domingo, 22 de fevereiro de 2026

Virtude

 


Virtude é aquilo que fazes quando não está ninguém a olhar. Clive Staples Lewis (1898–1963) escritor, ensaísta e académico britânico


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Juventude



A juventude é uma coisa maravilhosa. Que pena desperdiçá-la em jovens.
George Bernard Shaw (1856 – 1950) dramaturgo.

Aquilo que mais admiro nos romanos é o desprezo absoluto que eram capazes de mostrar em relação ao culto da juventude.
Tom Holland (1968 - ....), historiador.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Sara

Sara a deixar-me agradavelmente surpreendido!
 Sara (7 anos)-volante. Carolina (11 anos)-base


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Informação assimétrica


Até que ponto deve o vendedor revelar informação ao comprador?

Diógenes da Babilónia (240 BC -150 BC) e o seu discípulo Antíparo de Tarso discutiram este dilema à luz da informação assimétrica. Imaginemos que um homem traz um grande carregamento de trigo de Alexandria para Rodes, num momento em que o trigo é caro nesta cidade devido à escassez e à fome. Suponhamos ainda que ele sabe que muitos outros navios zarparam de Alexandria em direção a Rodes com a mesma mercadoria.

Deverá informar os rodienses desse facto e vender o trigo a um preço justo, ou aproveitar a circunstância para o vender pelo preço mais elevado possível?

Diógenes defendia que o vendedor deveria revelar apenas o que o direito civil exigisse. Antíparo, pelo contrário, sustentava que toda a informação relevante deveria ser revelada, de modo que não existisse nada que o vendedor soubesse e o comprador ignorasse.

Taleb inclina-se para a ideia de que a política mais eficaz — e moralmente isenta de vergonha — é a transparência máxima, idealmente acompanhada até de transparência de intenções.

Mas surge a fratura ética quando o comprador é um “suíço”: o estranho, o distante, aquele em relação ao qual as nossas normas morais tendem a ser atenuadas ou mesmo suspensas. Exercemos as nossas normas éticas apenas até um certo limite de escala; a partir daí, elas deixam de funcionar.

É uma infelicidade estrutural, mas o geral acaba por matar o particular. Será possível ser-se simultaneamente ético e universalista? Em teoria, sim. Na prática, porém, sempre que o “nós” se transforma num clube demasiado grande, o sistema degrada-se e cada indivíduo começa a agir primordialmente em função do seu próprio interesse.

in "Arriscar a Pele - Assimetrias ocultas na vida quotidiana" de Nassim Nicholas Taleb

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Eleições



Os políticos de um país têm de ser capazes de dar passos visíveis na resolução dos problemas que vão sendo identificados, sabendo que haverá sempre uma parte da população negativamente afetada por essas medidas. Como é impossível “agradar a todos”, o melhor a fazer é resolver os problemas tentando minimizar os efeitos negativos sobre a população atingida. Minimizar não significa eliminar, pois, se essa fosse a intenção, nunca seria possível implementar coisa alguma.

Portugal enfrenta problemas crónicos, que os sucessivos governos têm evitado enfrentar por receio de que um aumento de impopularidade lhes faça perder as próximas eleições — e, consequentemente, os cargos de que depende a respetiva clique. 
Temos um país a envelhecer, sem solução eficaz para os idosos sem cuidadores familiares disponíveis e com rendimentos insuficientes para pagar uma ERPI (Estrutura Residencial para Idosos). 
Temos um SNS incapaz de lidar com os custos crescentes da Saúde, resultantes das maiores necessidades humanas e do preço cada vez mais elevado das terapêuticas sofisticadas. 
Temos um ordenamento do território incapaz de responder a incêndios, inundações, erosão costeira e à necessidade de criação de novas vias de comunicação. 
Vivemos num país onde a burocracia cresce em todos os setores, criando barreiras à resolução de pequenas dificuldades do dia a dia. 
Temos uma Justiça que, sob o pretexto das “garantias”, abre espaço à fraude mais descarada por parte de quem tem recursos financeiros. 
Temos um país pouco culto, onde grande parte da população é incapaz de compreender a complexidade de algumas soluções e se entrega com facilidade ao populismo das respostas simples. 

Sim! Precisamos de mudar! Mas não podemos saltar da frigideira para o fogo. 

Precisamos que os políticos estejam mais próximos, para que possam ser responsabilizados pela população. 
Precisamos que Lisboa deixe de ser o centro único, e que passemos a ter vários centros decisórios independentes — para a Saúde, a Justiça, a Segurança Social, o Ensino e a Gestão do Território.
Precisamos urgentemente de uma verdadeira “Regionalização”. 
Precisamos de responsabilizar os decisores e julgá-los quando for caso disso, sem permitir uma sucessão interminável de recursos, tratando o erro judicial do mesmo modo que se trata o erro médico.

Lisboa já deu provas de ineficiência na gestão do país. É tempo de pensar “fora da caixa”. É preciso que Lisboa deixe de sugar a “inteligência” e o poder económico de Portugal, para que se possam criar centros decisórios eficazes fora da sua tutela.

The way to get started is to quit talking and begin doing." - ... Walt Disney