
O termo surge no discurso médico no século XVI, em França, associado a “teorias uterinas” que postulavam que “fumos” emanados por uma "matriz doente", invadiam o organismo provocando convulsões e crises de histeria.
Como tal eram apanágio das mulheres.
Mais tarde, descrevem-se nos 2 sexos e associam-se aos ambientes votados à inactividade e à libertinagem. Eram descritos como endémicos nas grandes cidades, onde atacavam principalmente as mulheres da aristocracia e burguesia rica.
Demasiado vagos e movediços para se adaptarem ao rigor da observação clínica deixam de interessar à medicina moderna e vão encontrar refúgio nos salões mundanos, onde se consagraram, para exprimir o círculo de humores, caprichos, amuos, desmaios, dores de cabeça diplomáticas, palpitações, lágrimas fingidas e outras insignificâncias com as quais uma mulher deve continuamente jogar para que lhe chamem “uma linda mulher”.
O destino trágico dos chiliques acabou na comédia humana.
Mais tarde, descrevem-se nos 2 sexos e associam-se aos ambientes votados à inactividade e à libertinagem. Eram descritos como endémicos nas grandes cidades, onde atacavam principalmente as mulheres da aristocracia e burguesia rica.
Demasiado vagos e movediços para se adaptarem ao rigor da observação clínica deixam de interessar à medicina moderna e vão encontrar refúgio nos salões mundanos, onde se consagraram, para exprimir o círculo de humores, caprichos, amuos, desmaios, dores de cabeça diplomáticas, palpitações, lágrimas fingidas e outras insignificâncias com as quais uma mulher deve continuamente jogar para que lhe chamem “uma linda mulher”.
O destino trágico dos chiliques acabou na comédia humana.

