segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Crucifixo


Nunca entendi este icon da cristandade. Dá-me logo para pensar que se Cristo tivesse sido executado de outro modo, iria encontrar agora, na rua, alguém com uma jóia ao peito com Ele pendurado pelo pescoço numa corda, num cepo com um machado, num garrote, à frente de um pelotão de fuzilamento ou numa cadeira eléctrica, se tal acontecesse noutra época ou noutro local, já que são inúmeras as opções para pôr fim às dissidências.
Trouxe-te por seres em pau-preto e representante da arte africana, e pus-me às voltas contigo. Aqui não! Aqui também não! Ali ... definitivamente Não! Não ficas bem em nenhum canto desta casa. Pareces atrair maus humores. Lembras a traição e o oportunismo de quem te esteve próximo.
Se fosses positivo e nos inspirasses confiança,  eu arranjava-te um lugar. Assim ..., desculpa a viagem. Vais voltar à origem e ficar à espera de quem esteja disponível para o martírio, que é o fim provável dos espíritos sedentos de verdades absolutas.

1 comentário:

aguerreiro disse...

Deixe lá eubtroco o Cristo por um calendário da Mabor, edição especial para camionistas e sempre haverá l'por casa um prego para o dependurar!