tenho-a por uma santa atenta e diligente que me anima e me sossega de 2ª a 6ª feira.

1 comentário:

Alima das Cartas disse...

Confesso que já não vou ao monte de Santa Luzia à uma camada de anos, mas nunca pensei que a construção da basílica fosse assim tão recente. As coisas que se aprendem na blogosfera...