Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

Hortas Urbanas


Sempre ouvi os insensatos, menosprezarem quem, fruto de estudo e alguma visão, faz propostas contra a corrente do pensamento da maioria.
O Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, nestes últimos 30 anos, tem sido alvo da "condescendência ignorante" de muitos de nós, na sua luta em defesa das Hortas Urbana.

Horta urbana é um pequeno lote de terreno (excluem-se os quintais contíguos às habitações) alugado a particulares para a cultura de legumes, frutos ou flores, em áreas urbanas ou periurbanas. É um equipamento comunitário que dá à cidade um espaço de interacção social e que lhe aumenta a qualidade ambiental. É uma infra-estrutura com custos reduzidos, grande potencial de retorno na vida económica das famílias e um factor importante no combate à exclusão de desempregados, idosos e pessoas com deficiência.

Os jardineiros individuais organizam-se em associações, que arrendam a terra a um proprietário, que pode ser uma entidade pública, privada ou eclesiástica, e que geralmente determina que seja usado somente para jardinagem
Em muitas cidades, por essa Europa fora, há lotes que se arrendam ou que as edilidades cedem para jardinagem não-profissional. O tamanho das parcelas, varia entre 50 e 400 metros quadrados, e muitas vezes os lotes incluem um coberto para ferramentas e abrigo.
Em Guimarães a Horta Pedagógica , tem tido muito sucesso. Em Lisboa já há gente nos Parques Hortícolas.
Na Holanda há 240.000 pequenas Hortas Urbanas, mas começaram em 1838.

Vamos lá a ver se a "crise" nos põe no bom caminho, nos faz voltar aos terrenos abandonados e deixarmos de os ter à espera de um bom negócio com alguém que queira lá pôr uma casinha.

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