sexta-feira, 5 de março de 2010

O Papa João Paulo II























-"Larguem-me! Deixem-me entrar, que eu sou o Papa João Paulo II!"
E ali à porta de imediato se estabeleceu um sururu, de gentes que se afastam e outras que atrás o tentam agarrar, enquanto a acompanhante, de telemóvel em punho, dava um directo daquela entrada no Serviço de Urgência.
-"Eu sou o Papa João Paulo II!", insiste, esbaforido, forçando a entrada e, num repente, livra-se das roupas para dar o espectáculo de um belo jovem nú, exposto naquele átrio público.

-“Bem vindo! Eu sou o Papa Bento XVI!”, diz-lhe quem o contém antes de o sedar.

Era uma crise psicótica num doente bipolar. A 2ª da vida desse rapaz estudioso e inteligente, filho de uma família de gente culta e influente, onde a Doença Bipolar e as histórias de suicídio coexistem com actividades científicas de grande exigência e qualidade.

A Doença Bipolar (anteriormente chamada de Psicose Maníaco-Depressiva), nas suas fases "maníacas" pode passar despercebida e arrastar os doentes e os que lhe estão próximos para situações desastrosas, e é por isso que eu temo o subdiagnóstico de Hipomania em políticos ou em alguém com cargos de direcção (pública ou privada).

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